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CESE se soma aos atos do 8 de março e projeta mensagens por direitos e justiça para mulheres em todo país
06 de março de 2022


Em referência ao 08 de março, Dia Internacional de Luta das Mulheres, a CESE somou forças ao conjunto de ações coletivas pela vida das mulheres e realizou a uma série de projeções em diversas localidades do país. A ação teve como objetivo visibilizar os enfrentamentos e as luta das mulheres, historicamente vítimas de dominação, opressão e racismo.
Há dois anos, vivenciamos o agravamento das desigualdades sociais que tem elevado a violação dos direitos das mulheres brasileiras. Crescimento do feminicídio e das taxas de desemprego entre as mulheres; ampliação do discurso de ódio e da violência contra trans e lésbicas; escancaramento do racismo e dos fundamentalismos; destruição de territórios, aumento da violência no campo e da contaminação por agrotóxicos refletem como as raízes capitalistas, racistas e patriarcais ampliam as desigualdades e as violências contra as mulheres, sobretudo no período epidêmico.


Para marcar a data, a CESE ocupou muros, prédios e vias públicas de diversas cidades para denunciar a persistente violação de direitos das mulheres. A ação chamou atenção para o momento político e socioeconômico brasileiro e como as mulheres são as mais expostas e vulneráveis diante do desmonte do Estado, do crescimento do conservadorismo e da fragilização da democracia.
Além das denúncias, as projeções também espalharam mensagens com a afirmação da luta, intensificando a força política e a voz das mulheres brasileiras na atual conjuntura.




A ação foi realizada em quatro capitais do Nordeste: Salvador (BA), João Pessoa (PB), Maceió (AL) e Recife (PE). Em duas cidades da região Norte, Manaus (AM) e Belém (PA), na cidade mais populosa do país, São Paulo (SP), além da capital federal, Brasília (DF).
Confira mais imagens das projeções no vídeo abaixo:
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VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
Ao longo desses 50 anos, fomos presenteadas pela presença da CESE em nossas comunidades. Nós somos testemunhas do quanto ela tem de companheirismo e solidariedade investidos em nossos territórios. E isso tem sido fundamental para que continuemos em luta e em defesa do nosso povo.
Conheço a CESE desde 1990, através da Federação de Órgãos para Assistência Social (FASE) no apoio a grupos de juventude e de mulheres. Nesse sentido, foi uma organização absolutamente importante. E hoje, na função de diretor do Programa País da Heks no Brasil, poder apoiar os projetos da CESE é uma satisfação muito grande e um investimento que tenho certeza que é um dos melhores.
Eu preciso de recursos para fazer a luta. Somos descendentes de grupos muito criativos, africanos e indígenas. Somos na maioria compostos por mulheres. E a formação em Mobilização de Recursos promovida pela CESE acaba nos dando autonomia, se assim compartilharmos dentro do nosso território.
A CESE foi criada no ano mais violento da Ditadura Militar, quando se institucionalizou a tortura, se intensificaram as prisões arbitrárias, os assassinatos e os desaparecimentos de presos políticos. As igrejas tiveram a coragem de se reunir e criar uma instituição que pudesse ser um testemunho vivo da fé cristã no serviço ao povo brasileiro. Fico muito feliz que a CESE chegue aos 50 anos aperfeiçoando a sua maturidade.
Há vários anos a CESE vem apoiando iniciativas nas comunidades quilombolas do Pará. A organização trouxe o empoderamento por meio da capacitação e formação para juventude quilombola; tem fortalecido também o empreendedorismo e agricultura familiar. Com o apoio da CESE e os cursos oferecidos na área de incidência política conseguimos realizar atividades que visibilizem o protagonismo das mulheres quilombolas. Tudo isso é muito importante para a garantia e a nossa permanência no território.
Eu acho extraordinário o trabalho da CESE, porque ela inaugurou outro tipo de ecumenismo. Não é algo que as igrejas discutem entre si, falam sobre suas doutrinas e chegam a uma convergência. A CESE faz um ecumenismo de serviço que é ecumenismo de missão, para servir aos pobres, servir seus direitos.
A gente tem uma associação do meu povo, Karipuna, na Terra Indígena Uaçá. Por muito tempo a nossa organização ficou inadimplente, sem poder atuar com nosso povo. Mas, conseguimos acessar o recurso da CESE para fortalecer organização indígena e estruturar a associação e reorganizá-la. Hoje orgulhosamente e muito emocionada digo que fazemos a Assembleia do Povo Karipuna realizada por nós indígenas, gerindo nosso próprio recurso. Atualmente temos uma diretoria toda indígena, conseguimos captar recursos e acessar outros projetos. E isso tudo só foi possível por causa da parceria com a CESE.
A CESE é a marca do ecumenismo na defesa de direitos. É serviço aos movimentos populares nas lutas por justiça. Parabéns à Diretoria e equipe da CESE pela persistência e compromisso, sempre renovado nesses cinquenta anos, de preservação da memória histórica na defesa da democracia em nosso país.
Quero muito agradecer pela parceria, pelo seu histórico de luta com os povos indígenas. Durante todo o tempo que fui coordenadora executiva da APIB e representante da COIAB e da Amazônia brasileira, nós tivemos o apoio da CESE para realizar nossas manifestações, nosso Acampamento Terra Livre, para as assembleias locais e regionais. Tudo isso foi muito importante para fortalecer o nosso protagonismo e movimento indígena do Brasil. Deixo meus parabéns pelos 50 anos e seguimos em luta.
Celebrar os 50 anos da CESE é reconhecer uma caminhada cristã dedicada a defesa dos direitos humanos em todas as suas dimensões, comprometida com os segmentos mais vulnerabilizados da população brasileira. E valorizar cada conquista alcançada em cada luta travada na busca da justiça, do direito e da paz. Fazer parte dessa caminhada é um privilégio e motivo de grande alegria poder mais uma vez nos regozijar: “Grande coisas fez o Senhor por nós, e por isso estamos alegres!” (Salmo 126.3)