<a href="https://www.cese.org.br/renovacao-e-resistencia-e-assim-que-a-cese-chega-aos-47-anos/"><strong>Renovação e Resistência: é assim que a CESE chega aos 47 anos!</strong></a>
13 de junho de 2020
O mês de junho é momento de registrar os 47 anos de aniversário da CESE! É o período em que a organização renova seu compromisso com a democracia, justiça social e com a missão de contribuir para o fortalecimento dos diretos das populações mais vulneráveis.
O contexto atual não inspira celebração, já que o Brasil atravessa uma grave crise sanitária, política e econômica. A luta pela defesa dos direitos humanos é urgente: o Covid19 afeta com muito mais força as populações que têm seus direitos básicos negados e cujo acesso aos serviços de saúde, saneamento, renda, alimentação e segurança alimentar estão seriamente ameaçados.
É tempo de agir! E a Coordenadoria Ecumênica de Serviço está sintonizada com os desafios deste tempo e continua apoiando projetos do movimento popular que expressam a luta pela resistência e pela garantia de direitos: mas agora priorizando iniciativas de caráter emergencial e humanitário no combate ao avanço do coronavírus. Até o mês de maio já foram alocados recursos na ordem de R$ 585 mil para apoio a 51 propostas oriundas de organizações de base popular, movimentos e dos serviços de diaconias das igrejas de diversos estados do país.
A Comunicação Institucional vem se debruçando em visibilizar campanhas de mobilização de grupos, contribuindo para os movimentos (r)existirem nesse momento. O diálogo e articulação nunca estiveram tão presentes: ajuda a organização a fincar os pés firmes no chão para compreender as demandas que vêm sendo clamadas pelos povos do campo e da cidade.
Diante da chegada de mais um ano de jornada, a diretora executiva da CESE, Sônia Mota, faz uma reflexão e retrospecto do trabalho da organização. Há 46 anos a CESE atua a partir do seu escritório em Salvador, com a equipe apoiando projetos que chegam de todo Brasil, estabelecendo diálogos com organizações e movimentos, quer na sede ou em outros lugares deste nosso país, sempre buscando a sintonia para fortalecer as nossas ações. O nosso auditório sempre foi o local de receber grupos e organizações para diálogos, formações, troca de saberes e abraços. Este ano tudo mudou: o auditório não recebe visitas, as salas estão vazias. Toda equipe está trabalhando das suas casas que se transformaram extensão da CESE. A nossa missão e comprometimento com a defesa de direitos permanecem inabaláveis e nos impulsiona e nos renova a cada dia. É com este espírito de resistência e superação que celebramos os 47 anos da CESE, atuando e esperançando por novos dias, de saúde, justiça social e paz.
VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
Ao longo desses 50 anos, fomos presenteadas pela presença da CESE em nossas comunidades. Nós somos testemunhas do quanto ela tem de companheirismo e solidariedade investidos em nossos territórios. E isso tem sido fundamental para que continuemos em luta e em defesa do nosso povo.
A CESE não está com a gente só subsidiando, mas estimulando e fortalecendo. São cinquenta anos possibilitando que as ditas minorias gritem; intervindo realmente para que a gente transforme esse país em um lugar mais igualitário e fraterno, em que a gente possa viver como nos quilombos: comunidades circulares, que cabe todo mundo, respirando liberdade e esperança. Parabéns, CESE. Axé e luz para nós!
Eu preciso de recursos para fazer a luta. Somos descendentes de grupos muito criativos, africanos e indígenas. Somos na maioria compostos por mulheres. E a formação em Mobilização de Recursos promovida pela CESE acaba nos dando autonomia, se assim compartilharmos dentro do nosso território.
A CESE completa 50 anos de testemunho de fé ativa no amor, faz jus ao seu nome. Desde o início, se colocou em defesa dos direitos humanos, denunciou atos de violência e de tortura, participou da discussão de grandes temas nacionais, apoiou movimentos sociais de libertação. Parabéns pela atuação profética, em prol da unidade e da cidadania. Que Deus continue a fazer da CESE uma benção para muitos.
A CESE foi criada no ano mais violento da Ditadura Militar, quando se institucionalizou a tortura, se intensificaram as prisões arbitrárias, os assassinatos e os desaparecimentos de presos políticos. As igrejas tiveram a coragem de se reunir e criar uma instituição que pudesse ser um testemunho vivo da fé cristã no serviço ao povo brasileiro. Fico muito feliz que a CESE chegue aos 50 anos aperfeiçoando a sua maturidade.
Nós, do SOS Corpo, mantemos com a CESE uma parceria de longa data. Temos objetivos muito próximos, queremos fortalecer os movimentos sociais porque acreditamos que eles são sujeitos políticos de transformação. Seguiremos juntas. Um grande salve aos 50 anos. Longa vida à CESE
A família CESE também faz parte do movimento indígena. Compartilhamos das mesmas dores e alegrias, mas principalmente de uma mesma missão. É por um causa que estamos aqui. Fico muito feliz de poder compartilhar dessa emoção de conhecer essa equipe. Que venham mais 50 anos, mais pessoas comprometidas com esse espírito de igualdade, amor e fraternidade.
Há vários anos a CESE vem apoiando iniciativas nas comunidades quilombolas do Pará. A organização trouxe o empoderamento por meio da capacitação e formação para juventude quilombola; tem fortalecido também o empreendedorismo e agricultura familiar. Com o apoio da CESE e os cursos oferecidos na área de incidência política conseguimos realizar atividades que visibilizem o protagonismo das mulheres quilombolas. Tudo isso é muito importante para a garantia e a nossa permanência no território.
Viva os 50 anos da CESE. Viva o ecumenismo que a organização traz para frente e esse diálogo intereclesial. É um momento muito especial porque a CESE defende direitos e traz o sujeito para maior visibilidade.
A gente tem uma associação do meu povo, Karipuna, na Terra Indígena Uaçá. Por muito tempo a nossa organização ficou inadimplente, sem poder atuar com nosso povo. Mas, conseguimos acessar o recurso da CESE para fortalecer organização indígena e estruturar a associação e reorganizá-la. Hoje orgulhosamente e muito emocionada digo que fazemos a Assembleia do Povo Karipuna realizada por nós indígenas, gerindo nosso próprio recurso. Atualmente temos uma diretoria toda indígena, conseguimos captar recursos e acessar outros projetos. E isso tudo só foi possível por causa da parceria com a CESE.