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A agenda das resistências e as alternativas para o Brasil: Um olhar desde a sociedade civil
27 de julho de 2017Seminário nacional organizado pela Abong em conjunto com associadas, Iser Assessoria e Articulação para o Monitoramento dos Direitos Humanos no Brasil pretende ser um momento de reflexão, debate e discussão coletiva frente às crises política, econômica e social atuais.
Está previsto para acontecer entre os dias 16 e 18 de agosto, em São Paulo (SP), o seminário nacional “A agenda das resistências e as alternativas para o Brasil: Um olhar desde a sociedade civil”. O evento está sendo preparado pela Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong) junto às suas associadas Centro de Assessoria Multiprofissional (Camp), Coordenadoria Ecumênica de Serviço (Cese), Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea); pelo Iser Assessoria; e pela Articulação para o Monitoramento dos Direitos Humanos no Brasil.
“Será uma oportunidade para reunir movimentos e diversidade. Esta atividade está articulada com todos os processos que as frentes [Frente Brasil Popular, Frente Povo Sem Medo e Frente pelas Diretas Já] vêm fazendo. Pretendemos fazer a reconstrução de uma estratégia de enfrentamento”, afirma Mauri Cruz, diretor executivo da Abong.
Parte da programação inclui mesas para debater as crises, as resistências e as alternativas, além dos debates em plenário. No dia 17, será realizada aula pública sobre as alternativas de desenvolvimento para o Brasil. Ainda não há local e nomes confirmados.
“O modelo de desenvolvimento dominante que temos atualmente nos levará ao desastre. Acabarão as condições para vivermos na Terra. Não podemos continuar nesta direção. Por isso, é importante discutir um tipo de desenvolvimento alternativo que não cause a destruição da natureza”, alerta Ivo Lesbaupin, secretário-executivo do Iser Assessoria.
A atividade será realizada no âmbito dos projetos Sociedade Civil Construindo a Resistência Democrática e Novos Paradigmas de Desenvolvimento: pensar, propor, difundir, que contam com apoio da União Europeia e Misereor, respectivamente. “É uma parceria política. A ideia é que, a partir deste debate da crise, possamos conseguir e sair com alternativas”, completa Mauri.
VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
Conheço a CESE desde 1990, através da Federação de Órgãos para Assistência Social (FASE) no apoio a grupos de juventude e de mulheres. Nesse sentido, foi uma organização absolutamente importante. E hoje, na função de diretor do Programa País da Heks no Brasil, poder apoiar os projetos da CESE é uma satisfação muito grande e um investimento que tenho certeza que é um dos melhores.
Somos herdeiras do legado histórico de uma organização que há 50 anos dá testemunho de uma fé comprometida com o ecumenismo e a diaconia profética. Levar adiante esta missão é compromisso que assumimos com muita responsabilidade e consciência, pois vivemos em um país onde o mutirão pela justiça, pela paz e integridade da criação ainda é uma tarefa a se realizar.
Eu acho extraordinário o trabalho da CESE, porque ela inaugurou outro tipo de ecumenismo. Não é algo que as igrejas discutem entre si, falam sobre suas doutrinas e chegam a uma convergência. A CESE faz um ecumenismo de serviço que é ecumenismo de missão, para servir aos pobres, servir seus direitos.
Quero muito agradecer pela parceria, pelo seu histórico de luta com os povos indígenas. Durante todo o tempo que fui coordenadora executiva da APIB e representante da COIAB e da Amazônia brasileira, nós tivemos o apoio da CESE para realizar nossas manifestações, nosso Acampamento Terra Livre, para as assembleias locais e regionais. Tudo isso foi muito importante para fortalecer o nosso protagonismo e movimento indígena do Brasil. Deixo meus parabéns pelos 50 anos e seguimos em luta.
A família CESE também faz parte do movimento indígena. Compartilhamos das mesmas dores e alegrias, mas principalmente de uma mesma missão. É por um causa que estamos aqui. Fico muito feliz de poder compartilhar dessa emoção de conhecer essa equipe. Que venham mais 50 anos, mais pessoas comprometidas com esse espírito de igualdade, amor e fraternidade.
Viva os 50 anos da CESE. Viva o ecumenismo que a organização traz para frente e esse diálogo intereclesial. É um momento muito especial porque a CESE defende direitos e traz o sujeito para maior visibilidade.
Comecei a aproximação com a organização pelo interesse em aprender com fundo de pequenos projetos. Sempre tivemos na CESE uma referência importante de uma instituição que estava à frente, na vanguarda, fazendo esse tipo de apoio com os grupos, desde antes de outras iniciativas existirem. E depois tive oportunidade de participar de outras ações para discutir o cenário político e também sobre as prioridades no campo socioambiental. Sempre foi uma troca muito forte.
Eu preciso de recursos para fazer a luta. Somos descendentes de grupos muito criativos, africanos e indígenas. Somos na maioria compostos por mulheres. E a formação em Mobilização de Recursos promovida pela CESE acaba nos dando autonomia, se assim compartilharmos dentro do nosso território.
Parabéns à CESE pela resistência, pela forte ancestralidade, pelo fortalecimento e proteção aos povos quilombolas. Onde a política pública não chega, a CESE chega para amenizar os impactos e viabilizar a permanência das pessoas, das comunidades. Que isso seja cada vez mais potente, mais presente e que a gente encontre, junto à CESE, cada vez mais motivos para resistir e esperançar.
A CESE completa 50 anos de testemunho de fé ativa no amor, faz jus ao seu nome. Desde o início, se colocou em defesa dos direitos humanos, denunciou atos de violência e de tortura, participou da discussão de grandes temas nacionais, apoiou movimentos sociais de libertação. Parabéns pela atuação profética, em prol da unidade e da cidadania. Que Deus continue a fazer da CESE uma benção para muitos.