Abertura da Campanha da Fraternidade Ecumênica 2021
15 de fevereiro de 2021

O Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC), as igrejas-membro, entre elas, a CNBB, a Igreja Betesda, como igreja convidada, e o Centro de Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular (CESEEP) abrem, na Quarta-Feira de Cinzas, 17 de fevereiro, às 10h00, a V Edição da Campanha da Fraternidade Ecumênica (CFE).
A abertura ocorrerá de forma virtual – em função da pandemia. Na ocasião, será apresentado um vídeo com pronunciamentos de representantes das Igrejas que organizaram a CFE, do Conselho Mundial de Igrejas (CMI) e uma mensagem do papa Francisco.
Será possível acompanhar o lançamento da CFE por meio das redes sociais da CNBB (facebook.com/cnbbnacional) e do CONIC (facebook.com/conselhonacionaldeigrejas). A CESE compartilhará também o lançamento na página do facebook (facebook.com/cese1973).
Na oportunidade, jornalistas credenciados participarão de uma entrevista coletiva com representantes das Igrejas, por meio da plataforma Zoom. Preencha o formulário para acessar a Sala Virtual.
Neste ano, o tema da Campanha da Fraternidade Ecumênica é “Fraternidade e Diálogo: compromisso de amor” e o lema “Cristo é a nossa paz: do que era dividido, fez uma unidade”, extraído da carta de São Paulo aos Efésios, capítulo 2, versículo 14.
OUTRAS AÇÕES AO LONGO DO DIA
Além da coletiva de imprensa, a agenda da programação de lançamento da CFE terá:
18h00 às 20h00: Mesa Temática inter-religiosa – “Diálogo compromisso de amor”.

21h00 – Celebração Ecumênica de Abertura da Campanha da Fraternidade Ecumênica. O momento será transmitido pela CNBB e pelo CONIC. A CESE retransmitirá a celebração.
VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
A gente tem uma associação do meu povo, Karipuna, na Terra Indígena Uaçá. Por muito tempo a nossa organização ficou inadimplente, sem poder atuar com nosso povo. Mas, conseguimos acessar o recurso da CESE para fortalecer organização indígena e estruturar a associação e reorganizá-la. Hoje orgulhosamente e muito emocionada digo que fazemos a Assembleia do Povo Karipuna realizada por nós indígenas, gerindo nosso próprio recurso. Atualmente temos uma diretoria toda indígena, conseguimos captar recursos e acessar outros projetos. E isso tudo só foi possível por causa da parceria com a CESE.
‘Seguimos sendo uma igreja profética, que transforma palavras em ações e apoia aqueles povos que historicamente sofrem as consequências das desigualdades. Saio deste momento com muita gratidão. Parabéns à CESE por, em nome das igrejas, estar comprometida com a defesa dos direitos humanos, a justiça social e a luta dos povos e comunidades tradicionais em todo o território nacional. Continuem contando conosco.” – Pastor Mauro Batista de Souza (IECLB).
Nós, do SOS Corpo, mantemos com a CESE uma parceria de longa data. Temos objetivos muito próximos, queremos fortalecer os movimentos sociais porque acreditamos que eles são sujeitos políticos de transformação. Seguiremos juntas. Um grande salve aos 50 anos. Longa vida à CESE
A CESE é a marca do ecumenismo na defesa de direitos. É serviço aos movimentos populares nas lutas por justiça. Parabéns à Diretoria e equipe da CESE pela persistência e compromisso, sempre renovado nesses cinquenta anos, de preservação da memória histórica na defesa da democracia em nosso país.
Ao longo desses 50 anos, fomos presenteadas pela presença da CESE em nossas comunidades. Nós somos testemunhas do quanto ela tem de companheirismo e solidariedade investidos em nossos territórios. E isso tem sido fundamental para que continuemos em luta e em defesa do nosso povo.
Somos herdeiras do legado histórico de uma organização que há 50 anos dá testemunho de uma fé comprometida com o ecumenismo e a diaconia profética. Levar adiante esta missão é compromisso que assumimos com muita responsabilidade e consciência, pois vivemos em um país onde o mutirão pela justiça, pela paz e integridade da criação ainda é uma tarefa a se realizar.
Eu preciso de recursos para fazer a luta. Somos descendentes de grupos muito criativos, africanos e indígenas. Somos na maioria compostos por mulheres. E a formação em Mobilização de Recursos promovida pela CESE acaba nos dando autonomia, se assim compartilharmos dentro do nosso território.
Há vários anos a CESE vem apoiando iniciativas nas comunidades quilombolas do Pará. A organização trouxe o empoderamento por meio da capacitação e formação para juventude quilombola; tem fortalecido também o empreendedorismo e agricultura familiar. Com o apoio da CESE e os cursos oferecidos na área de incidência política conseguimos realizar atividades que visibilizem o protagonismo das mulheres quilombolas. Tudo isso é muito importante para a garantia e a nossa permanência no território.
Viva os 50 anos da CESE. Viva o ecumenismo que a organização traz para frente e esse diálogo intereclesial. É um momento muito especial porque a CESE defende direitos e traz o sujeito para maior visibilidade.
Eu acho extraordinário o trabalho da CESE, porque ela inaugurou outro tipo de ecumenismo. Não é algo que as igrejas discutem entre si, falam sobre suas doutrinas e chegam a uma convergência. A CESE faz um ecumenismo de serviço que é ecumenismo de missão, para servir aos pobres, servir seus direitos.