Feira de Sabores e Saberes movimenta Centro Histórico de Salvador
17 de outubro de 2019
Oficinas, rodas de conversas, apresentações culturais e comercialização de itens alimentícios e do artesanato regional integram evento
Nos próximos dias 24 a 27 de outubro a capital baiana será palco da III Feira de Sabores e Saberes, no Largo do Cruzeiro São Francisco, no Pelourinho. Oficinas, práticas integrativas de saúde, rodas de conversas, apresentações culturais, além de uma feira de artesanato e itens alimentícios da agricultura familiar trazem em evidência os aspectos da Economia Popular Solidária (EPS) e os empreendimentos do setor, provenientes de diferentes regiões da Bahia e de Sergipe.
Segundo a assessora da Cáritas Brasileira Regional Nordeste 3, entidade que promove o evento, Candice Araújo, a ideia é propiciar a troca de saberes entre os empreendedores e o público visando expandir o diálogo sobre EPS e levantar a discussão sobre as políticas públicas voltadas para o setor no atual contexto do país. “Queremos também fortalecer os empreendimentos, expandir a comercialização”, explicou destacando que isso será possível ao criar espaços como essa feira, valorizando a troca de produtos e conhecimentos através do preço justo e da ação solidária, respectivamente.
No local, o público poderá encontrar itens do artesanato regional da Bahia e Sergipe, além de produtos alimentícios agroecológicos, produzidos através por meio da agricultura sustentável, de respeito ao meio ambiente e à saúde do consumidor. Entre estes, verduras, grãos, mel, café, arroz, sequilhos, frutas desidratadas, cocadas, granola, farinha de tapioca e castanha de caju. Dentre atividades previstas estão aulões de yoga, roda de conversa sobre protagonismo infanto-juvenil, uso criativo das redes sociais, desafios da comercialização. Haverá também distribuição de mudas de plantas nativas das regiões.
Na ocasião, serão arrecadados livros para a premiação da 3ª edição do Concurso Literário da Cáritas Brasileira Regional Nordeste 3, que neste ano escolheu como tema “Migrações na atualidade: Chegaram pessoas. O que tenho a ver com isso?. Os livros serão destinados aos 14 baús literários que premiarão escolas públicas, de famílias agrícolas, comunitárias, pastorais, grupos e movimentos da Bahia e Sergipe que participam da ação.
Toda a programação do evento será aberta ao público, tendo como ponto alto o lançamento da Rede Balaio de Solidariedade – Rede Agroecológica e de Economia Popular Solidária da Bahia e Sergipe – que acontece na sexta, 25, das 17h30 às 18h30. A abertura oficial será no dia 24, quinta, a partir das 19h, no Auditório do Convento São Francisco, no Pelourinho. A feira estará aberta para visitação pública no dia 25/10, das 14h às 20h, no dia 26/10, das 9h às 20h e 27/10, das 9h às 12h. As oficinas e rodas de conversa ocorrerão durante o funcionamento da feira, nos dias 25, 26 e 27/10 onde serão montadas no centro três tendas de livre acesso: Tenda das Práticas Integrativas, Tenda dos Saberes e Tenda da Casa Comum.
Para conferir a programação completa da III Feira de Sabores e Saberes acesse o site da Cáritas Brasileira Nordeste 3 (clique aqui).
VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
Viva os 50 anos da CESE. Viva o ecumenismo que a organização traz para frente e esse diálogo intereclesial. É um momento muito especial porque a CESE defende direitos e traz o sujeito para maior visibilidade.
A família CESE também faz parte do movimento indígena. Compartilhamos das mesmas dores e alegrias, mas principalmente de uma mesma missão. É por um causa que estamos aqui. Fico muito feliz de poder compartilhar dessa emoção de conhecer essa equipe. Que venham mais 50 anos, mais pessoas comprometidas com esse espírito de igualdade, amor e fraternidade.
A CESE não está com a gente só subsidiando, mas estimulando e fortalecendo. São cinquenta anos possibilitando que as ditas minorias gritem; intervindo realmente para que a gente transforme esse país em um lugar mais igualitário e fraterno, em que a gente possa viver como nos quilombos: comunidades circulares, que cabe todo mundo, respirando liberdade e esperança. Parabéns, CESE. Axé e luz para nós!
A gente tem uma associação do meu povo, Karipuna, na Terra Indígena Uaçá. Por muito tempo a nossa organização ficou inadimplente, sem poder atuar com nosso povo. Mas, conseguimos acessar o recurso da CESE para fortalecer organização indígena e estruturar a associação e reorganizá-la. Hoje orgulhosamente e muito emocionada digo que fazemos a Assembleia do Povo Karipuna realizada por nós indígenas, gerindo nosso próprio recurso. Atualmente temos uma diretoria toda indígena, conseguimos captar recursos e acessar outros projetos. E isso tudo só foi possível por causa da parceria com a CESE.
Eu acho extraordinário o trabalho da CESE, porque ela inaugurou outro tipo de ecumenismo. Não é algo que as igrejas discutem entre si, falam sobre suas doutrinas e chegam a uma convergência. A CESE faz um ecumenismo de serviço que é ecumenismo de missão, para servir aos pobres, servir seus direitos.
A relação de cooperação entre a CESE e Movimento Pesqueiro é de longa data. O apoio político e financeiro torna possível chegarmos em várias comunidades pesqueiras no Brasil para que a gente se articule, faça formação política e nos organize enquanto movimento popular. Temos uma parceria de diálogos construtivos, compreensível, e queremos cada vez mais que a CESE caminhe junto conosco.
Minha história com a CESE poderia ser traduzida em uma palavra: COMUNHÃO! A CESE é uma Família. Repito: uma Família! Nos dois mandatos que estive como presidente da CESE pude experimentar a vivência fraterna e gostosa de uma equipe tão diversificada em saberes, experiências de fé, histórias de vida, e tão unida pela harmonia criada pelo Espírito de Deus e pelo único desejo de SERVIR aos mais pobres e vulneráveis na conquista e defesa dos seus direitos fundamentais. Louvado seja Deus pelos 50 anos de COMUNHÃO e SERVIÇO da CESE! Gratidão por tudo e para sempre!
Nós, do SOS Corpo, mantemos com a CESE uma parceria de longa data. Temos objetivos muito próximos, queremos fortalecer os movimentos sociais porque acreditamos que eles são sujeitos políticos de transformação. Seguiremos juntas. Um grande salve aos 50 anos. Longa vida à CESE
Há vários anos a CESE vem apoiando iniciativas nas comunidades quilombolas do Pará. A organização trouxe o empoderamento por meio da capacitação e formação para juventude quilombola; tem fortalecido também o empreendedorismo e agricultura familiar. Com o apoio da CESE e os cursos oferecidos na área de incidência política conseguimos realizar atividades que visibilizem o protagonismo das mulheres quilombolas. Tudo isso é muito importante para a garantia e a nossa permanência no território.
Comecei a aproximação com a organização pelo interesse em aprender com fundo de pequenos projetos. Sempre tivemos na CESE uma referência importante de uma instituição que estava à frente, na vanguarda, fazendo esse tipo de apoio com os grupos, desde antes de outras iniciativas existirem. E depois tive oportunidade de participar de outras ações para discutir o cenário político e também sobre as prioridades no campo socioambiental. Sempre foi uma troca muito forte.