Formação na CESE articula e fortalece lideranças da IEAB
23 de abril de 2024
Entre os dias 18 e 21 de abril, a Coordenadoria Ecumênica de Serviço, CESE, recebeu na sua sede, em Salvador (BA), lideranças da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB) para rodas de conversas sobre Gestão, Comunicação e Projetos.


Integração, partilha, conhecimento e acolhimento esses foram alguns dos resultados alcançados durante os quatro dias da Formação sobre Gestão, Comunicação e Projeto para lideranças da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB), realizada entre os dias 18 e 21 de abril, na sede da CESE, em Salvador (BA). A iniciativa foi organizada pelo Centro de Estudos Anglicanos (CEA Área3) – instituição para articulação e formação teológica ligada à igreja, em parceria com a organização anfitriã da atividade.
Composta por quatro intensas rodas de conversas, a formação teve como objetivo sensibilizar e mobilizar a comunidade religiosa Área 3, que compreende as Dioceses do Recife, da Amazônia, de Brasília e do Distrito Missionário (Rondônia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul), a atuar de forma mais articulada nos seus processos de gestão e na sua sustentabilidade.
O encontro contou com a presença de parte do clero da Igreja Anglicana, administradores(as) das Dioceses, coordenadores(as) de comunicação e coordenadores(as) de educação, entre eles, o Bispo João Câncio Peixoto Filho, integrante da diretoria institucional da CESE e Bianca Daébs, assessora para ecumenismo e diálogo inter-religioso, da equipe executiva da organização.
Foram realizadas discussões sobre a elaboração de um programa de gestão a curto, médio e longo prazo, fluxo de caixa e transparência na prestação de contas para aprimorar os conhecimentos da área providencial 3; diálogos sobre a importância de construir coletivamente uma política de comunicação para orientar a prática do trabalho; conversas sobre questões tributárias isenções e certificações das comunidades religiosas; e elaboração de projetos e prestação de contas como uma estratégia de mobilização recursos para a instituição.


A metodologia aplicada nas rodas de conversas garantiu que as/os participantes pudessem ter a liberdade para manifestação das particularidades de cada Diocese, além de trocar experiências e intercambiar informações a partir dos relatos da CESE.
Para Bianca Daébs, todo esse processo formativo foi muito importante não só para as igrejas na ampliação dos conhecimentos adquiridos, mas também para a CESE: “Uma oportunidade para maior aproximação da equipe com os membresia da IEAB. São nosso público prioritário em todas as estratégias de atuação da organização. Isso fortalece a capacidade de análise sobre a situação destes sujeitos e as realidades sobre as quais atuam.”, afirma a reverenda anglicana.
No processo de avaliação do encontro, as lideranças destacaram o acolhimento generoso de toda Equipe CESE, o compromisso e a dedicação das pessoas que prepararam as formações. “O resultado foi a alta qualidade do processo de aprendizagem.”, declarou a Bispa Primaz do Brasil, Marinez Rosa Bassotto. Em concordância, com a religiosa, Dom João Câncio Peixoto, agradeceu à Diretora Executiva da CESE, Pra. Sônia Mota: “Muito obrigado por abrir esse espaço de formação tão importante e relevante para a Vida da Igreja, principalmente para seu serviço diaconal.”, concluiu o bispo.
VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
Há vários anos a CESE vem apoiando iniciativas nas comunidades quilombolas do Pará. A organização trouxe o empoderamento por meio da capacitação e formação para juventude quilombola; tem fortalecido também o empreendedorismo e agricultura familiar. Com o apoio da CESE e os cursos oferecidos na área de incidência política conseguimos realizar atividades que visibilizem o protagonismo das mulheres quilombolas. Tudo isso é muito importante para a garantia e a nossa permanência no território.
A família CESE também faz parte do movimento indígena. Compartilhamos das mesmas dores e alegrias, mas principalmente de uma mesma missão. É por um causa que estamos aqui. Fico muito feliz de poder compartilhar dessa emoção de conhecer essa equipe. Que venham mais 50 anos, mais pessoas comprometidas com esse espírito de igualdade, amor e fraternidade.
Viva os 50 anos da CESE. Viva o ecumenismo que a organização traz para frente e esse diálogo intereclesial. É um momento muito especial porque a CESE defende direitos e traz o sujeito para maior visibilidade.
Ao longo desses 50 anos, fomos presenteadas pela presença da CESE em nossas comunidades. Nós somos testemunhas do quanto ela tem de companheirismo e solidariedade investidos em nossos territórios. E isso tem sido fundamental para que continuemos em luta e em defesa do nosso povo.
Conheço a CESE desde 1990, através da Federação de Órgãos para Assistência Social (FASE) no apoio a grupos de juventude e de mulheres. Nesse sentido, foi uma organização absolutamente importante. E hoje, na função de diretor do Programa País da Heks no Brasil, poder apoiar os projetos da CESE é uma satisfação muito grande e um investimento que tenho certeza que é um dos melhores.
Há muito a celebrar e agradecer! Nestes anos todos, a CESE tem sido uma parceira importantíssima dos movimentos e organizações populares e pastorais sociais. Em muitos casos, o seu apoio foi e é decisivo para a luta, para a vitória da vida. Faz as exigências necessárias para os projetos, mas não as burocratiza nem as excede. O espírito solidário e acolhedor de seus agentes e funcionários faz a diferença. O testemunho de verdadeiro ecumenismo é uma das suas marcas mais relevantes! Parabéns a todos e todas que fazem a CESE! Vida longa!
Quero muito agradecer pela parceria, pelo seu histórico de luta com os povos indígenas. Durante todo o tempo que fui coordenadora executiva da APIB e representante da COIAB e da Amazônia brasileira, nós tivemos o apoio da CESE para realizar nossas manifestações, nosso Acampamento Terra Livre, para as assembleias locais e regionais. Tudo isso foi muito importante para fortalecer o nosso protagonismo e movimento indígena do Brasil. Deixo meus parabéns pelos 50 anos e seguimos em luta.
A relação de cooperação entre a CESE e Movimento Pesqueiro é de longa data. O apoio político e financeiro torna possível chegarmos em várias comunidades pesqueiras no Brasil para que a gente se articule, faça formação política e nos organize enquanto movimento popular. Temos uma parceria de diálogos construtivos, compreensível, e queremos cada vez mais que a CESE caminhe junto conosco.
A gente tem uma associação do meu povo, Karipuna, na Terra Indígena Uaçá. Por muito tempo a nossa organização ficou inadimplente, sem poder atuar com nosso povo. Mas, conseguimos acessar o recurso da CESE para fortalecer organização indígena e estruturar a associação e reorganizá-la. Hoje orgulhosamente e muito emocionada digo que fazemos a Assembleia do Povo Karipuna realizada por nós indígenas, gerindo nosso próprio recurso. Atualmente temos uma diretoria toda indígena, conseguimos captar recursos e acessar outros projetos. E isso tudo só foi possível por causa da parceria com a CESE.
Minha história com a CESE poderia ser traduzida em uma palavra: COMUNHÃO! A CESE é uma Família. Repito: uma Família! Nos dois mandatos que estive como presidente da CESE pude experimentar a vivência fraterna e gostosa de uma equipe tão diversificada em saberes, experiências de fé, histórias de vida, e tão unida pela harmonia criada pelo Espírito de Deus e pelo único desejo de SERVIR aos mais pobres e vulneráveis na conquista e defesa dos seus direitos fundamentais. Louvado seja Deus pelos 50 anos de COMUNHÃO e SERVIÇO da CESE! Gratidão por tudo e para sempre!