CESE convoca para sua Assembleia Geral Ordinária
12 de maio de 2021A Coordenadoria Ecumênica de Serviço divulgou, dia 23.04, a Carta de Convocação para realização da sua 48ª Assembleia Geral Ordinária. O documento, assinado pelo presidente Pe. Marcus Barbosa Guimarães (ICAR), informa que abordará, entre outras pautas, a eleição da nova Diretoria e de novos/as membros titulares e suplentes do Conselho Fiscal, para o triênio 2021-2024.
O prazo para indicação de novos/as representantes das igrejas-membro (Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil; Igreja Presbiteriana Independente do Brasil; Igreja Presbiteriana Unida do Brasil; Igreja Episcopal Anglicana do Brasil; Igreja Católica Apostólica Romana – CNBB; e Aliança de Batistas do Brasil) será dia 17 de maio, conforme previsto no documento.

Para Pe. Marcus, presidente por dois mandatos consecutivos, a Assembleia é uma ocasião que não só proporciona momentos importantes de apresentação e avaliação dos resultados, mas também é, especialmente, uma oportunidade de escuta: “ESCUTAR bem ao Espírito de Deus que nos fala na vida das pessoas e na realidade. Um TEMPO de ESCUTA da Vida para podermos traçar rumos bons e frutuosos para a Missão da CESE na Defesa de Direitos. E também um tempo de encontro, alegria, esperança e encorajamento.”.
Além de descrever a importância desse encontro de representações da CESE, ele traz também suas expectativas frente a uma conjuntura assustadora de insensibilidade com as populações mais vulnerabilizadas: “Temos uma missão muito grande diante de tudo isso: reforçar nossos objetivos e encontrar novos caminhos de atuação, num mundo tão mudado e tão sofrido, carente de cuidado, solidariedade, ternura e justiça.”, afirma Pe. Marcus e complementa: “Há expectativa também de achar bons/as membros para a nova Diretoria Institucional. Oremos desde já para que o Espírito de Deus nos conduza.”, finaliza em referência ao caráter eletivo da Assembleia.
Assembleia será realizada no dia 08 de junho, de forma virtual, seguindo os protocolos de segurança exigidos pela Pandemia do COVID-19.
Para clique para acessar a convocação na íntegra.
VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
Conheço a CESE desde 1990, através da Federação de Órgãos para Assistência Social (FASE) no apoio a grupos de juventude e de mulheres. Nesse sentido, foi uma organização absolutamente importante. E hoje, na função de diretor do Programa País da Heks no Brasil, poder apoiar os projetos da CESE é uma satisfação muito grande e um investimento que tenho certeza que é um dos melhores.
A CESE foi criada no ano mais violento da Ditadura Militar, quando se institucionalizou a tortura, se intensificaram as prisões arbitrárias, os assassinatos e os desaparecimentos de presos políticos. As igrejas tiveram a coragem de se reunir e criar uma instituição que pudesse ser um testemunho vivo da fé cristã no serviço ao povo brasileiro. Fico muito feliz que a CESE chegue aos 50 anos aperfeiçoando a sua maturidade.
Há vários anos a CESE vem apoiando iniciativas nas comunidades quilombolas do Pará. A organização trouxe o empoderamento por meio da capacitação e formação para juventude quilombola; tem fortalecido também o empreendedorismo e agricultura familiar. Com o apoio da CESE e os cursos oferecidos na área de incidência política conseguimos realizar atividades que visibilizem o protagonismo das mulheres quilombolas. Tudo isso é muito importante para a garantia e a nossa permanência no território.
Quero muito agradecer pela parceria, pelo seu histórico de luta com os povos indígenas. Durante todo o tempo que fui coordenadora executiva da APIB e representante da COIAB e da Amazônia brasileira, nós tivemos o apoio da CESE para realizar nossas manifestações, nosso Acampamento Terra Livre, para as assembleias locais e regionais. Tudo isso foi muito importante para fortalecer o nosso protagonismo e movimento indígena do Brasil. Deixo meus parabéns pelos 50 anos e seguimos em luta.
Parabéns à CESE pela resistência, pela forte ancestralidade, pelo fortalecimento e proteção aos povos quilombolas. Onde a política pública não chega, a CESE chega para amenizar os impactos e viabilizar a permanência das pessoas, das comunidades. Que isso seja cada vez mais potente, mais presente e que a gente encontre, junto à CESE, cada vez mais motivos para resistir e esperançar.
A relação de cooperação entre a CESE e Movimento Pesqueiro é de longa data. O apoio político e financeiro torna possível chegarmos em várias comunidades pesqueiras no Brasil para que a gente se articule, faça formação política e nos organize enquanto movimento popular. Temos uma parceria de diálogos construtivos, compreensível, e queremos cada vez mais que a CESE caminhe junto conosco.
Nós, do SOS Corpo, mantemos com a CESE uma parceria de longa data. Temos objetivos muito próximos, queremos fortalecer os movimentos sociais porque acreditamos que eles são sujeitos políticos de transformação. Seguiremos juntas. Um grande salve aos 50 anos. Longa vida à CESE
Celebrar os 50 anos da CESE é reconhecer uma caminhada cristã dedicada a defesa dos direitos humanos em todas as suas dimensões, comprometida com os segmentos mais vulnerabilizados da população brasileira. E valorizar cada conquista alcançada em cada luta travada na busca da justiça, do direito e da paz. Fazer parte dessa caminhada é um privilégio e motivo de grande alegria poder mais uma vez nos regozijar: “Grande coisas fez o Senhor por nós, e por isso estamos alegres!” (Salmo 126.3)
A gente tem uma associação do meu povo, Karipuna, na Terra Indígena Uaçá. Por muito tempo a nossa organização ficou inadimplente, sem poder atuar com nosso povo. Mas, conseguimos acessar o recurso da CESE para fortalecer organização indígena e estruturar a associação e reorganizá-la. Hoje orgulhosamente e muito emocionada digo que fazemos a Assembleia do Povo Karipuna realizada por nós indígenas, gerindo nosso próprio recurso. Atualmente temos uma diretoria toda indígena, conseguimos captar recursos e acessar outros projetos. E isso tudo só foi possível por causa da parceria com a CESE.
Eu preciso de recursos para fazer a luta. Somos descendentes de grupos muito criativos, africanos e indígenas. Somos na maioria compostos por mulheres. E a formação em Mobilização de Recursos promovida pela CESE acaba nos dando autonomia, se assim compartilharmos dentro do nosso território.