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<strong>Organizações sociais, universidades e coletivos baianos celebram a volta do Consea com banquetaço no centro de Salvador</strong>
01 de março de 2023
O Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional foi recriado pelo novo governo federal e comemorado com um grande banquete na capital baiana
Debate público, intervenções poéticas, música, e povo se alimentado. Foram as ações que marcaram o Banquetaço 2023, em comemoração ao retorno do CONSEA- Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, nesta segunda-feira (27), em Salvador (BA). Para promover a iniciativa, o Coletivo Banquetaço se articulou a outras entidades, apoiadores/as e voluntários/as e organizou o ato em frente a Ocupação Carlos Marighella, território de resistência e luta por moradia digna na cidade.

O conselho, formado por entidades e cidadãos da sociedade civil, retomará os trabalhos na formulação de políticas públicas de combate à fome e incentivo à produção de alimentos saudáveis no país. Em comemoração à volta do órgão, o Banquetaço 2023 foi uma mobilização nacional que ocorreu em mais de 40 cidades de 19 estados do Brasil.
Em Salvador, o evento foi aberto com uma roda de conversa composta por representações do CONSEA nacional e estadual, e integrantes da ocupação que recepcionaram a atividade. Além disso, contou com várias atividades culturais seguidas do grande banquete, preparado por chefs de cozinha, nutricionistas, gastrônomos e militantes que defendem o direito humano à alimentação.

Débora Rodrigues, do conselho estadual, abordou sobre alastramento da fome no país e o conjunto de políticas articuladas que envolvem essa temática: “A fome é a concretização do conjunto de violações de direitos sofrido cotidianamente pelo povo indígena e negro. Doar o alimento é uma ação imediata, porque quem tem fome não espera. Estamos aqui para reivindicar comida na mesa. Não podemos perder de vista o nosso horizonte que a defesa do direito Humano à alimentação. E falar em alimentação é defender o direito à terra, trabalho, educação e saúde.”.
E Carlos Lisboa, do Coletivo Banquetaço, complementa que o ato simboliza a esperança e os anseios por participação popular e garantia de direitos: “É um movimento de resistência, que se auto afirma a partir da organização coletiva, com horizontalidade e com a constituição de movimentos que estão lutando nas ruas, por terra, território, agroecologia, moradia e reforma urbana. Um avanço e também um compromisso de reerguer essa nação.”, conclui o ativista.

A programação incluiu a oferta gratuita de alimentos à população, com prioridade para os/as integrantes da Ocupação Carlos Marighella. O cardápio foi mesclado por feijoada tradicional e vegana, acompanhamentos, saladas, sobremesa, frutas e sucos. Comida de verdade, produzida sem veneno e com respeito ao meio ambiente.
Banquetaço
Banquetaço é o nome dado ao ato público de ação e mobilização política em defesa da Soberania e Segurança Alimentar Nutricional (SSAN) para toda a população brasileira. A iniciativa também tem como objetivo sensibilizar a sociedade sobre a importância da comida adequada e saudável na mesa de todes – no campo e na cidade.
Nesta quarta edição, o ato aconteceu em diversas cidades do país, entre elas, Salvador (BA), São Paulo (SP), Brasília (DF), Fortaleza (CE), Teresina (PI), Palmas (TO) e Florianópolis (SC).

VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
A CESE é a marca do ecumenismo na defesa de direitos. É serviço aos movimentos populares nas lutas por justiça. Parabéns à Diretoria e equipe da CESE pela persistência e compromisso, sempre renovado nesses cinquenta anos, de preservação da memória histórica na defesa da democracia em nosso país.
A gente tem uma associação do meu povo, Karipuna, na Terra Indígena Uaçá. Por muito tempo a nossa organização ficou inadimplente, sem poder atuar com nosso povo. Mas, conseguimos acessar o recurso da CESE para fortalecer organização indígena e estruturar a associação e reorganizá-la. Hoje orgulhosamente e muito emocionada digo que fazemos a Assembleia do Povo Karipuna realizada por nós indígenas, gerindo nosso próprio recurso. Atualmente temos uma diretoria toda indígena, conseguimos captar recursos e acessar outros projetos. E isso tudo só foi possível por causa da parceria com a CESE.
Há muito a celebrar e agradecer! Nestes anos todos, a CESE tem sido uma parceira importantíssima dos movimentos e organizações populares e pastorais sociais. Em muitos casos, o seu apoio foi e é decisivo para a luta, para a vitória da vida. Faz as exigências necessárias para os projetos, mas não as burocratiza nem as excede. O espírito solidário e acolhedor de seus agentes e funcionários faz a diferença. O testemunho de verdadeiro ecumenismo é uma das suas marcas mais relevantes! Parabéns a todos e todas que fazem a CESE! Vida longa!
Nós, do SOS Corpo, mantemos com a CESE uma parceria de longa data. Temos objetivos muito próximos, queremos fortalecer os movimentos sociais porque acreditamos que eles são sujeitos políticos de transformação. Seguiremos juntas. Um grande salve aos 50 anos. Longa vida à CESE
Há vários anos a CESE vem apoiando iniciativas nas comunidades quilombolas do Pará. A organização trouxe o empoderamento por meio da capacitação e formação para juventude quilombola; tem fortalecido também o empreendedorismo e agricultura familiar. Com o apoio da CESE e os cursos oferecidos na área de incidência política conseguimos realizar atividades que visibilizem o protagonismo das mulheres quilombolas. Tudo isso é muito importante para a garantia e a nossa permanência no território.
Viva os 50 anos da CESE. Viva o ecumenismo que a organização traz para frente e esse diálogo intereclesial. É um momento muito especial porque a CESE defende direitos e traz o sujeito para maior visibilidade.
Quero muito agradecer pela parceria, pelo seu histórico de luta com os povos indígenas. Durante todo o tempo que fui coordenadora executiva da APIB e representante da COIAB e da Amazônia brasileira, nós tivemos o apoio da CESE para realizar nossas manifestações, nosso Acampamento Terra Livre, para as assembleias locais e regionais. Tudo isso foi muito importante para fortalecer o nosso protagonismo e movimento indígena do Brasil. Deixo meus parabéns pelos 50 anos e seguimos em luta.
Minha história com a CESE poderia ser traduzida em uma palavra: COMUNHÃO! A CESE é uma Família. Repito: uma Família! Nos dois mandatos que estive como presidente da CESE pude experimentar a vivência fraterna e gostosa de uma equipe tão diversificada em saberes, experiências de fé, histórias de vida, e tão unida pela harmonia criada pelo Espírito de Deus e pelo único desejo de SERVIR aos mais pobres e vulneráveis na conquista e defesa dos seus direitos fundamentais. Louvado seja Deus pelos 50 anos de COMUNHÃO e SERVIÇO da CESE! Gratidão por tudo e para sempre!
Parabéns à CESE pela resistência, pela forte ancestralidade, pelo fortalecimento e proteção aos povos quilombolas. Onde a política pública não chega, a CESE chega para amenizar os impactos e viabilizar a permanência das pessoas, das comunidades. Que isso seja cada vez mais potente, mais presente e que a gente encontre, junto à CESE, cada vez mais motivos para resistir e esperançar.
Ao longo desses 50 anos, fomos presenteadas pela presença da CESE em nossas comunidades. Nós somos testemunhas do quanto ela tem de companheirismo e solidariedade investidos em nossos territórios. E isso tem sido fundamental para que continuemos em luta e em defesa do nosso povo.