CESE participa de Encontro de Parceiros do Programa na Holanda
29 de maio de 2019
Entre os dias 20 e 24 de maio foi realizado, na Holanda, o Encontro de Coordenação do Programa Virando o Jogo. Na ocasião, foram convidadas representações de organizações asiáticas, africanas e sulamericana (CESE) que são apoiadas, dentro do Programa, pela agência holandesa Wilde Ganzen para intercâmbio de experiências e construção de compromissos conjuntos para os próximos cinco anos.



Uma diversidade de entidades integrou o Programa Virando o Jogo nos últimos dois anos, provenientes de países como Uganda, Burkina Faso, Etiópia, Tanzânia, África do Sul, Camboja, Sri Lanka e Nepal. Uma feira de sabores e saberes foi organizada para que todas as organizações pudessem entrar em contato com as diversas culturas presentes, assim como entender como o Programa é desenvolvido nos territórios. Apresentação teatral e dinâmicas de grupo também cumpriram esse papel de alinhamento, mostrando como a iniciativa foi criada, sua trajetória e desafios até a atualidade.



A programação do encontro foi desenhada a partir de metodologias participativas, com rodas de diálogos, reuniões e dinâmicas. Durante a agenda da semana, foram abordados os tópicos: contexto político dos países que desafia a implementação do programa; como aprimorar o monitoramento e acompanhamento dos grupos que recebem formações online e presencial; estratégias de comunicação do Programa; e, por fim, elaboração conjunta da visão para o Programa até 2025 e plano de ação – em relação a desenvolvimento institucional, governança, comunicação e mobilização de recursos.

A manhã do último dia, 24 de maio, teve como principal atividade a avaliação do Encontro. No período da tarde, as organizações foram convidadas a participar de dois eventos: em Driebergen, com iniciativas privadas holandesas, que tratou de possibilidades de apoio para o Virando o Jogo; e em Haia, onde foi realizado o seminário “Shifiting the power in Development Cooperation”, um seminário com setores de desenvolvimento holandeses sobre relações de poder entre organizações do Sul e Norte.
Finalizando o encontro, a CESE participou, entre os dias 27 e 28 de maio, da reunião sobre avaliação de cooperação Norte Sul, junto a Smile Foundation (índia), KCDF (Quênia) e WACSI (Gana).
VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
Há muito a celebrar e agradecer! Nestes anos todos, a CESE tem sido uma parceira importantíssima dos movimentos e organizações populares e pastorais sociais. Em muitos casos, o seu apoio foi e é decisivo para a luta, para a vitória da vida. Faz as exigências necessárias para os projetos, mas não as burocratiza nem as excede. O espírito solidário e acolhedor de seus agentes e funcionários faz a diferença. O testemunho de verdadeiro ecumenismo é uma das suas marcas mais relevantes! Parabéns a todos e todas que fazem a CESE! Vida longa!
A CESE não está com a gente só subsidiando, mas estimulando e fortalecendo. São cinquenta anos possibilitando que as ditas minorias gritem; intervindo realmente para que a gente transforme esse país em um lugar mais igualitário e fraterno, em que a gente possa viver como nos quilombos: comunidades circulares, que cabe todo mundo, respirando liberdade e esperança. Parabéns, CESE. Axé e luz para nós!
A CESE completa 50 anos de testemunho de fé ativa no amor, faz jus ao seu nome. Desde o início, se colocou em defesa dos direitos humanos, denunciou atos de violência e de tortura, participou da discussão de grandes temas nacionais, apoiou movimentos sociais de libertação. Parabéns pela atuação profética, em prol da unidade e da cidadania. Que Deus continue a fazer da CESE uma benção para muitos.
A luta antirracista é o grande mote das nossas ações que tem um dos principais objetivos o enfrentamento ao racismo religioso e a violência, que tem sido crescente no estado do Maranhão. Por tanto, a parceria com a CESE nos proporciona a construção de estratégias políticas e de ações em redes, nos apoia na articulação com parcerias que de fato promovam incidência nas políticas públicas, proposições institucionais de enfrentamento a esse racismo religioso que tem gerado muita violência. A CESE nos desafia na superação do racismo institucional, como o grande vetor de inviabilização e da violência contra as religiões de matrizes africanas.
A família CESE também faz parte do movimento indígena. Compartilhamos das mesmas dores e alegrias, mas principalmente de uma mesma missão. É por um causa que estamos aqui. Fico muito feliz de poder compartilhar dessa emoção de conhecer essa equipe. Que venham mais 50 anos, mais pessoas comprometidas com esse espírito de igualdade, amor e fraternidade.
Eu acho extraordinário o trabalho da CESE, porque ela inaugurou outro tipo de ecumenismo. Não é algo que as igrejas discutem entre si, falam sobre suas doutrinas e chegam a uma convergência. A CESE faz um ecumenismo de serviço que é ecumenismo de missão, para servir aos pobres, servir seus direitos.
A relação de cooperação entre a CESE e Movimento Pesqueiro é de longa data. O apoio político e financeiro torna possível chegarmos em várias comunidades pesqueiras no Brasil para que a gente se articule, faça formação política e nos organize enquanto movimento popular. Temos uma parceria de diálogos construtivos, compreensível, e queremos cada vez mais que a CESE caminhe junto conosco.
Comecei a aproximação com a organização pelo interesse em aprender com fundo de pequenos projetos. Sempre tivemos na CESE uma referência importante de uma instituição que estava à frente, na vanguarda, fazendo esse tipo de apoio com os grupos, desde antes de outras iniciativas existirem. E depois tive oportunidade de participar de outras ações para discutir o cenário político e também sobre as prioridades no campo socioambiental. Sempre foi uma troca muito forte.
Conheço a CESE desde 1990, através da Federação de Órgãos para Assistência Social (FASE) no apoio a grupos de juventude e de mulheres. Nesse sentido, foi uma organização absolutamente importante. E hoje, na função de diretor do Programa País da Heks no Brasil, poder apoiar os projetos da CESE é uma satisfação muito grande e um investimento que tenho certeza que é um dos melhores.
Ao longo desses 50 anos, fomos presenteadas pela presença da CESE em nossas comunidades. Nós somos testemunhas do quanto ela tem de companheirismo e solidariedade investidos em nossos territórios. E isso tem sido fundamental para que continuemos em luta e em defesa do nosso povo.