Cáritas Diocesana de Goiás realiza Grito e Resistência do Cerrado
03 de julho de 2026
Projeto possibilitou o debate e as manifestações artísticas que ressaltam a importância do bioma
Realizado pela Cáritas Diocesana de Goiás, o VII Grito e Resistência do Cerrado teve como tema: Ecologia Integral. A promoção desse evento, foi apoiada pela Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE), na modalidade de pequenos projetos, e possibilitou ações a favor do Cerrado e seus povos.
Em sintonia com a Campanha da Fraternidade de 2025, o evento é socioeducativo, de conscientização e reflexão sobre o cuidado com a Casa Comum em todas as suas dimensões. Viver a ecologia integral é adotar hábitos de consumo conscientes, cultivar relações equilibradas com o meio ambiente e construir futuros.
A ideia do projeto com a realização do evento na semana do dia 11 de setembro de 2025, dia do Cerrado, foi também valorizar as culturas locais, os fazeres e saberes tradicionais dos povos, promovendo o vínculo entre educação, cultura e meio ambiente. O evento contou com oficinas, exposições, feiras, a valorização da diversidade cultural, a rica culinária, a arte expressa em músicas, poemas e artesanatos, além das práticas de cuidado com a saúde e experiências de uso e manejo da agrobiodiversidade.
Com isso, foi possível integrar campo e cidade na perspectiva de conhecer as várias faces do Cerrado, ampliando o entendimento de que é preciso proceder, defender e lutar sempre por esse bioma.
“O Grito e a Resistência no Cerrado representa a luta dos povos que defendem esse bioma essencial para a vida no Brasil. Eles [os povos] denunciam a destruição causada pelo desmatamento, pelo agronegócio predatório e pela exploração desenfreada dos recursos naturais. Essa mobilização fortalece a união das comunidades do campo e da cidade. Além disso, chama a atenção da sociedade para a importância do Cerrado como berço das águas. Resistir é garantir vida, cultura e futuro para as próximas gerações”, conta Aguinel Fonseca, da coordenação do evento, voluntário da Cáritas Diocesana de Goiás e da Comissão Pastoral da Terra da Diocese de Goiás.



O Grito já faz parte da história local e foi, durante o evento de 2025, sancionado como patrimônio cultural e socioambiental do Cerrado. Assim, esse espaço vem se consolidando como busca de efetivação de direitos e o acesso às políticas públicas, como estratégia de combate às injustiças, prevenção a violência e a segregação social, sobretudo, para as mulheres e jovens das comunidades.
Também foi momento para realizar o Prêmio Maria Luísa, que homenageou pessoas e entidades que contribuem na defesa do Cerrado, com total de 11 premiados/as. Houve ainda um forte estímulo à participação da juventude e da comunidade escolar, por meio de atividades educativas e artísticas voltadas à conscientização socioambiental, reforçando que todos e todas devem estar na linha de frente na defesa e no cuidado com o Cerrado. Destaca-se também a realização do concurso de redação nas escolas, que resultou na produção de um livro. Algumas unidades dessa obra foram entregues no dia do evento às escolas participantes.
Construído de forma coletiva e contínua ao longo do ano, a mobilização e articulação é feita junto aos territórios/comunidades, rede de colaboração entre entidades parceiras, escolas municipais e estaduais, e outras organizações. Portanto, foi um evento aberto ao público, envolvendo toda a comunidade da Cidade de Goiás e região, com a participação de trabalhadores/as de comunidades rurais, estudantes de escolas públicas municipais e estaduais, universidades (UFG, UEG e IFG), raizeiras, benzedeiras/os, fiandeiras, violeiros/as, artesãos, além de movimentos sociais e populares, reunindo diferentes vozes.