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O Fundo Socioambiental CASA estabelece parceria com Fundo Socioambiental CAIXA e Fundação OAK
11 de novembro de 2017
Após realizar com sucesso o Programa Fortalecimento de Comunidades na Busca Pela Sustentabilidade entre os anos de 2015 e 2016, um novo acordo foi firmado entre os Fundos para a realização de mais um grande programa nacional.
O Fundo Socioambiental CASA assinou o contrato para mais uma parceria com o Fundo Socioambiental CAIXA e Fundação OAK. A parceria tem como objetivo a realização de um novo programa de apoio a pequenos projetos nas principais regiões metropolitanas do Brasil e irá disponibilizar quase R$ 7 milhões em doações para projetos de até R$ 30 mil cada, formação de capacidades e fomento do trabalho em rede.
O novo programa intitulado Fortalecendo Comunidades para a Construção de Cidades Inclusivas, Resilientes e Sustentáveis possui características inovadoras, entre elas está a criação de redes locais e nacionais para a integração dos projetos e estímulo ao trabalho em rede. Entre os temas que serão abordados estão: direitos a cidades, mobilidade urbana, construção de espaços de cultura de paz, segurança alimentar, participação e controle social, entre outros.
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O Programa irá apoiar 150 projetos em 10 regiões metropolitanas do Brasil (São Paulo, Rio de Janeiro, Vitória, Salvador, Recife, Belo Horizonte, Porto Alegre, Belém, São Luiz e Brasília) e a duração dos projetos será de 1 ano e meio. O lançamento do edital está previsto para o início de 2018.
Alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ONU)
O Programa que será realizado nesta parceria entre Fundo Socioambiental CASA, Fundo Socioambiental CAIXA e Fundação OAK está alinhado com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, principalmente com os objetivos 11 (Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis) e 12 (Assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis). Os objetivos estão na agenda de desenvolvimento sustentável da ONU e devem ser implementados por todos os países até 2030.
Sobre o Fundo Socioambiental CASA
O Fundo Socioambiental CASA é uma organização não governamental, sem fins de lucro, que financia pequenos projetos, e fortalecimento de capacidades, para iniciativas socioambientais de ONGs e grupos comunitários na América do Sul. Nossa estratégia é o apoio a muitos projetos com pequenos valores ao invés de apoiar poucos projetos com grandes valores. Estes pequenos investimentos, aliados a uma visão integrada do território, geram impactos significativos e de forma distribuída. Em nossos 11 anos de atuação apoiamos mais de 1300 projetos em 11 países da região.
Trabalhamos com uma vasta e irreplicável rede de parceiros — um verdadeiro capital social. Construída através de décadas de trabalho e acúmulos de experiências, contamos com pessoas e instituições amigas, atuantes em todo território da América do Sul, que conseguem como ninguém detectar as vulnerabilidades de cada região, assim como propor as soluções mais apropriadas.
Nosso recurso é doado diretamente para a comunidades de base beneficiadas, eliminando intermediários. Nosso objetivo é fortalecer capacidades das organizações comunitárias que trabalham em questões relacionadas à proteção ambiental, desenvolvimento de comunidades, fortalecimento institucional, energia renovável, proteção das águas, mulheres e jovens na defesa ambiental, entre outros.
VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
A relação de cooperação entre a CESE e Movimento Pesqueiro é de longa data. O apoio político e financeiro torna possível chegarmos em várias comunidades pesqueiras no Brasil para que a gente se articule, faça formação política e nos organize enquanto movimento popular. Temos uma parceria de diálogos construtivos, compreensível, e queremos cada vez mais que a CESE caminhe junto conosco.
Quero muito agradecer pela parceria, pelo seu histórico de luta com os povos indígenas. Durante todo o tempo que fui coordenadora executiva da APIB e representante da COIAB e da Amazônia brasileira, nós tivemos o apoio da CESE para realizar nossas manifestações, nosso Acampamento Terra Livre, para as assembleias locais e regionais. Tudo isso foi muito importante para fortalecer o nosso protagonismo e movimento indígena do Brasil. Deixo meus parabéns pelos 50 anos e seguimos em luta.
Somos herdeiras do legado histórico de uma organização que há 50 anos dá testemunho de uma fé comprometida com o ecumenismo e a diaconia profética. Levar adiante esta missão é compromisso que assumimos com muita responsabilidade e consciência, pois vivemos em um país onde o mutirão pela justiça, pela paz e integridade da criação ainda é uma tarefa a se realizar.
A relação de cooperação entre a CESE e Movimento Pesqueiro é de longa data. O apoio político e financeiro torna possível chegarmos em várias comunidades pesqueiras no Brasil para que a gente se articule, faça formação política e nos organize enquanto movimento popular. Temos uma parceria de diálogos construtivos, compreensível, e queremos cada vez mais que a CESE caminhe junto conosco.
Comecei a aproximação com a organização pelo interesse em aprender com fundo de pequenos projetos. Sempre tivemos na CESE uma referência importante de uma instituição que estava à frente, na vanguarda, fazendo esse tipo de apoio com os grupos, desde antes de outras iniciativas existirem. E depois tive oportunidade de participar de outras ações para discutir o cenário político e também sobre as prioridades no campo socioambiental. Sempre foi uma troca muito forte.
Conheço a CESE desde 1990, através da Federação de Órgãos para Assistência Social (FASE) no apoio a grupos de juventude e de mulheres. Nesse sentido, foi uma organização absolutamente importante. E hoje, na função de diretor do Programa País da Heks no Brasil, poder apoiar os projetos da CESE é uma satisfação muito grande e um investimento que tenho certeza que é um dos melhores.
Parabéns à CESE pela resistência, pela forte ancestralidade, pelo fortalecimento e proteção aos povos quilombolas. Onde a política pública não chega, a CESE chega para amenizar os impactos e viabilizar a permanência das pessoas, das comunidades. Que isso seja cada vez mais potente, mais presente e que a gente encontre, junto à CESE, cada vez mais motivos para resistir e esperançar.
Há vários anos a CESE vem apoiando iniciativas nas comunidades quilombolas do Pará. A organização trouxe o empoderamento por meio da capacitação e formação para juventude quilombola; tem fortalecido também o empreendedorismo e agricultura familiar. Com o apoio da CESE e os cursos oferecidos na área de incidência política conseguimos realizar atividades que visibilizem o protagonismo das mulheres quilombolas. Tudo isso é muito importante para a garantia e a nossa permanência no território.
A CESE foi criada no ano mais violento da Ditadura Militar, quando se institucionalizou a tortura, se intensificaram as prisões arbitrárias, os assassinatos e os desaparecimentos de presos políticos. As igrejas tiveram a coragem de se reunir e criar uma instituição que pudesse ser um testemunho vivo da fé cristã no serviço ao povo brasileiro. Fico muito feliz que a CESE chegue aos 50 anos aperfeiçoando a sua maturidade.
A CESE não está com a gente só subsidiando, mas estimulando e fortalecendo. São cinquenta anos possibilitando que as ditas minorias gritem; intervindo realmente para que a gente transforme esse país em um lugar mais igualitário e fraterno, em que a gente possa viver como nos quilombos: comunidades circulares, que cabe todo mundo, respirando liberdade e esperança. Parabéns, CESE. Axé e luz para nós!