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Quilombo Liberdade recebe seminário e fortalece debate socioambiental no Maranhão

07 de maio de 2026

A iniciativa do Instituto Sankofa articula formação de lideranças, preservação ambiental e mobilização comunitária em um dos maiores quilombos urbanos da América Latina 

O Quilombo Urbano Liberdade, em São Luís do Maranhão (MA), recebeu o seminário “Olhar o passado e construir o presente”. A iniciativa do Instituto Sankofa teve como objetivo fortalecer o grande quilombo urbano, capacitar e qualificar a atuação das lideranças da comunidade e do entorno, além de orientá-las sobre o uso sustentável dos recursos naturais e a preservação da biodiversidade.

Um complexo histórico, pois a Assembleia Legislativa do Maranhão reconheceu, em setembro do ano passado, o Quilombo Liberdade como o maior quilombo urbano e o maior polo cultural da América Latina. De acordo com informações do Instituto Sankofa, o quilombo está localizado na região central do Maranhão e tem cerca de 160 mil habitantes, distribuídos em um complexo de bairros como Liberdade, Camboa, Fé em Deus, Diamante, Alemanha e Monte Castelo.

Um grande complexo e um grande projeto

O projeto soma à comunidade a pauta socioambiental e política, contribuindo para orientar e potencializar as lideranças a intervirem de forma transformadora neste contexto de descaso com estas questões no território.

Para Jorge Luis Serra, presidente do Instituto, o projeto nasceu a partir de pesquisas e debates a respeito das áreas verdes da região.

“Ocupações pouco preservadas, nas quais se inclui um parque ambiental e outras áreas que deveriam ser preservadas tanto pelos moradores quanto pelo poder público”.

O seminário aconteceu em junho do ano passado e reuniu cerca de 50 participantes. A atividade foi desenvolvida com visitas de campo, alinhando teoria e prática. Com linguagem acessível, a iniciativa promoveu reflexões sobre meio ambiente, convivência comunitária e combate a preconceitos. A programação contou com debates,  com temas como os instrumentos da política ambiental brasileira, incluindo o histórico das leis ambientais e suas finalidades, além de aspectos gerais da Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA). Também foram abordados temas como responsabilização por danos ambientais e desenvolvimento sustentável.

A organização do evento utilizou diferentes estratégias de mobilização da comunidade para fortalecer o alcance das ações, “a fim de informar e conscientizar os moradores da comunidade sobre o quanto é importante proteger todo o nosso ecossistema, para que possamos garantir qualidade de vida para as futuras gerações”. O presidente do instituto avalia que o seminário alcançou os resultados esperados. 

“Deixando claro que, se mantivermos estes locais sempre preservados, teremos um estilo de vida de qualidade, que nos fará viver mais e deixar, não um conto, mas uma natureza saudável para os nossos futuros moradores. Até os dias atuais, ainda nos traz bons resultados, pois todas as ações apresentadas mostraram e conscientizaram o quanto é importante cuidar para viver melhor”.

O projeto teve o apoio da CESE, por meio do Programa de Pequenos Projetos (PPP/CESE). Para Jorge Luis, o apoio da CESE ao seminário “Olhar o passado e construir o presente” foi de grande relevância para demonstrar e conscientizar sobre o quanto é importante zelar e humanizar o sistema ecológico de todo o território.

O Instituto Sankofa nasceu no final de 2018, inspirado no princípio de valorizar o passado. Trata-se de uma organização que surgiu no bairro da Liberdade, em São Luís do Maranhão (MA), no terreiro Yle Aché Oba Yzoo, inicialmente com atividades na área de saúde, como palestras sobre prevenção às ISTs, combate à homofobia e anemia falciforme. Com o tempo, o Instituto expandiu suas atividades para a área da educação, preservação da biodiversidade e, ao longo dos anos, ampliou sua atuação para diferentes territórios do Maranhão.

Programa de pequenos projetos

Desde a sua fundação, a CESE definiu o apoio a pequenos projetos como a sua principal estratégia de ação para fortalecer a luta dos movimentos populares por direitos no Brasil. Quer enviar um projeto para a CESE? Aqui uma lista com 10 exemplos de iniciativas que podem ser apoiadas:

1. Oficinas ou cursos de formação

2. Encontros e seminários

3. Campanhas

4. Atividades de produção, geração de renda, extrativismo

5. Manejo e defesa de águas, florestas, biomas

6. Mobilizações e atos públicos

7. Intercâmbios – troca de experiências

8. Produção e veiculação de materiais pedagógicos e informativos como cartilhas, cartazes, livros, vídeos, materiais impressos e/ou em formato digital

9. Ações de comunicação em geral

10. Atividades de planejamento e outras ações de fortalecimento da organização.

Clique aqui para enviar seu projeto! Mas se você ainda tiver alguma dúvida, clica aqui.

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