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Publicação e vídeo das primeiras experiências doProjeto Dabucury são lançados durante a Cúpula dos Povos/COP30
14 de novembro de 2025
Publicação e vídeo das primeiras experiências doProjeto Dabucury são lançados durante a Cúpula dos Povos/COP30
Recurso de acessibilidade: versão em áudio do texto.

O Projeto Dabucury apresenta sua nova publicação e o vídeo dos avanços do projeto durante a programação da Cúpula dos Povos, evento no contexto da COP30. As produções reúnem as experiências e resultados do primeiro edital do projeto, que apoia iniciativas de gestão territorial e ambiental em Terras Indígenas da Amazônia Legal.
A publicação traz um panorama do primeiro ciclo de execução do projeto, realizado pela Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE) e pela Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), com apoio do Fundo Amazônia/BNDES. O material registra o trabalho das 28 organizações indígenas apoiadas pelo edital, distribuídas pelos nove estados da Amazônia Legal, e apresenta os caminhos trilhados até setembro de 2025 por cada uma delas na implementação de seus Planos de Gestão Territorial e Ambiental (PGTAs) e dos Instrumentos de Gestão Territorial e Ambiental (IGATIs).
Durante a Cúpula, os lançamentos ocorrem em dois momentos: o primeiro no dia 14 de novembro, na Teia da Gente/Casa IEB na COP30, com a mesa “Territórios em movimento – experiências de implementação de PGTAs e fortalecimento da PNGATI da Amazônia Indígena”.
O segundo, no dia 15, integra a programação do Tapiri Ecumênico e Inter-Religioso, realizado na Catedral Anglicana de Santa Maria, reunindo lideranças indígenas, organizações parceiras e representantes de diferentes tradições de fé.
Primeiras experiências
A publicação reúne conteúdos que evidenciam a força das organizações indígenas e o protagonismo das comunidades na proteção dos territórios e na defesa de seus modos de vida. Os relatos mostram como o Dabucury tem contribuído para fortalecer a gestão comunitária dos recursos naturais, o monitoramento dos territórios, o enfrentamento das mudanças climáticas e a valorização das práticas culturais.
O vídeo do projeto complementa o registro dessas experiências, destacando a atuação conjunta entre CESE, Coiab, Apib e Podaáli na gestão do projeto e o papel das lideranças indígenas na consolidação da Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas (PNGATI). As imagens e depoimentos reforçam o sentido coletivo do projeto, inspirado na prática do “dabucuri”, que simboliza a partilha, o encontro e a solidariedade entre os povos.
Para as organizações envolvidas, o lançamento das produções representa um marco importante do processo iniciado em 2024. Mais do que um registro das ações realizadas, o material busca inspirar novas práticas e fortalecer o compromisso com a autonomia e a gestão indígena dos territórios.
VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
A luta antirracista é o grande mote das nossas ações que tem um dos principais objetivos o enfrentamento ao racismo religioso e a violência, que tem sido crescente no estado do Maranhão. Por tanto, a parceria com a CESE nos proporciona a construção de estratégias políticas e de ações em redes, nos apoia na articulação com parcerias que de fato promovam incidência nas políticas públicas, proposições institucionais de enfrentamento a esse racismo religioso que tem gerado muita violência. A CESE nos desafia na superação do racismo institucional, como o grande vetor de inviabilização e da violência contra as religiões de matrizes africanas.
‘Seguimos sendo uma igreja profética, que transforma palavras em ações e apoia aqueles povos que historicamente sofrem as consequências das desigualdades. Saio deste momento com muita gratidão. Parabéns à CESE por, em nome das igrejas, estar comprometida com a defesa dos direitos humanos, a justiça social e a luta dos povos e comunidades tradicionais em todo o território nacional. Continuem contando conosco.” – Pastor Mauro Batista de Souza (IECLB).
A CESE completa 50 anos de testemunho de fé ativa no amor, faz jus ao seu nome. Desde o início, se colocou em defesa dos direitos humanos, denunciou atos de violência e de tortura, participou da discussão de grandes temas nacionais, apoiou movimentos sociais de libertação. Parabéns pela atuação profética, em prol da unidade e da cidadania. Que Deus continue a fazer da CESE uma benção para muitos.
Há vários anos a CESE vem apoiando iniciativas nas comunidades quilombolas do Pará. A organização trouxe o empoderamento por meio da capacitação e formação para juventude quilombola; tem fortalecido também o empreendedorismo e agricultura familiar. Com o apoio da CESE e os cursos oferecidos na área de incidência política conseguimos realizar atividades que visibilizem o protagonismo das mulheres quilombolas. Tudo isso é muito importante para a garantia e a nossa permanência no território.
A CESE foi criada no ano mais violento da Ditadura Militar, quando se institucionalizou a tortura, se intensificaram as prisões arbitrárias, os assassinatos e os desaparecimentos de presos políticos. As igrejas tiveram a coragem de se reunir e criar uma instituição que pudesse ser um testemunho vivo da fé cristã no serviço ao povo brasileiro. Fico muito feliz que a CESE chegue aos 50 anos aperfeiçoando a sua maturidade.
A relação de cooperação entre a CESE e Movimento Pesqueiro é de longa data. O apoio político e financeiro torna possível chegarmos em várias comunidades pesqueiras no Brasil para que a gente se articule, faça formação política e nos organize enquanto movimento popular. Temos uma parceria de diálogos construtivos, compreensível, e queremos cada vez mais que a CESE caminhe junto conosco.
Quero muito agradecer pela parceria, pelo seu histórico de luta com os povos indígenas. Durante todo o tempo que fui coordenadora executiva da APIB e representante da COIAB e da Amazônia brasileira, nós tivemos o apoio da CESE para realizar nossas manifestações, nosso Acampamento Terra Livre, para as assembleias locais e regionais. Tudo isso foi muito importante para fortalecer o nosso protagonismo e movimento indígena do Brasil. Deixo meus parabéns pelos 50 anos e seguimos em luta.
Há muito a celebrar e agradecer! Nestes anos todos, a CESE tem sido uma parceira importantíssima dos movimentos e organizações populares e pastorais sociais. Em muitos casos, o seu apoio foi e é decisivo para a luta, para a vitória da vida. Faz as exigências necessárias para os projetos, mas não as burocratiza nem as excede. O espírito solidário e acolhedor de seus agentes e funcionários faz a diferença. O testemunho de verdadeiro ecumenismo é uma das suas marcas mais relevantes! Parabéns a todos e todas que fazem a CESE! Vida longa!
A CESE não está com a gente só subsidiando, mas estimulando e fortalecendo. São cinquenta anos possibilitando que as ditas minorias gritem; intervindo realmente para que a gente transforme esse país em um lugar mais igualitário e fraterno, em que a gente possa viver como nos quilombos: comunidades circulares, que cabe todo mundo, respirando liberdade e esperança. Parabéns, CESE. Axé e luz para nós!
A relação de cooperação entre a CESE e Movimento Pesqueiro é de longa data. O apoio político e financeiro torna possível chegarmos em várias comunidades pesqueiras no Brasil para que a gente se articule, faça formação política e nos organize enquanto movimento popular. Temos uma parceria de diálogos construtivos, compreensível, e queremos cada vez mais que a CESE caminhe junto conosco.