Vigília Ecumênica leva às ruas de Salvador campanha sobre voto consciente
28 de setembro de 2018
A Vigília Ecumênica pela Vida do Povo percorreu dia 27 de setembro as ruas do Centro de Salvador, estampando a Campanha Seu Voto Vale? Então Vote Certo, com objetivo de estimular o voto consciente nas próximas eleições.
A manifestação teve início com mística na Igreja Sagrada Família, no Garcia, quando foi feita uma breve reflexão sobre o atual contexto político e a fragilidade em que se encontra nossa democracia, com a leitura das cartas da CESE e da CNBB.



Em seguida, representantes de pastorais, organizações sociais e ecumênicas, como Cáritas Brasileira Regional Nordeste 3, Ação Social Arquidiocesana, Pastoral da Juventude, Coordenadoria Ecumênica de Serviço, CEBIC, Levante Popular da Juventude, Conselho Pastoral dos Pescadores, Comissão Pastoral da Terra – Bahia, CEBs e Pastoral da Saúde seguiram em Vigília, passando pelo Campo Grande em direção à Praça da Piedade.



Durante a caminhada, foram realizados momentos de diálogos com a sociedade que acompanhou a manifestação, abordando o papel do voto para a garantia de direitos; e estampados cartazes com os nomes e rostos dos e das traidores/as do povo, que votaram a favor de retrocessos de direitos, como Reforma Trabalhista, Lei da Terceirização e PEC dos Gastos Públicos (que congela por 20 anos os recursos destinados à educação e saúde). Manifestações culturais, como o grupo de jovens de Água Claras, acompanharam e animaram o percurso da Vigília.



Expressões poéticas também se somaram ao ato, com a parceria dos Artistas da Praça, grupo de poesia que se reúne na região central nas últimas quintas-feiras de cada mês.
Com fé, poesias, batuques e espírito de resistência ativa foi encerrada a Vigília Ecumênica pela Vida do Povo na Praça da Piedade, espaço representativo de tantas lutas populares por direitos na Bahia.
VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
Ao longo desses 50 anos, fomos presenteadas pela presença da CESE em nossas comunidades. Nós somos testemunhas do quanto ela tem de companheirismo e solidariedade investidos em nossos territórios. E isso tem sido fundamental para que continuemos em luta e em defesa do nosso povo.
A família CESE também faz parte do movimento indígena. Compartilhamos das mesmas dores e alegrias, mas principalmente de uma mesma missão. É por um causa que estamos aqui. Fico muito feliz de poder compartilhar dessa emoção de conhecer essa equipe. Que venham mais 50 anos, mais pessoas comprometidas com esse espírito de igualdade, amor e fraternidade.
Parabéns à CESE pela resistência, pela forte ancestralidade, pelo fortalecimento e proteção aos povos quilombolas. Onde a política pública não chega, a CESE chega para amenizar os impactos e viabilizar a permanência das pessoas, das comunidades. Que isso seja cada vez mais potente, mais presente e que a gente encontre, junto à CESE, cada vez mais motivos para resistir e esperançar.
A CESE não está com a gente só subsidiando, mas estimulando e fortalecendo. São cinquenta anos possibilitando que as ditas minorias gritem; intervindo realmente para que a gente transforme esse país em um lugar mais igualitário e fraterno, em que a gente possa viver como nos quilombos: comunidades circulares, que cabe todo mundo, respirando liberdade e esperança. Parabéns, CESE. Axé e luz para nós!
Nós, do SOS Corpo, mantemos com a CESE uma parceria de longa data. Temos objetivos muito próximos, queremos fortalecer os movimentos sociais porque acreditamos que eles são sujeitos políticos de transformação. Seguiremos juntas. Um grande salve aos 50 anos. Longa vida à CESE
A gente tem uma associação do meu povo, Karipuna, na Terra Indígena Uaçá. Por muito tempo a nossa organização ficou inadimplente, sem poder atuar com nosso povo. Mas, conseguimos acessar o recurso da CESE para fortalecer organização indígena e estruturar a associação e reorganizá-la. Hoje orgulhosamente e muito emocionada digo que fazemos a Assembleia do Povo Karipuna realizada por nós indígenas, gerindo nosso próprio recurso. Atualmente temos uma diretoria toda indígena, conseguimos captar recursos e acessar outros projetos. E isso tudo só foi possível por causa da parceria com a CESE.
Celebrar os 50 anos da CESE é reconhecer uma caminhada cristã dedicada a defesa dos direitos humanos em todas as suas dimensões, comprometida com os segmentos mais vulnerabilizados da população brasileira. E valorizar cada conquista alcançada em cada luta travada na busca da justiça, do direito e da paz. Fazer parte dessa caminhada é um privilégio e motivo de grande alegria poder mais uma vez nos regozijar: “Grande coisas fez o Senhor por nós, e por isso estamos alegres!” (Salmo 126.3)
Conheço a CESE desde 1990, através da Federação de Órgãos para Assistência Social (FASE) no apoio a grupos de juventude e de mulheres. Nesse sentido, foi uma organização absolutamente importante. E hoje, na função de diretor do Programa País da Heks no Brasil, poder apoiar os projetos da CESE é uma satisfação muito grande e um investimento que tenho certeza que é um dos melhores.
Viva os 50 anos da CESE. Viva o ecumenismo que a organização traz para frente e esse diálogo intereclesial. É um momento muito especial porque a CESE defende direitos e traz o sujeito para maior visibilidade.
Minha história com a CESE poderia ser traduzida em uma palavra: COMUNHÃO! A CESE é uma Família. Repito: uma Família! Nos dois mandatos que estive como presidente da CESE pude experimentar a vivência fraterna e gostosa de uma equipe tão diversificada em saberes, experiências de fé, histórias de vida, e tão unida pela harmonia criada pelo Espírito de Deus e pelo único desejo de SERVIR aos mais pobres e vulneráveis na conquista e defesa dos seus direitos fundamentais. Louvado seja Deus pelos 50 anos de COMUNHÃO e SERVIÇO da CESE! Gratidão por tudo e para sempre!