<a href="https://www.cese.org.br/cpt-lanca-revista-com-denuncias-sobre-os-impactos-do-uso-de-agrotoxicos-no-cerrado/"><strong>CPT lança revista com denúncias sobre os impactos do uso de agrotóxicos no Cerrado</strong></a>
15 de dezembro de 2020
A Comissão Pastoral da Terra (CPT) lança, nesta terça-feira (15), a segunda edição da Revista Cerrados. A publicação traz os diversos impactos à biodiversidade do Cerrado e nos territórios onde vivem seus povos ocasionados pelo uso intenso de agrotóxicos pelo agronegócio nas lavouras de soja, milho, cana-de-açúcar, algodão entre outras monoculturas.
Dentre os dados preocupantes apontados pela revista, destaca-se que até agosto deste ano estava autorizada, pelo Governo Federal, a comercialização de mais de 2,8 mil produtos agrotóxicos no Brasil. Desde o início de 2019 foram autorizados 745 novos venenos pela gestão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Os textos ainda relacionam o aumento do uso de agrotóxicos aos casos de intoxicação de pessoas nos estados que compõem a chamada última fronteira agrícola do Matopiba (acrônimo dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), bem como destrincham as diversas manobras do governo em direção ao desmonte e flexibilização da legislação referente a agrotóxicos no país.
“O objetivo da Revista Cerrados é ser um espaço de denúncias das violências e destruição da sociobiodiversidade do Cerrado, mas também ser um instrumento de informação e formação para comunidades, organizações parceiras, pesquisadores e população em geral”, afirma Valéria Santos, membro da coordenação editorial da revista.
Por outro lado, a publicação abre espaço para as boas novas a partir de saberes e práticas agroecológicas vindas de territórios dos povos e comunidades tradicionais, como resistências a esse projeto de morte. As mulheres auto-organizadas de comunidades rurais da Baixada Cuiabana, em Mato Grosso, se reconhecem como guardiãs do Cerrado e se colocam em processo de resgate cultural e de transformação na construção de uma sociedade com relações sociais e ambientais mais saudáveis.
Também como instrumento efetivo de soberania alimentar, sem a aplicação de venenos e degradação do Cerrado, a Revista analisa experiências agroecológicas construídas a partir dos saberes centenários dos povos do Cerrado. “Para conhecimento e reconhecimento das riquezas dos modos de vida dos povos cerratenses, a Revista traz os anúncios das lutas dos povos por terra, agroecologia, soberania alimentar e territórios livres de agrotóxicos”, complementa Valéria.
A Revista Cerrados é uma iniciativa da Comissão Pastoral da Terra através da Articulação das CPT’s do Cerrado – que reúne os seus Regionais presentes nesta região – e contou com a colaboração na produção dos textos de agentes pastorais e pesquisadoras e pesquisadores acadêmicos cerratenses e militantes na defesa dos povos e territórios do Cerrado: Aline Mialho, Cecília Amália Cunha Santos, Leomar Daroncho, Patrícia Dias Tavares, Murilo Mendonça Oliveira de Souza, Cleber Adriano Rodrigues Folgado, Sandra Procópio da Silva e Leonardo Melgarejo.
A 2ª Edição da Revista Cerrados pode ser adquirida gratuitamente no site da CPT a partir das 10 hrs desta terça-feira, 15 de dezembro de 2020: https://www.cptnacional.org.br/
Mais informações:
Amanda Costa (assessoria de comunicação da CPT Nacional): (62) 99309-6781
Elvis Marques (assessoria de comunicação): (62) 99113-8277
Rafael Oliveira (assessoria de comunicação): (63) 99101-7760
VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
A CESE não está com a gente só subsidiando, mas estimulando e fortalecendo. São cinquenta anos possibilitando que as ditas minorias gritem; intervindo realmente para que a gente transforme esse país em um lugar mais igualitário e fraterno, em que a gente possa viver como nos quilombos: comunidades circulares, que cabe todo mundo, respirando liberdade e esperança. Parabéns, CESE. Axé e luz para nós!
