CESE lança Edital de apoio a projetos: Juventudes e Direitos Digitais
12 de maio de 2022
A CESE convida organizações, grupos, coletivos e movimentos populares do segmento da juventude para enviar projetos com foco nos direitos digitais
As novas tecnologias digitais e a internet têm acelerado as relações sociais e transformado o comportamento cultural de acesso e compartilhamento de informações. Nesse cenário, há um crescimento significativo do protagonismo das juventudes em mobilizações, manifestações e protestos no mundo online. Estão na linha de frente produzindo conteúdos criativos, reflexivos e críticos, sobretudo nas redes sociais, acerca da defesa dos seus direitos e da democracia.
Mas se por um lado há uma juventude articulada, trazendo novas linguagens e colaborações importantes para as ações políticas através das redes, também existe a violação dos direitos digitais que exclui essa população mais vulnerabilizada quanto ao uso e apropriação das tecnologias da informação e da comunicação.
A pandemia da Covid 19, por exemplo, com as necessidades de isolamento social, acelerou esse processo de exclusão digital e escancarou as desigualdades sociais no ambiente virtual. Comunicar, trabalhar, estudar e exercer a cidadania na virtualidade ocorreram em diferentes níveis de acesso a banda larga, aos conteúdos interativos das redes, equipamentos e tecnologias.
Diante desse contexto, a CESE definiu estimular iniciativas de organizações e grupos populares protagonizados pela juventude e que tenham relação com os direitos digitais, uma vez que a exclusão digital contribui para ampliar vulnerabilidades, promoção de fake news, ataques e ameaças virtuais, riscos e violações dos direitos dessa população e das comunidades onde esse segmento está inserido.
Com o apoio de Pão para o Mundo/ Brot für Die Welt, a CESE convida a juventude que está articulada em múltiplas formas e nos diversos territórios, seja ele nos campos, nas águas, nas florestas ou nas cidades, para participar do Edital de apoio a projetos: Juventudes e Direitos Digitais.
A iniciativa tem a finalidade de fortalecer o protagonismo da juventude e suas organizações nos processos de participação social e política, tendo como foco os diretos digitais.
As organizações interessadas devem encaminhar as propostas até o dia 17 de junho de 2022 exclusivamente para o e-mail editais@cese.org.br.
O apoio financeiro será em duas categorias: até 20 mil e até 15 mil.
Os projetos deverão ser executados no ano de 2022 e com duração máxima de até 03 (três) meses.
O resultado final da seleção será divulgado no dia 22 de julho de 2022.
Clique aqui para acessar Edital de apoio a projetos: Juventudes e Direitos Digitais;
Clique aqui para acessar o roteiro de elaboração de projeto;
Clique aqui para acessar as orientações para elaboração de projeto.
Dúvidas e/ou outras questões relacionadas a esse edital podem ser enviadas para o endereço: marcella@cese.org.br.
#partiu enviar projetos!
VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
Parabéns à CESE pela resistência, pela forte ancestralidade, pelo fortalecimento e proteção aos povos quilombolas. Onde a política pública não chega, a CESE chega para amenizar os impactos e viabilizar a permanência das pessoas, das comunidades. Que isso seja cada vez mais potente, mais presente e que a gente encontre, junto à CESE, cada vez mais motivos para resistir e esperançar.
A relação de cooperação entre a CESE e Movimento Pesqueiro é de longa data. O apoio político e financeiro torna possível chegarmos em várias comunidades pesqueiras no Brasil para que a gente se articule, faça formação política e nos organize enquanto movimento popular. Temos uma parceria de diálogos construtivos, compreensível, e queremos cada vez mais que a CESE caminhe junto conosco.
A gente tem uma associação do meu povo, Karipuna, na Terra Indígena Uaçá. Por muito tempo a nossa organização ficou inadimplente, sem poder atuar com nosso povo. Mas, conseguimos acessar o recurso da CESE para fortalecer organização indígena e estruturar a associação e reorganizá-la. Hoje orgulhosamente e muito emocionada digo que fazemos a Assembleia do Povo Karipuna realizada por nós indígenas, gerindo nosso próprio recurso. Atualmente temos uma diretoria toda indígena, conseguimos captar recursos e acessar outros projetos. E isso tudo só foi possível por causa da parceria com a CESE.
Ao longo desses 50 anos, fomos presenteadas pela presença da CESE em nossas comunidades. Nós somos testemunhas do quanto ela tem de companheirismo e solidariedade investidos em nossos territórios. E isso tem sido fundamental para que continuemos em luta e em defesa do nosso povo.
Somos herdeiras do legado histórico de uma organização que há 50 anos dá testemunho de uma fé comprometida com o ecumenismo e a diaconia profética. Levar adiante esta missão é compromisso que assumimos com muita responsabilidade e consciência, pois vivemos em um país onde o mutirão pela justiça, pela paz e integridade da criação ainda é uma tarefa a se realizar.
A luta antirracista é o grande mote das nossas ações que tem um dos principais objetivos o enfrentamento ao racismo religioso e a violência, que tem sido crescente no estado do Maranhão. Por tanto, a parceria com a CESE nos proporciona a construção de estratégias políticas e de ações em redes, nos apoia na articulação com parcerias que de fato promovam incidência nas políticas públicas, proposições institucionais de enfrentamento a esse racismo religioso que tem gerado muita violência. A CESE nos desafia na superação do racismo institucional, como o grande vetor de inviabilização e da violência contra as religiões de matrizes africanas.
Conheço a CESE desde 1990, através da Federação de Órgãos para Assistência Social (FASE) no apoio a grupos de juventude e de mulheres. Nesse sentido, foi uma organização absolutamente importante. E hoje, na função de diretor do Programa País da Heks no Brasil, poder apoiar os projetos da CESE é uma satisfação muito grande e um investimento que tenho certeza que é um dos melhores.
A CESE foi criada no ano mais violento da Ditadura Militar, quando se institucionalizou a tortura, se intensificaram as prisões arbitrárias, os assassinatos e os desaparecimentos de presos políticos. As igrejas tiveram a coragem de se reunir e criar uma instituição que pudesse ser um testemunho vivo da fé cristã no serviço ao povo brasileiro. Fico muito feliz que a CESE chegue aos 50 anos aperfeiçoando a sua maturidade.
Comecei a aproximação com a organização pelo interesse em aprender com fundo de pequenos projetos. Sempre tivemos na CESE uma referência importante de uma instituição que estava à frente, na vanguarda, fazendo esse tipo de apoio com os grupos, desde antes de outras iniciativas existirem. E depois tive oportunidade de participar de outras ações para discutir o cenário político e também sobre as prioridades no campo socioambiental. Sempre foi uma troca muito forte.
A CESE é a marca do ecumenismo na defesa de direitos. É serviço aos movimentos populares nas lutas por justiça. Parabéns à Diretoria e equipe da CESE pela persistência e compromisso, sempre renovado nesses cinquenta anos, de preservação da memória histórica na defesa da democracia em nosso país.