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<a href="https://www.cese.org.br/articulacao-tocantinense-de-agroecologia-realiza-a-semana-agroecologica-dias-17-a-21-de-agosto/"><strong>Articulação Tocantinense de Agroecologia realiza a “Semana agroecológica” dias 17 a 21 de agosto</strong></a>
18 de agosto de 2020
Com a pandemia, diversas comunidades do campo e da cidade do estado do Tocantins estão passando por dificuldades com a falta de renda e aumento de pessoas doentes com a Covid-19
Em ato de solidariedade, as comunidades do campo, a Articulação Tocantinense de Agroecologia (ATA), em conjunto com diversas organizações e movimentos sociais do campo e da cidade, organizam a Semana agroecológica: Saberes agroecológicos tecendo vidas e resistências nos territórios no enfrentamento a pandemia, entre os dias 17 a 21 de agosto.
De segunda-feira (17) a quinta-feira (20), haverá doações de cestas básicas e kits de higiene para as famílias indígenas do povo Apinajé, acampados e ocupantes de áreas em conflito na região de Tocantinópolis, Araguaína e Palmas. Os alimentos que compõe as cestas básicas são produtos agroecológicos doados pelas famílias assentadas da reforma agrária e quebradeiras de coco babaçu.
E na sexta-feira (21), a partir das 19 hrs, haverá a Live Roda de Conversa dos Povos do Campo: Saberes agroecológicos tecendo vidas e resistências nos territórios no enfrentamento a pandemia. Contando com a participação de representantes dos povos quilombolas, indígenas, sem terra, como também, de Maria Emília Pacheco, representante do Fórum Brasileiro de Segurança e Soberania Alimentar e Nutricional (FBSSAN) e Laudovina Pereira, representante do Conselho Missionário Indigenista (CIMI). A Live será transmitida no canal Resistência Contemporânea no YouTube e pelas páginas no Facebook da CPT Araguaia-Tocantins e APA-TO.
Um dos objetivos da semana é mobilizar ações de solidariedade das organizações e movimentos sociais que compõe a ATA para com as famílias do campo que se encontram em situação de vulnerabilidade, carência de alimentos e materiais de higiene.
A iniciativa também visa dialogar com a população da cidade sobre a importância da agricultura familiar, além de dar visibilidade às experiências agroecológicas desenvolvidas nos territórios por indígenas, assentados, quilombolas, posseiros, quebradeiras de coco babaçu e atingidos por barragens.
Para enfrentar a pandemia, só com comida de verdade e agroecologia no campo e na cidade!
Mais informações:
Felipe (CPT Araguaína): 992822135
Laudovina Pereira (CIMI/Palmas): 99959405
Yuki Ishi (APA-TO/Augustinópolis): 984886189
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Imagem: divulgação
VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
A família CESE também faz parte do movimento indígena. Compartilhamos das mesmas dores e alegrias, mas principalmente de uma mesma missão. É por um causa que estamos aqui. Fico muito feliz de poder compartilhar dessa emoção de conhecer essa equipe. Que venham mais 50 anos, mais pessoas comprometidas com esse espírito de igualdade, amor e fraternidade.
A luta antirracista é o grande mote das nossas ações que tem um dos principais objetivos o enfrentamento ao racismo religioso e a violência, que tem sido crescente no estado do Maranhão. Por tanto, a parceria com a CESE nos proporciona a construção de estratégias políticas e de ações em redes, nos apoia na articulação com parcerias que de fato promovam incidência nas políticas públicas, proposições institucionais de enfrentamento a esse racismo religioso que tem gerado muita violência. A CESE nos desafia na superação do racismo institucional, como o grande vetor de inviabilização e da violência contra as religiões de matrizes africanas.
A CESE é a marca do ecumenismo na defesa de direitos. É serviço aos movimentos populares nas lutas por justiça. Parabéns à Diretoria e equipe da CESE pela persistência e compromisso, sempre renovado nesses cinquenta anos, de preservação da memória histórica na defesa da democracia em nosso país.
Ao longo desses 50 anos, fomos presenteadas pela presença da CESE em nossas comunidades. Nós somos testemunhas do quanto ela tem de companheirismo e solidariedade investidos em nossos territórios. E isso tem sido fundamental para que continuemos em luta e em defesa do nosso povo.
Celebrar os 50 anos da CESE é reconhecer uma caminhada cristã dedicada a defesa dos direitos humanos em todas as suas dimensões, comprometida com os segmentos mais vulnerabilizados da população brasileira. E valorizar cada conquista alcançada em cada luta travada na busca da justiça, do direito e da paz. Fazer parte dessa caminhada é um privilégio e motivo de grande alegria poder mais uma vez nos regozijar: “Grande coisas fez o Senhor por nós, e por isso estamos alegres!” (Salmo 126.3)
Somos herdeiras do legado histórico de uma organização que há 50 anos dá testemunho de uma fé comprometida com o ecumenismo e a diaconia profética. Levar adiante esta missão é compromisso que assumimos com muita responsabilidade e consciência, pois vivemos em um país onde o mutirão pela justiça, pela paz e integridade da criação ainda é uma tarefa a se realizar.
A CESE completa 50 anos de testemunho de fé ativa no amor, faz jus ao seu nome. Desde o início, se colocou em defesa dos direitos humanos, denunciou atos de violência e de tortura, participou da discussão de grandes temas nacionais, apoiou movimentos sociais de libertação. Parabéns pela atuação profética, em prol da unidade e da cidadania. Que Deus continue a fazer da CESE uma benção para muitos.
Comecei a aproximação com a organização pelo interesse em aprender com fundo de pequenos projetos. Sempre tivemos na CESE uma referência importante de uma instituição que estava à frente, na vanguarda, fazendo esse tipo de apoio com os grupos, desde antes de outras iniciativas existirem. E depois tive oportunidade de participar de outras ações para discutir o cenário político e também sobre as prioridades no campo socioambiental. Sempre foi uma troca muito forte.
A gente tem uma associação do meu povo, Karipuna, na Terra Indígena Uaçá. Por muito tempo a nossa organização ficou inadimplente, sem poder atuar com nosso povo. Mas, conseguimos acessar o recurso da CESE para fortalecer organização indígena e estruturar a associação e reorganizá-la. Hoje orgulhosamente e muito emocionada digo que fazemos a Assembleia do Povo Karipuna realizada por nós indígenas, gerindo nosso próprio recurso. Atualmente temos uma diretoria toda indígena, conseguimos captar recursos e acessar outros projetos. E isso tudo só foi possível por causa da parceria com a CESE.
Parabéns à CESE pela resistência, pela forte ancestralidade, pelo fortalecimento e proteção aos povos quilombolas. Onde a política pública não chega, a CESE chega para amenizar os impactos e viabilizar a permanência das pessoas, das comunidades. Que isso seja cada vez mais potente, mais presente e que a gente encontre, junto à CESE, cada vez mais motivos para resistir e esperançar.