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CESE participa de encontro com organizações parceiras do Programa Virando o Jogo na Tanzânia
13 de fevereiro de 2023
Formação de Conselho, Subcomitês e Comunidades de Prática foram alguns dos temas do encontro, que acontece anualmente, reunindo diretores e equipes dos parceiros do programa.

Aconteceu entre os dias 05 e 09 de fevereiro, em Zanzibar, na Tanzânia ( oeste africano), o Encontro ”Director´s Meeting”, promovido pela organização holandesa Wilde Ganzen. O encontro reuniu 44 pessoas de 15 países membros do Programa Vidando o Jogo ( Change The Game Academy). São eles: Kenya Community Development Foundation (KCDF/Quênia), Smile Foundation (Índia), The Institute for Monitoring and Evaluation (TIME /Siri Lanka), Association Burkina de Fundraising (Burkina Faso), Uganda National NGO Forum (Uganda), Corporación PODION (Colombia), CASA Gambia (Community Action Support Association/Gambia), Satunama Foundation ( Indonésia), Cordaid (Nepal), West Africa Civil Society Institute (Ghana), Development Expertise Center( Etiópia), West Africa Civil Society Institute (WACSI/Camarões), Advocacy and Policy Institute ( Camboja), Rhiza Babuyile ( África do Sul), CESE ( Brasil) e Foundation for Civil Society (FCS/Tânzania), organização anfitriã do encontro.

Durante 4 dias foram realizadas diversas apresentações das experiências exitosas das organizações parceiras, além de reuniões bilaterais sobre a governança do programa, a partir dos insumos do último encontro realizado na índia em 2022, que propõe a implantação do Change The Game Alliance, com papéis definidos para um Conselho de Gestão, Secretaria, subcomitês temáticos e comunidades de práticas, com objetivo de ampliar a participação dos membros do programa no desenvolvimento das ações, valorizando as diferenças regionais e promovendo uma troca maior de experiências exitosas e desafios que cada organização vive em seus países. A CESE fará parte do subcomitê de Marketing e Branding (gestão da marca) e contribuirá com as comunidades de prática.


A Diretora Executiva, Sonia Gomes Mota e a coordenadora de comunicação, Patricia Gordano, representaram a CESE no encontro. Sonia apresentou a trajetória da organização no programa e, como destaque, as formações em Mobilização de Recursos e Incidência Política realizadas em parceria com Misereor, Fundação Ford e Terre Des Hommes Suisse.
No último dia, o grupo visitou 2 grupos apoiados pela anfitriã Foundation for Civil Society (FCS), da Tânzania: JUVIEKA (Youth and Education Association), organização que atua com jovens e mulheres das comunidades de Zanzibar, a partir de ações de incidência e formação em direitos humanos, gênero, gestão e transparência de recursos públicos. A organização, após 2 cursos de mobilização de recursos, conseguiu realizar uma ação de mobilização de recursos nas comunidades para realização de mais oficinas com mais jovens e mulheres.

ZAFELA (Zanzibar Famale Lawyer Association), organização formada por 70 advogadas que realizam ações de incidência em denuncia as violações de direitos sofridas por crianças, jovens e mulheres com objetivo de propor reformas e políticas públicas no país. Além de ações, a organização realiza também cursos e oficinas de Incidência Política com jovens das comunidades de Zanzibar.

VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
A relação de cooperação entre a CESE e Movimento Pesqueiro é de longa data. O apoio político e financeiro torna possível chegarmos em várias comunidades pesqueiras no Brasil para que a gente se articule, faça formação política e nos organize enquanto movimento popular. Temos uma parceria de diálogos construtivos, compreensível, e queremos cada vez mais que a CESE caminhe junto conosco.
Minha história com a CESE poderia ser traduzida em uma palavra: COMUNHÃO! A CESE é uma Família. Repito: uma Família! Nos dois mandatos que estive como presidente da CESE pude experimentar a vivência fraterna e gostosa de uma equipe tão diversificada em saberes, experiências de fé, histórias de vida, e tão unida pela harmonia criada pelo Espírito de Deus e pelo único desejo de SERVIR aos mais pobres e vulneráveis na conquista e defesa dos seus direitos fundamentais. Louvado seja Deus pelos 50 anos de COMUNHÃO e SERVIÇO da CESE! Gratidão por tudo e para sempre!
Eu acho extraordinário o trabalho da CESE, porque ela inaugurou outro tipo de ecumenismo. Não é algo que as igrejas discutem entre si, falam sobre suas doutrinas e chegam a uma convergência. A CESE faz um ecumenismo de serviço que é ecumenismo de missão, para servir aos pobres, servir seus direitos.
Viva os 50 anos da CESE. Viva o ecumenismo que a organização traz para frente e esse diálogo intereclesial. É um momento muito especial porque a CESE defende direitos e traz o sujeito para maior visibilidade.
Há muito a celebrar e agradecer! Nestes anos todos, a CESE tem sido uma parceira importantíssima dos movimentos e organizações populares e pastorais sociais. Em muitos casos, o seu apoio foi e é decisivo para a luta, para a vitória da vida. Faz as exigências necessárias para os projetos, mas não as burocratiza nem as excede. O espírito solidário e acolhedor de seus agentes e funcionários faz a diferença. O testemunho de verdadeiro ecumenismo é uma das suas marcas mais relevantes! Parabéns a todos e todas que fazem a CESE! Vida longa!
Celebrar os 50 anos da CESE é reconhecer uma caminhada cristã dedicada a defesa dos direitos humanos em todas as suas dimensões, comprometida com os segmentos mais vulnerabilizados da população brasileira. E valorizar cada conquista alcançada em cada luta travada na busca da justiça, do direito e da paz. Fazer parte dessa caminhada é um privilégio e motivo de grande alegria poder mais uma vez nos regozijar: “Grande coisas fez o Senhor por nós, e por isso estamos alegres!” (Salmo 126.3)
Eu preciso de recursos para fazer a luta. Somos descendentes de grupos muito criativos, africanos e indígenas. Somos na maioria compostos por mulheres. E a formação em Mobilização de Recursos promovida pela CESE acaba nos dando autonomia, se assim compartilharmos dentro do nosso território.
A CESE foi criada no ano mais violento da Ditadura Militar, quando se institucionalizou a tortura, se intensificaram as prisões arbitrárias, os assassinatos e os desaparecimentos de presos políticos. As igrejas tiveram a coragem de se reunir e criar uma instituição que pudesse ser um testemunho vivo da fé cristã no serviço ao povo brasileiro. Fico muito feliz que a CESE chegue aos 50 anos aperfeiçoando a sua maturidade.
Ao longo desses 50 anos, fomos presenteadas pela presença da CESE em nossas comunidades. Nós somos testemunhas do quanto ela tem de companheirismo e solidariedade investidos em nossos territórios. E isso tem sido fundamental para que continuemos em luta e em defesa do nosso povo.
A gente tem uma associação do meu povo, Karipuna, na Terra Indígena Uaçá. Por muito tempo a nossa organização ficou inadimplente, sem poder atuar com nosso povo. Mas, conseguimos acessar o recurso da CESE para fortalecer organização indígena e estruturar a associação e reorganizá-la. Hoje orgulhosamente e muito emocionada digo que fazemos a Assembleia do Povo Karipuna realizada por nós indígenas, gerindo nosso próprio recurso. Atualmente temos uma diretoria toda indígena, conseguimos captar recursos e acessar outros projetos. E isso tudo só foi possível por causa da parceria com a CESE.