- Home
- Notícias
- RESULTADO DOS PROJETOS SELECIONADOS NA 2ª CHAMADA PÚBLICA – Projeto Construindo a Resistência Democrática – 2018
RESULTADO DOS PROJETOS SELECIONADOS NA 2ª CHAMADA PÚBLICA – Projeto Construindo a Resistência Democrática – 2018
18 de maio de 2018
Prezadas Parceiras, Prezados Parceiros,
ABONG – Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais, a Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE), Centro Feminista de Estudos e Assessoria (CFEMEA) e o Centro de Assessoria Multiprofissional (CAMP), no âmbito da Ação “Ampliar a Relevância, o Reconhecimento e o Impacto da Atuação das OSCs no Brasil”, financiada pela União Europeia, vêm comunicar que através de seu Comitê Gestor, selecionou os 25 projetos melhor colocados nesta 2ª Chamada, conforme listagem abaixo, em ordem alfabética.
Neste ano de 2018, recebemos 151 projetos encaminhados de todas as regiões do país, priorizando-se propostas vindas especialmente das regiões Nordeste, Norte e Centro Oeste, beneficiando movimentos e populações mais vulneráveis, destacando-se significativo número de projetos protagonizados por grupos de mulheres e de mulheres negras ou com recorte específico de gênero, bem como populações indígenas, quilombolas, de religiões de matriz africana, pessoas transexuais, juventudes, movimentos camponeses, populações impactadas por grandes projetos.
Previstas para iniciarem em junho, as propostas selecionadas terão pela frente importantes desafios ditados pelo agravamento da conjuntura econômica e da crise político-institucional, na esperança que as organizações e movimentos dela sairão fortalecidos em suas estratégias de resistência à criminalização, de contenção de retrocessos, de afirmação de direitos e avanço nas políticas públicas, dando sentido e relevância aos objetivos socioambientais desta 2ª Chamada.
Agradecemos a todas as organizações e movimentos que atenderam à chamada, em que constatamos projetos interessantes e de qualidade, mas nem sempre dialogando adequadamente com o edital. Lembramos que independente dos editais, tanto a CESE como outros fundos funcionam ao longo do ano, no intuito de fortalecer os grupos, organizações e movimentos populares, particularmente neste contexto de ameaças e ofensivas de regressão cotidiana de direitos e o desmonte dos serviços e políticas públicas ditadas pelo desgoverno e imposições de forças hegemônicas do grande capital em profunda crise.
Seguimos na luta e na resistência.
Comitê Gestor, 18 de maio de 2018
ABONG – Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais
CESE – Coordenadoria Ecumênica de Serviço
CFEMEA – Centro Feminista de Estudos e Assessoria
CAMP – Centro de Assessoria Multiprofissional
Clique aqui para acessar a lista em PDF.
VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
Nós, do SOS Corpo, mantemos com a CESE uma parceria de longa data. Temos objetivos muito próximos, queremos fortalecer os movimentos sociais porque acreditamos que eles são sujeitos políticos de transformação. Seguiremos juntas. Um grande salve aos 50 anos. Longa vida à CESE
A CESE não está com a gente só subsidiando, mas estimulando e fortalecendo. São cinquenta anos possibilitando que as ditas minorias gritem; intervindo realmente para que a gente transforme esse país em um lugar mais igualitário e fraterno, em que a gente possa viver como nos quilombos: comunidades circulares, que cabe todo mundo, respirando liberdade e esperança. Parabéns, CESE. Axé e luz para nós!
Somos herdeiras do legado histórico de uma organização que há 50 anos dá testemunho de uma fé comprometida com o ecumenismo e a diaconia profética. Levar adiante esta missão é compromisso que assumimos com muita responsabilidade e consciência, pois vivemos em um país onde o mutirão pela justiça, pela paz e integridade da criação ainda é uma tarefa a se realizar.
Minha história com a CESE poderia ser traduzida em uma palavra: COMUNHÃO! A CESE é uma Família. Repito: uma Família! Nos dois mandatos que estive como presidente da CESE pude experimentar a vivência fraterna e gostosa de uma equipe tão diversificada em saberes, experiências de fé, histórias de vida, e tão unida pela harmonia criada pelo Espírito de Deus e pelo único desejo de SERVIR aos mais pobres e vulneráveis na conquista e defesa dos seus direitos fundamentais. Louvado seja Deus pelos 50 anos de COMUNHÃO e SERVIÇO da CESE! Gratidão por tudo e para sempre!
A CESE completa 50 anos de testemunho de fé ativa no amor, faz jus ao seu nome. Desde o início, se colocou em defesa dos direitos humanos, denunciou atos de violência e de tortura, participou da discussão de grandes temas nacionais, apoiou movimentos sociais de libertação. Parabéns pela atuação profética, em prol da unidade e da cidadania. Que Deus continue a fazer da CESE uma benção para muitos.
Ao longo desses 50 anos, fomos presenteadas pela presença da CESE em nossas comunidades. Nós somos testemunhas do quanto ela tem de companheirismo e solidariedade investidos em nossos territórios. E isso tem sido fundamental para que continuemos em luta e em defesa do nosso povo.
Eu preciso de recursos para fazer a luta. Somos descendentes de grupos muito criativos, africanos e indígenas. Somos na maioria compostos por mulheres. E a formação em Mobilização de Recursos promovida pela CESE acaba nos dando autonomia, se assim compartilharmos dentro do nosso território.
Conheço a CESE desde 1990, através da Federação de Órgãos para Assistência Social (FASE) no apoio a grupos de juventude e de mulheres. Nesse sentido, foi uma organização absolutamente importante. E hoje, na função de diretor do Programa País da Heks no Brasil, poder apoiar os projetos da CESE é uma satisfação muito grande e um investimento que tenho certeza que é um dos melhores.
Parabéns à CESE pela resistência, pela forte ancestralidade, pelo fortalecimento e proteção aos povos quilombolas. Onde a política pública não chega, a CESE chega para amenizar os impactos e viabilizar a permanência das pessoas, das comunidades. Que isso seja cada vez mais potente, mais presente e que a gente encontre, junto à CESE, cada vez mais motivos para resistir e esperançar.
A CESE foi criada no ano mais violento da Ditadura Militar, quando se institucionalizou a tortura, se intensificaram as prisões arbitrárias, os assassinatos e os desaparecimentos de presos políticos. As igrejas tiveram a coragem de se reunir e criar uma instituição que pudesse ser um testemunho vivo da fé cristã no serviço ao povo brasileiro. Fico muito feliz que a CESE chegue aos 50 anos aperfeiçoando a sua maturidade.