Sobre o programa
A CESE tem uma trajetória de 5 décadas de apoio a projetos de defesa de direitos e fortalecimento das organizações e movimentos populares no Brasil e, há alguns anos, em parceria com a organização holandesa Wide Ganzen, vem desenvolvendo uma modalidade de apoio que chamamos Programa de Dupla Participação (PDP).
Por meio desse programa, a CESE busca contribuir para a sustentabilidade financeira dessas organizações e movimentos, por compreender que é importante criar estratégias para arrecadas recursos próprios, especialmente nos territórios em que esses grupos atuam. Essa mobilização de recursos locais constitui-se, também, como importante ferramenta que contribui para o fortalecimento político das organizações nos seus territórios.
A principal característica dessa modalidade de apoio é que, antes de receber os recursos da CESE, a organização proponente necessita mobilizar metade dos recursos de que necessita para desenvolver seu projeto. Na proposta submetida para análise, o grupo já deverá informar o valor que tem capacidade para mobilizar e que ações pretende desenvolver para isso.
O PDP TEM ROTEIROS ESPECÍFICOS, DIFERENTES DO PROGRAMA DE PEQUENOS PROJETOS:
área de atuação
Com organizações parceiras em 18 países, a Aliança Virando o Jogo (Change the Game Academy) já realizou cursos em mais de 30 países em todo o mundo.
Países alcançados: Brasil, Bangladesh, Benim, Bolívia, Burkina Faso, Camboja, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Guatemala, Etiópia, Gana, Índia, Indonésia, Quênia, Mali, Moçambique, Nepal, Nigéria, Palestina, Paraguai, Peru, África do Sul, Sri Lanka, Tanzânia, Gâmbia, Uganda, Zâmbia, Zimbábue e Serra Leoa.
Organizações que compõem a Aliança Virando o Jogo
APOIO
O Programa Dupla Participação é uma parceria da CESE com a fundação holandesa Wilde Ganzen. Além dos recursos para apoio a projetos de organizações e movimentos sociais, Wilde Ganzen apoia a CESE também em processos formativos nos temas Mobilização de Recursos Locais e Incidência Política por meio da Aliança Virando o Jogo.
PROJETOS APOIADOS
VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
A relação de cooperação entre a CESE e Movimento Pesqueiro é de longa data. O apoio político e financeiro torna possível chegarmos em várias comunidades pesqueiras no Brasil para que a gente se articule, faça formação política e nos organize enquanto movimento popular. Temos uma parceria de diálogos construtivos, compreensível, e queremos cada vez mais que a CESE caminhe junto conosco.
Há muito a celebrar e agradecer! Nestes anos todos, a CESE tem sido uma parceira importantíssima dos movimentos e organizações populares e pastorais sociais. Em muitos casos, o seu apoio foi e é decisivo para a luta, para a vitória da vida. Faz as exigências necessárias para os projetos, mas não as burocratiza nem as excede. O espírito solidário e acolhedor de seus agentes e funcionários faz a diferença. O testemunho de verdadeiro ecumenismo é uma das suas marcas mais relevantes! Parabéns a todos e todas que fazem a CESE! Vida longa!
Somos herdeiras do legado histórico de uma organização que há 50 anos dá testemunho de uma fé comprometida com o ecumenismo e a diaconia profética. Levar adiante esta missão é compromisso que assumimos com muita responsabilidade e consciência, pois vivemos em um país onde o mutirão pela justiça, pela paz e integridade da criação ainda é uma tarefa a se realizar.
Parabéns à CESE pela resistência, pela forte ancestralidade, pelo fortalecimento e proteção aos povos quilombolas. Onde a política pública não chega, a CESE chega para amenizar os impactos e viabilizar a permanência das pessoas, das comunidades. Que isso seja cada vez mais potente, mais presente e que a gente encontre, junto à CESE, cada vez mais motivos para resistir e esperançar.
Há vários anos a CESE vem apoiando iniciativas nas comunidades quilombolas do Pará. A organização trouxe o empoderamento por meio da capacitação e formação para juventude quilombola; tem fortalecido também o empreendedorismo e agricultura familiar. Com o apoio da CESE e os cursos oferecidos na área de incidência política conseguimos realizar atividades que visibilizem o protagonismo das mulheres quilombolas. Tudo isso é muito importante para a garantia e a nossa permanência no território.
Celebrar os 50 anos da CESE é reconhecer uma caminhada cristã dedicada a defesa dos direitos humanos em todas as suas dimensões, comprometida com os segmentos mais vulnerabilizados da população brasileira. E valorizar cada conquista alcançada em cada luta travada na busca da justiça, do direito e da paz. Fazer parte dessa caminhada é um privilégio e motivo de grande alegria poder mais uma vez nos regozijar: “Grande coisas fez o Senhor por nós, e por isso estamos alegres!” (Salmo 126.3)
Quero muito agradecer pela parceria, pelo seu histórico de luta com os povos indígenas. Durante todo o tempo que fui coordenadora executiva da APIB e representante da COIAB e da Amazônia brasileira, nós tivemos o apoio da CESE para realizar nossas manifestações, nosso Acampamento Terra Livre, para as assembleias locais e regionais. Tudo isso foi muito importante para fortalecer o nosso protagonismo e movimento indígena do Brasil. Deixo meus parabéns pelos 50 anos e seguimos em luta.
A CESE é a marca do ecumenismo na defesa de direitos. É serviço aos movimentos populares nas lutas por justiça. Parabéns à Diretoria e equipe da CESE pela persistência e compromisso, sempre renovado nesses cinquenta anos, de preservação da memória histórica na defesa da democracia em nosso país.
A CESE não está com a gente só subsidiando, mas estimulando e fortalecendo. São cinquenta anos possibilitando que as ditas minorias gritem; intervindo realmente para que a gente transforme esse país em um lugar mais igualitário e fraterno, em que a gente possa viver como nos quilombos: comunidades circulares, que cabe todo mundo, respirando liberdade e esperança. Parabéns, CESE. Axé e luz para nós!
Comecei a aproximação com a organização pelo interesse em aprender com fundo de pequenos projetos. Sempre tivemos na CESE uma referência importante de uma instituição que estava à frente, na vanguarda, fazendo esse tipo de apoio com os grupos, desde antes de outras iniciativas existirem. E depois tive oportunidade de participar de outras ações para discutir o cenário político e também sobre as prioridades no campo socioambiental. Sempre foi uma troca muito forte.