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Mulheres do Cerrado protagonizam nova série de podcasts lançada no Dia Nacional do Cerrado
11 de setembro de 2025
No Dia Nacional do Cerrado, 11 de setembro, a CESE, em parceria com a Articulação de Mulheres do Cerrado, a Campanha Nacional em Defesa do Cerrado e o Le Monde Diplomatique Brasil, lança a série especial do podcast Guilhotina: “Mulheres do Cerrado: diálogos sobre clima e sistemas alimentares”.
O primeiro episódio reúne Letícia Rangel Tura (FASE), Maryellen Crisóstomo (CONAQ) e Juvana Xakriabá (Articulação da Juventude Xakriabá), que discutem os impactos da crise climática e denunciam as falsas soluções que ameaçam territórios e modos de vida tradicionais.
A produção é de Bianca Pyl e Luís Brasilino, com apoio da HEKS-EPER e do Instituto Ibirapitanga. Os episódios estão disponíveis nas principais plataformas de áudio.

Dia Nacional do Cerrado
O Dia Nacional do Cerrado é celebrado em 11 de setembro, data instituída pelo Decreto Presidencial de 20 de agosto de 2003. A criação da data busca chamar atenção para a importância desse bioma, um dos mais ameaçados pelo avanço do agronegócio. Nesse contexto, a CESE tem apoiado organizações e comunidades tradicionais do Cerrado por meio do fortalecimento de iniciativas locais e de projetos que articulam as pautas dos povos que habitam esse bioma.Além disso, a CESE investe em estratégias de comunicação, em parceria com coletivos e veículos da mídia alternativa, como a Articulação de Mulheres do Cerrado, a Campanha Nacional em Defesa do Cerrado e o jornal Le Monde Diplomatique Brasil, ampliando as vozes dos povos do Cerrado e fortalecendo suas lutas em defesa do território.
Ouça o podcast: CLIQUE AQUI
VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
A família CESE também faz parte do movimento indígena. Compartilhamos das mesmas dores e alegrias, mas principalmente de uma mesma missão. É por um causa que estamos aqui. Fico muito feliz de poder compartilhar dessa emoção de conhecer essa equipe. Que venham mais 50 anos, mais pessoas comprometidas com esse espírito de igualdade, amor e fraternidade.
A relação de cooperação entre a CESE e Movimento Pesqueiro é de longa data. O apoio político e financeiro torna possível chegarmos em várias comunidades pesqueiras no Brasil para que a gente se articule, faça formação política e nos organize enquanto movimento popular. Temos uma parceria de diálogos construtivos, compreensível, e queremos cada vez mais que a CESE caminhe junto conosco.
Ao longo desses 50 anos, fomos presenteadas pela presença da CESE em nossas comunidades. Nós somos testemunhas do quanto ela tem de companheirismo e solidariedade investidos em nossos territórios. E isso tem sido fundamental para que continuemos em luta e em defesa do nosso povo.
A gente tem uma associação do meu povo, Karipuna, na Terra Indígena Uaçá. Por muito tempo a nossa organização ficou inadimplente, sem poder atuar com nosso povo. Mas, conseguimos acessar o recurso da CESE para fortalecer organização indígena e estruturar a associação e reorganizá-la. Hoje orgulhosamente e muito emocionada digo que fazemos a Assembleia do Povo Karipuna realizada por nós indígenas, gerindo nosso próprio recurso. Atualmente temos uma diretoria toda indígena, conseguimos captar recursos e acessar outros projetos. E isso tudo só foi possível por causa da parceria com a CESE.
A CESE foi criada no ano mais violento da Ditadura Militar, quando se institucionalizou a tortura, se intensificaram as prisões arbitrárias, os assassinatos e os desaparecimentos de presos políticos. As igrejas tiveram a coragem de se reunir e criar uma instituição que pudesse ser um testemunho vivo da fé cristã no serviço ao povo brasileiro. Fico muito feliz que a CESE chegue aos 50 anos aperfeiçoando a sua maturidade.
Conheço a CESE desde 1990, através da Federação de Órgãos para Assistência Social (FASE) no apoio a grupos de juventude e de mulheres. Nesse sentido, foi uma organização absolutamente importante. E hoje, na função de diretor do Programa País da Heks no Brasil, poder apoiar os projetos da CESE é uma satisfação muito grande e um investimento que tenho certeza que é um dos melhores.
Somos herdeiras do legado histórico de uma organização que há 50 anos dá testemunho de uma fé comprometida com o ecumenismo e a diaconia profética. Levar adiante esta missão é compromisso que assumimos com muita responsabilidade e consciência, pois vivemos em um país onde o mutirão pela justiça, pela paz e integridade da criação ainda é uma tarefa a se realizar.
A CESE completa 50 anos de testemunho de fé ativa no amor, faz jus ao seu nome. Desde o início, se colocou em defesa dos direitos humanos, denunciou atos de violência e de tortura, participou da discussão de grandes temas nacionais, apoiou movimentos sociais de libertação. Parabéns pela atuação profética, em prol da unidade e da cidadania. Que Deus continue a fazer da CESE uma benção para muitos.
Parabéns à CESE pela resistência, pela forte ancestralidade, pelo fortalecimento e proteção aos povos quilombolas. Onde a política pública não chega, a CESE chega para amenizar os impactos e viabilizar a permanência das pessoas, das comunidades. Que isso seja cada vez mais potente, mais presente e que a gente encontre, junto à CESE, cada vez mais motivos para resistir e esperançar.
Celebrar os 50 anos da CESE é reconhecer uma caminhada cristã dedicada a defesa dos direitos humanos em todas as suas dimensões, comprometida com os segmentos mais vulnerabilizados da população brasileira. E valorizar cada conquista alcançada em cada luta travada na busca da justiça, do direito e da paz. Fazer parte dessa caminhada é um privilégio e motivo de grande alegria poder mais uma vez nos regozijar: “Grande coisas fez o Senhor por nós, e por isso estamos alegres!” (Salmo 126.3)