Julho das Pretas tem início na Bahia com coletiva de imprensa
04 de julho de 2018A agenda nacional do Julho das Pretas teve início e, marcando o começo das atividades na Bahia, foi realizada coletiva de imprensa organizada pela Rede de Mulheres Negras da Bahia no CEAO – Centro de Estudos Afro-Orientais/UFBA, no bairro 2 de julho, no dia 4 de julho.
Criado em 2013 pelo Odara – Instituto da Mulher Negras, o Julho das Pretas é uma agenda conjunta e propositiva com organizações de mulheres negras da Bahia para celebrar o 25 de julho, Dia Internacional da Mulher Negra Afro Latino-Americana e Caribenha e Dia Nacional de Tereza de Benguela.
Participaram da coletiva comunicadoras e ativistas do Afoxé Kambalagwanze, Coletivo Abayomi, Coletivo Angela Davis, CESE, Koinonia- Presença Ecumênica, Correio Nagô, Instituto Odara, Grupo de Mulheres Alto das Pombas, Associação Papo de Mulheres, entre outras organizações e grupos populares.
Por meio de atividades como rodas de conversa, seminários, oficinas, audiências públicas, conferências, sarau de poesia, talk show, performance artísticas, marchas e atos político cultural, o Julho das Pretas se revela como um grande ato político coletivo para dar visibilidade às estratégias de enfrentamento das mulheres negras, urbanas, rurais, da floresta, das águas, das periferias, da universidade, jovens, lésbicas, quilombolas, trabalhadoras domésticas, comunicadoras, das religiões de matriz africana, entre outras.
Com agenda nesta edição em todas as regiões do país, o Julho das Pretas 2018 tem como slogan “Mulheres negras movem o mundo”. “Não imaginávamos uma mobilização tão grande no pós-marcha [Marcha das Mulheres Negras, realizada em Brasília, em 2015], o pipoco de instituições de mulheres que brotaram”, relembra a representante do Coletivo Abayomi, Lindinalva de Paula, complementada em seguida. “Esses encontros qualificam nossa ação, a mover o mundo com autonomia, do jeito que a gente quer. E nós temos o melhor momento histórico para população negra. Nunca vivemos um momento tão propício para isso”, convoca à ação a coordenadora executiva do Odara, Valdecir Nascimento.
VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
A CESE foi criada no ano mais violento da Ditadura Militar, quando se institucionalizou a tortura, se intensificaram as prisões arbitrárias, os assassinatos e os desaparecimentos de presos políticos. As igrejas tiveram a coragem de se reunir e criar uma instituição que pudesse ser um testemunho vivo da fé cristã no serviço ao povo brasileiro. Fico muito feliz que a CESE chegue aos 50 anos aperfeiçoando a sua maturidade.
Celebrar os 50 anos da CESE é reconhecer uma caminhada cristã dedicada a defesa dos direitos humanos em todas as suas dimensões, comprometida com os segmentos mais vulnerabilizados da população brasileira. E valorizar cada conquista alcançada em cada luta travada na busca da justiça, do direito e da paz. Fazer parte dessa caminhada é um privilégio e motivo de grande alegria poder mais uma vez nos regozijar: “Grande coisas fez o Senhor por nós, e por isso estamos alegres!” (Salmo 126.3)
Nós, do SOS Corpo, mantemos com a CESE uma parceria de longa data. Temos objetivos muito próximos, queremos fortalecer os movimentos sociais porque acreditamos que eles são sujeitos políticos de transformação. Seguiremos juntas. Um grande salve aos 50 anos. Longa vida à CESE
Há muito a celebrar e agradecer! Nestes anos todos, a CESE tem sido uma parceira importantíssima dos movimentos e organizações populares e pastorais sociais. Em muitos casos, o seu apoio foi e é decisivo para a luta, para a vitória da vida. Faz as exigências necessárias para os projetos, mas não as burocratiza nem as excede. O espírito solidário e acolhedor de seus agentes e funcionários faz a diferença. O testemunho de verdadeiro ecumenismo é uma das suas marcas mais relevantes! Parabéns a todos e todas que fazem a CESE! Vida longa!
A família CESE também faz parte do movimento indígena. Compartilhamos das mesmas dores e alegrias, mas principalmente de uma mesma missão. É por um causa que estamos aqui. Fico muito feliz de poder compartilhar dessa emoção de conhecer essa equipe. Que venham mais 50 anos, mais pessoas comprometidas com esse espírito de igualdade, amor e fraternidade.
A relação de cooperação entre a CESE e Movimento Pesqueiro é de longa data. O apoio político e financeiro torna possível chegarmos em várias comunidades pesqueiras no Brasil para que a gente se articule, faça formação política e nos organize enquanto movimento popular. Temos uma parceria de diálogos construtivos, compreensível, e queremos cada vez mais que a CESE caminhe junto conosco.
Viva os 50 anos da CESE. Viva o ecumenismo que a organização traz para frente e esse diálogo intereclesial. É um momento muito especial porque a CESE defende direitos e traz o sujeito para maior visibilidade.
A CESE é a marca do ecumenismo na defesa de direitos. É serviço aos movimentos populares nas lutas por justiça. Parabéns à Diretoria e equipe da CESE pela persistência e compromisso, sempre renovado nesses cinquenta anos, de preservação da memória histórica na defesa da democracia em nosso país.
Parabéns à CESE pela resistência, pela forte ancestralidade, pelo fortalecimento e proteção aos povos quilombolas. Onde a política pública não chega, a CESE chega para amenizar os impactos e viabilizar a permanência das pessoas, das comunidades. Que isso seja cada vez mais potente, mais presente e que a gente encontre, junto à CESE, cada vez mais motivos para resistir e esperançar.
Minha história com a CESE poderia ser traduzida em uma palavra: COMUNHÃO! A CESE é uma Família. Repito: uma Família! Nos dois mandatos que estive como presidente da CESE pude experimentar a vivência fraterna e gostosa de uma equipe tão diversificada em saberes, experiências de fé, histórias de vida, e tão unida pela harmonia criada pelo Espírito de Deus e pelo único desejo de SERVIR aos mais pobres e vulneráveis na conquista e defesa dos seus direitos fundamentais. Louvado seja Deus pelos 50 anos de COMUNHÃO e SERVIÇO da CESE! Gratidão por tudo e para sempre!