CONIC participa de audiência com a ministra Cármen Lúcia
15 de agosto de 2018O Prêmio Nobel da Paz, o argentino Adolfo Perez Esquivel e o integrante da greve de fome (saiba mais aqui) Frei Sérgio Görgen, foram recebidos em audiência pública pela presidente do STF, Cármen Lúcia, nesta terça-feira, 14. Esquivel e Frei Sérgio estavam acompanhados de uma comissão formada por juristas, artistas, escritores e lideranças de organizações da sociedade civil, entre eles, a secretária-geral do CONIC, Romi Bencke.
Na pauta, destaque para o Brasil pós ruptura democrática e suas consequências na vida dos trabalhadores e das trabalhadoras, sobretudo no que diz respeito ao aumento do desemprego e da pobreza. Outro ponto da pauta foi o encarceramento do ex-presidente Lula.
Esquivel fez questão de lembrar à presidente do STF do estado de exceção em que o país se encontra desde o golpe de estado, que tirou a presidenta legítima Dilma Rousseff. “Falamos do que está acontecendo no Brasil e na América Latina. Para que eles [ministros] tomem consciência de que Lula é um preso político reconhecido por várias nações. Precisamos encontrar uma saída justa para o povo brasileiro”, relata.
A jurista Carol Proner, uma das autoras do livro “Comentários a um Acórdão Anunciado – O Processo Lula no TRF-4”, falou da questão jurídica da presunção da inocência e do papel do Judiciário nas eleições de 2018.
O ator Osmar Prado, também presente, revelou que a presidente do STF ouviu os relatos do grupo com atenção e acredita que ela saiu sensibilizada.
Ato inter-religioso antes da audiência
Horas antes, foi realizado em frente ao STF, bem próximo do gabinete da ministra, um ato inter-religioso “em defesa da democracia e pelo combate à fome”. Os organizadores foram manifestantes que desde segunda-feira (13) estão chegando a Brasília para apoiar, nesta quarta (15), o registro da candidatura de Lula no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Fonte: CONIC com agências (RBA e PT)
Foto: Comunicação da Greve de Fome
VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
Há vários anos a CESE vem apoiando iniciativas nas comunidades quilombolas do Pará. A organização trouxe o empoderamento por meio da capacitação e formação para juventude quilombola; tem fortalecido também o empreendedorismo e agricultura familiar. Com o apoio da CESE e os cursos oferecidos na área de incidência política conseguimos realizar atividades que visibilizem o protagonismo das mulheres quilombolas. Tudo isso é muito importante para a garantia e a nossa permanência no território.
Celebrar os 50 anos da CESE é reconhecer uma caminhada cristã dedicada a defesa dos direitos humanos em todas as suas dimensões, comprometida com os segmentos mais vulnerabilizados da população brasileira. E valorizar cada conquista alcançada em cada luta travada na busca da justiça, do direito e da paz. Fazer parte dessa caminhada é um privilégio e motivo de grande alegria poder mais uma vez nos regozijar: “Grande coisas fez o Senhor por nós, e por isso estamos alegres!” (Salmo 126.3)
Minha história com a CESE poderia ser traduzida em uma palavra: COMUNHÃO! A CESE é uma Família. Repito: uma Família! Nos dois mandatos que estive como presidente da CESE pude experimentar a vivência fraterna e gostosa de uma equipe tão diversificada em saberes, experiências de fé, histórias de vida, e tão unida pela harmonia criada pelo Espírito de Deus e pelo único desejo de SERVIR aos mais pobres e vulneráveis na conquista e defesa dos seus direitos fundamentais. Louvado seja Deus pelos 50 anos de COMUNHÃO e SERVIÇO da CESE! Gratidão por tudo e para sempre!
A CESE foi criada no ano mais violento da Ditadura Militar, quando se institucionalizou a tortura, se intensificaram as prisões arbitrárias, os assassinatos e os desaparecimentos de presos políticos. As igrejas tiveram a coragem de se reunir e criar uma instituição que pudesse ser um testemunho vivo da fé cristã no serviço ao povo brasileiro. Fico muito feliz que a CESE chegue aos 50 anos aperfeiçoando a sua maturidade.
A luta antirracista é o grande mote das nossas ações que tem um dos principais objetivos o enfrentamento ao racismo religioso e a violência, que tem sido crescente no estado do Maranhão. Por tanto, a parceria com a CESE nos proporciona a construção de estratégias políticas e de ações em redes, nos apoia na articulação com parcerias que de fato promovam incidência nas políticas públicas, proposições institucionais de enfrentamento a esse racismo religioso que tem gerado muita violência. A CESE nos desafia na superação do racismo institucional, como o grande vetor de inviabilização e da violência contra as religiões de matrizes africanas.
Eu preciso de recursos para fazer a luta. Somos descendentes de grupos muito criativos, africanos e indígenas. Somos na maioria compostos por mulheres. E a formação em Mobilização de Recursos promovida pela CESE acaba nos dando autonomia, se assim compartilharmos dentro do nosso território.
Comecei a aproximação com a organização pelo interesse em aprender com fundo de pequenos projetos. Sempre tivemos na CESE uma referência importante de uma instituição que estava à frente, na vanguarda, fazendo esse tipo de apoio com os grupos, desde antes de outras iniciativas existirem. E depois tive oportunidade de participar de outras ações para discutir o cenário político e também sobre as prioridades no campo socioambiental. Sempre foi uma troca muito forte.
A gente tem uma associação do meu povo, Karipuna, na Terra Indígena Uaçá. Por muito tempo a nossa organização ficou inadimplente, sem poder atuar com nosso povo. Mas, conseguimos acessar o recurso da CESE para fortalecer organização indígena e estruturar a associação e reorganizá-la. Hoje orgulhosamente e muito emocionada digo que fazemos a Assembleia do Povo Karipuna realizada por nós indígenas, gerindo nosso próprio recurso. Atualmente temos uma diretoria toda indígena, conseguimos captar recursos e acessar outros projetos. E isso tudo só foi possível por causa da parceria com a CESE.
Parabéns à CESE pela resistência, pela forte ancestralidade, pelo fortalecimento e proteção aos povos quilombolas. Onde a política pública não chega, a CESE chega para amenizar os impactos e viabilizar a permanência das pessoas, das comunidades. Que isso seja cada vez mais potente, mais presente e que a gente encontre, junto à CESE, cada vez mais motivos para resistir e esperançar.
Há muito a celebrar e agradecer! Nestes anos todos, a CESE tem sido uma parceira importantíssima dos movimentos e organizações populares e pastorais sociais. Em muitos casos, o seu apoio foi e é decisivo para a luta, para a vitória da vida. Faz as exigências necessárias para os projetos, mas não as burocratiza nem as excede. O espírito solidário e acolhedor de seus agentes e funcionários faz a diferença. O testemunho de verdadeiro ecumenismo é uma das suas marcas mais relevantes! Parabéns a todos e todas que fazem a CESE! Vida longa!