Conheço a CESE desde 1990, através da Federação de Órgãos para Assistência Social (FASE) no apoio a grupos de juventude e de mulheres. Nesse sentido, foi uma organização absolutamente importante. E hoje, na função de diretor do Programa País da Heks no Brasil, poder apoiar os projetos da CESE é uma satisfação muito grande e um investimento que tenho certeza que é um dos melhores.
A CESE é a marca do ecumenismo na defesa de direitos. É serviço aos movimentos populares nas lutas por justiça. Parabéns à Diretoria e equipe da CESE pela persistência e compromisso, sempre renovado nesses cinquenta anos, de preservação da memória histórica na defesa da democracia em nosso país.
Nós, do SOS Corpo, mantemos com a CESE uma parceria de longa data. Temos objetivos muito próximos, queremos fortalecer os movimentos sociais porque acreditamos que eles são sujeitos políticos de transformação. Seguiremos juntas. Um grande salve aos 50 anos. Longa vida à CESE
A relação de cooperação entre a CESE e Movimento Pesqueiro é de longa data. O apoio político e financeiro torna possível chegarmos em várias comunidades pesqueiras no Brasil para que a gente se articule, faça formação política e nos organize enquanto movimento popular. Temos uma parceria de diálogos construtivos, compreensível, e queremos cada vez mais que a CESE caminhe junto conosco.
A gente tem uma associação do meu povo, Karipuna, na Terra Indígena Uaçá. Por muito tempo a nossa organização ficou inadimplente, sem poder atuar com nosso povo. Mas, conseguimos acessar o recurso da CESE para fortalecer organização indígena e estruturar a associação e reorganizá-la. Hoje orgulhosamente e muito emocionada digo que fazemos a Assembleia do Povo Karipuna realizada por nós indígenas, gerindo nosso próprio recurso. Atualmente temos uma diretoria toda indígena, conseguimos captar recursos e acessar outros projetos. E isso tudo só foi possível por causa da parceria com a CESE.
A CESE completa 50 anos de testemunho de fé ativa no amor, faz jus ao seu nome. Desde o início, se colocou em defesa dos direitos humanos, denunciou atos de violência e de tortura, participou da discussão de grandes temas nacionais, apoiou movimentos sociais de libertação. Parabéns pela atuação profética, em prol da unidade e da cidadania. Que Deus continue a fazer da CESE uma benção para muitos.
Minha história com a CESE poderia ser traduzida em uma palavra: COMUNHÃO! A CESE é uma Família. Repito: uma Família! Nos dois mandatos que estive como presidente da CESE pude experimentar a vivência fraterna e gostosa de uma equipe tão diversificada em saberes, experiências de fé, histórias de vida, e tão unida pela harmonia criada pelo Espírito de Deus e pelo único desejo de SERVIR aos mais pobres e vulneráveis na conquista e defesa dos seus direitos fundamentais. Louvado seja Deus pelos 50 anos de COMUNHÃO e SERVIÇO da CESE! Gratidão por tudo e para sempre!
Comecei a aproximação com a organização pelo interesse em aprender com fundo de pequenos projetos. Sempre tivemos na CESE uma referência importante de uma instituição que estava à frente, na vanguarda, fazendo esse tipo de apoio com os grupos, desde antes de outras iniciativas existirem. E depois tive oportunidade de participar de outras ações para discutir o cenário político e também sobre as prioridades no campo socioambiental. Sempre foi uma troca muito forte.
Quero muito agradecer pela parceria, pelo seu histórico de luta com os povos indígenas. Durante todo o tempo que fui coordenadora executiva da APIB e representante da COIAB e da Amazônia brasileira, nós tivemos o apoio da CESE para realizar nossas manifestações, nosso Acampamento Terra Livre, para as assembleias locais e regionais. Tudo isso foi muito importante para fortalecer o nosso protagonismo e movimento indígena do Brasil. Deixo meus parabéns pelos 50 anos e seguimos em luta.