CESE participa do Mês da Filantropia que Transforma promovido pela REDE COMUÁ
28 de agosto de 2024
CESE participa do Mês da Filantropia que Transforma promovido pela REDE COMUÁ
Recurso de acessibilidade: versão em áudio do texto.
Soluções Climáticas Locais é o tema de 2024

O que é?
Um movimento dedicado a debater, visibilizar e fomentar as práticas da Filantropia Comunitária e de Justiça Socioambiental e demonstrar sua contribuição para a transformação social, acesso a direitos e fortalecimento da sociedade civil e da democracia.
Qual será o foco do Mês em 2024?
Em 2024, o Mês da Filantropia que Transforma abordará soluções climáticas locais produzidas por e com movimentos, coletivos, organizações e comunidades em diversos territórios, e estratégias desenvolvidas e/ou financiadas (apoiadas) por organizações independentes doadoras para fazer com que cheguem recursos para a implementação dessas soluções, no entendimento de que a mudança climática é transversal às agendas da filantropia comunitária e de justiça socioambiental.
O objetivo da ação é dar visibilidade às estratégias desenvolvidas pelas organizações membro da Rede Comuá, parceiros e financiadores, reconhecendo que a filantropia comunitária e de justiça socioambiental tem papel fundamental na questão climática ao doar para que essas soluções locais sejam implementadas e transformem as realidades. Queremos valorizar a geração de conhecimento a partir das práticas desenvolvidas pelas comunidades nos diversos territórios e dessa forma incidir para ampliar a doação de recursos destinados para apoiar a implementação de soluções climáticas locais de base, isto é, da sociedade civil.
Quais as atividades previstas?
Neste ano, a REDE COMUÁ divulgará conhecimento, conteúdo e atividades que demonstram as práticas desenvolvidas pela filantropia comunitária e de justiça socioambiental para apoiar com recursos financeiros e/ou cocriar as soluções climáticas locais. E histórias de transformação realizada por comunidades e grupos em seus territórios a partir dessas soluções locais.
A CESE foi apoiada pela iniciativa e lançará no dia 24 de setembro, na sede da CESE, em Salvador / BA a publicação: FÉ E CLIMA CAMINHOS DE CUIDADO COM A CASA COMUM.
Acompanhe nossas redes sociais para mais informações.
Confira a programação aqui https://redecomua.org.br/mes-da-filantropia-2024/
VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
Somos herdeiras do legado histórico de uma organização que há 50 anos dá testemunho de uma fé comprometida com o ecumenismo e a diaconia profética. Levar adiante esta missão é compromisso que assumimos com muita responsabilidade e consciência, pois vivemos em um país onde o mutirão pela justiça, pela paz e integridade da criação ainda é uma tarefa a se realizar.
Parabéns à CESE pela resistência, pela forte ancestralidade, pelo fortalecimento e proteção aos povos quilombolas. Onde a política pública não chega, a CESE chega para amenizar os impactos e viabilizar a permanência das pessoas, das comunidades. Que isso seja cada vez mais potente, mais presente e que a gente encontre, junto à CESE, cada vez mais motivos para resistir e esperançar.
A CESE completa 50 anos de testemunho de fé ativa no amor, faz jus ao seu nome. Desde o início, se colocou em defesa dos direitos humanos, denunciou atos de violência e de tortura, participou da discussão de grandes temas nacionais, apoiou movimentos sociais de libertação. Parabéns pela atuação profética, em prol da unidade e da cidadania. Que Deus continue a fazer da CESE uma benção para muitos.
A relação de cooperação entre a CESE e Movimento Pesqueiro é de longa data. O apoio político e financeiro torna possível chegarmos em várias comunidades pesqueiras no Brasil para que a gente se articule, faça formação política e nos organize enquanto movimento popular. Temos uma parceria de diálogos construtivos, compreensível, e queremos cada vez mais que a CESE caminhe junto conosco.
Viva os 50 anos da CESE. Viva o ecumenismo que a organização traz para frente e esse diálogo intereclesial. É um momento muito especial porque a CESE defende direitos e traz o sujeito para maior visibilidade.
A família CESE também faz parte do movimento indígena. Compartilhamos das mesmas dores e alegrias, mas principalmente de uma mesma missão. É por um causa que estamos aqui. Fico muito feliz de poder compartilhar dessa emoção de conhecer essa equipe. Que venham mais 50 anos, mais pessoas comprometidas com esse espírito de igualdade, amor e fraternidade.
A luta antirracista é o grande mote das nossas ações que tem um dos principais objetivos o enfrentamento ao racismo religioso e a violência, que tem sido crescente no estado do Maranhão. Por tanto, a parceria com a CESE nos proporciona a construção de estratégias políticas e de ações em redes, nos apoia na articulação com parcerias que de fato promovam incidência nas políticas públicas, proposições institucionais de enfrentamento a esse racismo religioso que tem gerado muita violência. A CESE nos desafia na superação do racismo institucional, como o grande vetor de inviabilização e da violência contra as religiões de matrizes africanas.
A relação de cooperação entre a CESE e Movimento Pesqueiro é de longa data. O apoio político e financeiro torna possível chegarmos em várias comunidades pesqueiras no Brasil para que a gente se articule, faça formação política e nos organize enquanto movimento popular. Temos uma parceria de diálogos construtivos, compreensível, e queremos cada vez mais que a CESE caminhe junto conosco.
A gente tem uma associação do meu povo, Karipuna, na Terra Indígena Uaçá. Por muito tempo a nossa organização ficou inadimplente, sem poder atuar com nosso povo. Mas, conseguimos acessar o recurso da CESE para fortalecer organização indígena e estruturar a associação e reorganizá-la. Hoje orgulhosamente e muito emocionada digo que fazemos a Assembleia do Povo Karipuna realizada por nós indígenas, gerindo nosso próprio recurso. Atualmente temos uma diretoria toda indígena, conseguimos captar recursos e acessar outros projetos. E isso tudo só foi possível por causa da parceria com a CESE.
Eu acho extraordinário o trabalho da CESE, porque ela inaugurou outro tipo de ecumenismo. Não é algo que as igrejas discutem entre si, falam sobre suas doutrinas e chegam a uma convergência. A CESE faz um ecumenismo de serviço que é ecumenismo de missão, para servir aos pobres, servir seus direitos.