<a href="https://www.cese.org.br/declaracao-sobre-o-dia-internacional-dos-povos-indigenas-no-mundo/"><strong>Declaração sobre o dia internacional dos povos indígenas no mundo</strong></a>
10 de agosto de 2020Em 2020, o Dia dos Povos Indígenas ocorre em meio a uma pandemia mortal que trouxe impactos terríveis para os Povos Indígenas e comunidades locais que habitam e defendem florestas e outros recursos naturais nas regiões de florestas tropicais da Indonésia e nos países da África e América latina.
Sitiados pelo vírus mortal causador da COVID-19 e esquecidos pelos governos que falham em nos apoiar, denunciamos que a falta de políticas é, na verdade, uma política, cujos objetivos são acabar com nossos povos, já que somos a última linha de defesa contra a ganância e a corrupção que roubam a riqueza de nossos territórios. Isso está acontecendo em meio a um crescente corpo de evidências que apontam que o desmatamento, assim como a perda de biodiversidade e das plantas medicinais da ciência indígena, são ameaças centrais para o surgimento de novas doenças infecciosas.
Denunciamos veementemente que essa ganância está se reforçando, agora, sob o pretexto de recuperação econômica.
Chamamos todos os povos indígenas e comunidades locais a seguirem o chamado da Aliança Global de Comunidades Territoriais, com bases na Mesoamérica, América do Sul e Indonésia, na implementação de medidas mais rigorosas de controle territorial, incluindo isolamento voluntário, reativação de conhecimentos médicos tradicionais inteiros, garantindo a cada uma de nossas reservas alimentares comunitárias, para impedir o avanço dessa pandemia. Fiquem firmes!
Finalmente, para vocês, defensores dos recursos naturais, dos seus territórios: seja você uma pessoa ou um povo inteiro, nós queremos dizer que você não está sozinho. Precisamos unir nossas vozes, globalizar nos esforços, porque não existe planeta B. Assim, convocamos o mundo a levantar, de forma unânime, nossas vozes para fazer a defesa dos direitos fundamentais dos povos indígenas e comunidades locais em todo o mundo.

VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
Nós, do SOS Corpo, mantemos com a CESE uma parceria de longa data. Temos objetivos muito próximos, queremos fortalecer os movimentos sociais porque acreditamos que eles são sujeitos políticos de transformação. Seguiremos juntas. Um grande salve aos 50 anos. Longa vida à CESE
A CESE é a marca do ecumenismo na defesa de direitos. É serviço aos movimentos populares nas lutas por justiça. Parabéns à Diretoria e equipe da CESE pela persistência e compromisso, sempre renovado nesses cinquenta anos, de preservação da memória histórica na defesa da democracia em nosso país.
Ao longo desses 50 anos, fomos presenteadas pela presença da CESE em nossas comunidades. Nós somos testemunhas do quanto ela tem de companheirismo e solidariedade investidos em nossos territórios. E isso tem sido fundamental para que continuemos em luta e em defesa do nosso povo.
A gente tem uma associação do meu povo, Karipuna, na Terra Indígena Uaçá. Por muito tempo a nossa organização ficou inadimplente, sem poder atuar com nosso povo. Mas, conseguimos acessar o recurso da CESE para fortalecer organização indígena e estruturar a associação e reorganizá-la. Hoje orgulhosamente e muito emocionada digo que fazemos a Assembleia do Povo Karipuna realizada por nós indígenas, gerindo nosso próprio recurso. Atualmente temos uma diretoria toda indígena, conseguimos captar recursos e acessar outros projetos. E isso tudo só foi possível por causa da parceria com a CESE.
A CESE não está com a gente só subsidiando, mas estimulando e fortalecendo. São cinquenta anos possibilitando que as ditas minorias gritem; intervindo realmente para que a gente transforme esse país em um lugar mais igualitário e fraterno, em que a gente possa viver como nos quilombos: comunidades circulares, que cabe todo mundo, respirando liberdade e esperança. Parabéns, CESE. Axé e luz para nós!
Minha história com a CESE poderia ser traduzida em uma palavra: COMUNHÃO! A CESE é uma Família. Repito: uma Família! Nos dois mandatos que estive como presidente da CESE pude experimentar a vivência fraterna e gostosa de uma equipe tão diversificada em saberes, experiências de fé, histórias de vida, e tão unida pela harmonia criada pelo Espírito de Deus e pelo único desejo de SERVIR aos mais pobres e vulneráveis na conquista e defesa dos seus direitos fundamentais. Louvado seja Deus pelos 50 anos de COMUNHÃO e SERVIÇO da CESE! Gratidão por tudo e para sempre!
Há muito a celebrar e agradecer! Nestes anos todos, a CESE tem sido uma parceira importantíssima dos movimentos e organizações populares e pastorais sociais. Em muitos casos, o seu apoio foi e é decisivo para a luta, para a vitória da vida. Faz as exigências necessárias para os projetos, mas não as burocratiza nem as excede. O espírito solidário e acolhedor de seus agentes e funcionários faz a diferença. O testemunho de verdadeiro ecumenismo é uma das suas marcas mais relevantes! Parabéns a todos e todas que fazem a CESE! Vida longa!
Há vários anos a CESE vem apoiando iniciativas nas comunidades quilombolas do Pará. A organização trouxe o empoderamento por meio da capacitação e formação para juventude quilombola; tem fortalecido também o empreendedorismo e agricultura familiar. Com o apoio da CESE e os cursos oferecidos na área de incidência política conseguimos realizar atividades que visibilizem o protagonismo das mulheres quilombolas. Tudo isso é muito importante para a garantia e a nossa permanência no território.
A CESE completa 50 anos de testemunho de fé ativa no amor, faz jus ao seu nome. Desde o início, se colocou em defesa dos direitos humanos, denunciou atos de violência e de tortura, participou da discussão de grandes temas nacionais, apoiou movimentos sociais de libertação. Parabéns pela atuação profética, em prol da unidade e da cidadania. Que Deus continue a fazer da CESE uma benção para muitos.
Celebrar os 50 anos da CESE é reconhecer uma caminhada cristã dedicada a defesa dos direitos humanos em todas as suas dimensões, comprometida com os segmentos mais vulnerabilizados da população brasileira. E valorizar cada conquista alcançada em cada luta travada na busca da justiça, do direito e da paz. Fazer parte dessa caminhada é um privilégio e motivo de grande alegria poder mais uma vez nos regozijar: “Grande coisas fez o Senhor por nós, e por isso estamos alegres!” (Salmo 126.3)