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<a href="https://www.cese.org.br/movimentos-sociais-do-campo-e-da-cidade-fortalecem-as-redes-de-solidariedade-com-distribuicao-de-alcool-70/"><strong>Movimentos sociais do campo e da cidade fortalecem as redes de solidariedade com distribuição de álcool 70%</strong></a>
22 de junho de 2020Camponeses da Associação dos Produtores de Cachaça e Derivados de Itarantim (APC-ITA) estão produzindo álcool 70%, para distribuição em comunidades rurais e urbanas, no contexto da pandemia. Neste primeiro lote, a associação produziu cerca de 1.500 litros de álcool glicerinado, em parceria com o Laboratório de Química da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, HEKS e CEAS.
Parte desta produção foi destinada a cinco ocupações do Movimento de sem teto da Bahia (MSTB), sendo elas, Quilombo Manoel Faustino, Quilombo Paraíso, Guerreira Dandara, Ocupação Rua do Passo -46, no Centro Histórico, em Salvador, e Ocupação Marielle Franco, localizada em Simões Filho. Foram contempladas cerca de 225 famílias que estão na luta pela moradia digna e defesa do seu território.
Além da pandemia, as famílias têm enfrentado surtos de zika, dengue e chikungunya. Por isso, parte do álcool recebido será destinado à produção de repelente, que será confeccionado pelas “Guerreiras Sem teto”, utilizando-se do conhecimento ancestral no manejo das folhas, para combate das arboviroses nas ocupações.
É importante ressaltar que o novo coronavírus intensificou a precariedade das condições de vida que as comunidades, em sua maioria formada pela população negra, enfrentam historicamente, como a falta de abastecimento contínuo de água potável, ausência de saneamento socioambiental, violência policial, expulsões forçadas de seus territórios. Além disso, a maioria da população vive do trabalho informal, todas essas são condições que dificultam o cumprimento do isolamento social e das recomendações sanitárias.
É neste contexto que a solidariedade e articulação das lutas do campo e da cidade tem se fortalecido.
Confira aqui vídeo produzido pelo CEAS sobre a articulação realizada para produção do álcool 70% glicerinado.
- Por ASCOM CEAShttps://ceas.com.br/movimentos-sociais-do-campo-e-da-cidade-fortalecem-as-redes-de-solidariedade-com-distribuicao-de-alcool-70/
VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
Há muito a celebrar e agradecer! Nestes anos todos, a CESE tem sido uma parceira importantíssima dos movimentos e organizações populares e pastorais sociais. Em muitos casos, o seu apoio foi e é decisivo para a luta, para a vitória da vida. Faz as exigências necessárias para os projetos, mas não as burocratiza nem as excede. O espírito solidário e acolhedor de seus agentes e funcionários faz a diferença. O testemunho de verdadeiro ecumenismo é uma das suas marcas mais relevantes! Parabéns a todos e todas que fazem a CESE! Vida longa!
‘Seguimos sendo uma igreja profética, que transforma palavras em ações e apoia aqueles povos que historicamente sofrem as consequências das desigualdades. Saio deste momento com muita gratidão. Parabéns à CESE por, em nome das igrejas, estar comprometida com a defesa dos direitos humanos, a justiça social e a luta dos povos e comunidades tradicionais em todo o território nacional. Continuem contando conosco.” – Pastor Mauro Batista de Souza (IECLB).
Eu acho extraordinário o trabalho da CESE, porque ela inaugurou outro tipo de ecumenismo. Não é algo que as igrejas discutem entre si, falam sobre suas doutrinas e chegam a uma convergência. A CESE faz um ecumenismo de serviço que é ecumenismo de missão, para servir aos pobres, servir seus direitos.
A luta antirracista é o grande mote das nossas ações que tem um dos principais objetivos o enfrentamento ao racismo religioso e a violência, que tem sido crescente no estado do Maranhão. Por tanto, a parceria com a CESE nos proporciona a construção de estratégias políticas e de ações em redes, nos apoia na articulação com parcerias que de fato promovam incidência nas políticas públicas, proposições institucionais de enfrentamento a esse racismo religioso que tem gerado muita violência. A CESE nos desafia na superação do racismo institucional, como o grande vetor de inviabilização e da violência contra as religiões de matrizes africanas.
Viva os 50 anos da CESE. Viva o ecumenismo que a organização traz para frente e esse diálogo intereclesial. É um momento muito especial porque a CESE defende direitos e traz o sujeito para maior visibilidade.
Ao longo desses 50 anos, fomos presenteadas pela presença da CESE em nossas comunidades. Nós somos testemunhas do quanto ela tem de companheirismo e solidariedade investidos em nossos territórios. E isso tem sido fundamental para que continuemos em luta e em defesa do nosso povo.
Parabéns à CESE pela resistência, pela forte ancestralidade, pelo fortalecimento e proteção aos povos quilombolas. Onde a política pública não chega, a CESE chega para amenizar os impactos e viabilizar a permanência das pessoas, das comunidades. Que isso seja cada vez mais potente, mais presente e que a gente encontre, junto à CESE, cada vez mais motivos para resistir e esperançar.
A CESE é a marca do ecumenismo na defesa de direitos. É serviço aos movimentos populares nas lutas por justiça. Parabéns à Diretoria e equipe da CESE pela persistência e compromisso, sempre renovado nesses cinquenta anos, de preservação da memória histórica na defesa da democracia em nosso país.
Quero muito agradecer pela parceria, pelo seu histórico de luta com os povos indígenas. Durante todo o tempo que fui coordenadora executiva da APIB e representante da COIAB e da Amazônia brasileira, nós tivemos o apoio da CESE para realizar nossas manifestações, nosso Acampamento Terra Livre, para as assembleias locais e regionais. Tudo isso foi muito importante para fortalecer o nosso protagonismo e movimento indígena do Brasil. Deixo meus parabéns pelos 50 anos e seguimos em luta.
A família CESE também faz parte do movimento indígena. Compartilhamos das mesmas dores e alegrias, mas principalmente de uma mesma missão. É por um causa que estamos aqui. Fico muito feliz de poder compartilhar dessa emoção de conhecer essa equipe. Que venham mais 50 anos, mais pessoas comprometidas com esse espírito de igualdade, amor e fraternidade.





