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CESE apoia projeto de regularização da situação jurídica para associação de defesa dos direitos de mulheres
10 de julho de 2023
Edital da CESE apoia regularização da situação jurídica da AMASPRENT
A regularização da situação jurídica é fundamental para a vida financeira e institucional de uma organização não-governamental ou associação. Sem isso, as entidades não conseguem firmar contratos, conquistar apoios ou assinar convênios, nem mesmo abrir contas bancárias. Buscando essa solução, a Associação das Mulheres de Atitude e sua Parentela do Residencial Nova Terra – AMASPRENT encontrou no Edital “Amazônia de Todas as Lutas”, realizado pela CESE em 2022, uma boa oportunidade.
“Inicialmente para estar legal e formalizada, pois sabe-se que 99% dos editais são abertos para entidades formais, salvo este que a CESE entendeu a nossa dificuldade e de tantas outras associações em se formalizar e manter tudo em dias. A regularização também permite empoderar nossos associados e a comunidade onde estamos inseridos” afirma Naia Rejane Fonseca Costa, coordenadora da AMASPRENT.
O projeto teve como objetivo regularizar sua situação com a Receita Federal, fazer o registro da atua atual e alteração do estatuto em cartório, contratar contador, efetuar o pagamento da Certificação Digital. Também está prevista a realização da Oficina e Adereços de Matrizes Africanas junto ao Terreiro Guerreiros de Fé Luz Acima, como parte das ações de fortalecimento.
Quando uma associação não tem existência legal sofre de diversos problemas como a desorganização interna e perda de credibilidade perante outras organizações, apoiadores/as ou mesmo poder participar de chamadas públicas, além de impedir a realização de atividades simples. Para uma organização existir legalmente ela precisa ter ata de fundação registrada em cartório e Estatuto Social, além do Regimento Interno, que permite complementar possíveis lacunas. Também é fundamental a obtenção do número do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica e inscrição na Receita Federal.
A AMASPRENT está no processo de regularização e ajustes, o que significa nova eleição de diretoria/ presidência, definição de chapas, preparação das atas entre outras documentações. De acordo com a gestora, a realização do projeto foi de grande importância. “Nós não teríamos como nos organizar sem este apoio da CESE. Hoje em toda instância é solicitado aos grupos suas documentações para que possamos conveniar, e, nós nunca tínhamos visto algo parecido com esta oportunidade que a CESE lançou em um edital. Somos gratos a Deus e a Coordenadoria Ecumênica de Serviços pela benfeitoria para com a nossa querida AMASPRENT” afirma Naia.
“Atuamos com serviços sociais, culturais, LGBTQIA+, crianças, adolescentes, jovens e mulheres, para tanto ofertamos oficinas artesanais e cursos em parceria com outras entidades. No entanto, pelo fato de não estarmos “organizados” documentalmente, perdemos muitas coisas nesses últimos anos” acrescenta Naia.
VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
Quero muito agradecer pela parceria, pelo seu histórico de luta com os povos indígenas. Durante todo o tempo que fui coordenadora executiva da APIB e representante da COIAB e da Amazônia brasileira, nós tivemos o apoio da CESE para realizar nossas manifestações, nosso Acampamento Terra Livre, para as assembleias locais e regionais. Tudo isso foi muito importante para fortalecer o nosso protagonismo e movimento indígena do Brasil. Deixo meus parabéns pelos 50 anos e seguimos em luta.
A família CESE também faz parte do movimento indígena. Compartilhamos das mesmas dores e alegrias, mas principalmente de uma mesma missão. É por um causa que estamos aqui. Fico muito feliz de poder compartilhar dessa emoção de conhecer essa equipe. Que venham mais 50 anos, mais pessoas comprometidas com esse espírito de igualdade, amor e fraternidade.
Conheço a CESE desde 1990, através da Federação de Órgãos para Assistência Social (FASE) no apoio a grupos de juventude e de mulheres. Nesse sentido, foi uma organização absolutamente importante. E hoje, na função de diretor do Programa País da Heks no Brasil, poder apoiar os projetos da CESE é uma satisfação muito grande e um investimento que tenho certeza que é um dos melhores.
Há muito a celebrar e agradecer! Nestes anos todos, a CESE tem sido uma parceira importantíssima dos movimentos e organizações populares e pastorais sociais. Em muitos casos, o seu apoio foi e é decisivo para a luta, para a vitória da vida. Faz as exigências necessárias para os projetos, mas não as burocratiza nem as excede. O espírito solidário e acolhedor de seus agentes e funcionários faz a diferença. O testemunho de verdadeiro ecumenismo é uma das suas marcas mais relevantes! Parabéns a todos e todas que fazem a CESE! Vida longa!
Viva os 50 anos da CESE. Viva o ecumenismo que a organização traz para frente e esse diálogo intereclesial. É um momento muito especial porque a CESE defende direitos e traz o sujeito para maior visibilidade.
Parabéns à CESE pela resistência, pela forte ancestralidade, pelo fortalecimento e proteção aos povos quilombolas. Onde a política pública não chega, a CESE chega para amenizar os impactos e viabilizar a permanência das pessoas, das comunidades. Que isso seja cada vez mais potente, mais presente e que a gente encontre, junto à CESE, cada vez mais motivos para resistir e esperançar.
Comecei a aproximação com a organização pelo interesse em aprender com fundo de pequenos projetos. Sempre tivemos na CESE uma referência importante de uma instituição que estava à frente, na vanguarda, fazendo esse tipo de apoio com os grupos, desde antes de outras iniciativas existirem. E depois tive oportunidade de participar de outras ações para discutir o cenário político e também sobre as prioridades no campo socioambiental. Sempre foi uma troca muito forte.
A relação de cooperação entre a CESE e Movimento Pesqueiro é de longa data. O apoio político e financeiro torna possível chegarmos em várias comunidades pesqueiras no Brasil para que a gente se articule, faça formação política e nos organize enquanto movimento popular. Temos uma parceria de diálogos construtivos, compreensível, e queremos cada vez mais que a CESE caminhe junto conosco.
Minha história com a CESE poderia ser traduzida em uma palavra: COMUNHÃO! A CESE é uma Família. Repito: uma Família! Nos dois mandatos que estive como presidente da CESE pude experimentar a vivência fraterna e gostosa de uma equipe tão diversificada em saberes, experiências de fé, histórias de vida, e tão unida pela harmonia criada pelo Espírito de Deus e pelo único desejo de SERVIR aos mais pobres e vulneráveis na conquista e defesa dos seus direitos fundamentais. Louvado seja Deus pelos 50 anos de COMUNHÃO e SERVIÇO da CESE! Gratidão por tudo e para sempre!
A CESE foi criada no ano mais violento da Ditadura Militar, quando se institucionalizou a tortura, se intensificaram as prisões arbitrárias, os assassinatos e os desaparecimentos de presos políticos. As igrejas tiveram a coragem de se reunir e criar uma instituição que pudesse ser um testemunho vivo da fé cristã no serviço ao povo brasileiro. Fico muito feliz que a CESE chegue aos 50 anos aperfeiçoando a sua maturidade.