8 de março: Mulheres em defesa da Vida!
06 de março de 2021

Nesse 8 de março, as ruas, os becos, as estradas de chão e de asfalto não vão sentir o impacto dos passos firmes das mulheres negras, camponesas, pescadoras, indígenas, trabalhadoras domésticas, moradoras das periferias das cidades e tantas outras que se mobilizam a cada ano para denunciar as injustiças e demonstrar a força política das mulheres.
O rebuliço do comércio não vai parar diante das batucadas, das músicas de luta, das palavras de (des)ordem e do clamor das mulheres por uma vida livre de violências e injustiças. A pandemia de Covid19, potencializada pelas históricas desigualdades de classe, raça e gênero e pelo projeto de morte do governo federal, já matou mais de 250 mil pessoas no Brasil e não permitirá a presença das mulheres nas ruas.
Porém, muito se engana quem acha que as mulheres estão inertes diante dos ataques diários aos seus direitos. Em todas as comunidades rurais e urbanas, em cada quilombo, cada aldeia, cada ocupação e cada quebrada, as mulheres estão mobilizadas para garantir o sustento coletivo e a dignidade para todas e todos. Em cada articulação em defesa da saúde, da renda básica e da vacinação, há um trabalho intenso de mulheres.
Em cada gesto de indignação e em cada proposta de política para enfrentar a violência doméstica e o feminicídio, o fundamentalismo religioso, o racismo e a violência policial, a LGBTfobia, o genocídio dos povos indígenas e da população negra e a violência política, as mulheres estão ali, organizadas em coletivos, redes, sindicatos, movimentos. Apesar do vazio nas ruas, se apurarmos nossos sentidos, podemos notar nos nossos corações, a vibração dessas milhões de mulheres em luta pela vida.
É bem verdade o que diz o Fórum de Mulheres de Pernambuco, nos lambes que espalham pela cidade: “com ou sem pandemia, as mulheres são linha de frente!”. E é por reconhecer isso que a CESE reafirma seu compromisso com a defesa de direitos e se soma às lutas das mulheres, trabalhando mais do que nunca para estar presente em cada canto desse país, juntando forças, aliviando dores e alimentando o sonho de “dias mulheres” que, sim, virão.
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VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
A relação de cooperação entre a CESE e Movimento Pesqueiro é de longa data. O apoio político e financeiro torna possível chegarmos em várias comunidades pesqueiras no Brasil para que a gente se articule, faça formação política e nos organize enquanto movimento popular. Temos uma parceria de diálogos construtivos, compreensível, e queremos cada vez mais que a CESE caminhe junto conosco.
A relação de cooperação entre a CESE e Movimento Pesqueiro é de longa data. O apoio político e financeiro torna possível chegarmos em várias comunidades pesqueiras no Brasil para que a gente se articule, faça formação política e nos organize enquanto movimento popular. Temos uma parceria de diálogos construtivos, compreensível, e queremos cada vez mais que a CESE caminhe junto conosco.
Quero muito agradecer pela parceria, pelo seu histórico de luta com os povos indígenas. Durante todo o tempo que fui coordenadora executiva da APIB e representante da COIAB e da Amazônia brasileira, nós tivemos o apoio da CESE para realizar nossas manifestações, nosso Acampamento Terra Livre, para as assembleias locais e regionais. Tudo isso foi muito importante para fortalecer o nosso protagonismo e movimento indígena do Brasil. Deixo meus parabéns pelos 50 anos e seguimos em luta.
A CESE não está com a gente só subsidiando, mas estimulando e fortalecendo. São cinquenta anos possibilitando que as ditas minorias gritem; intervindo realmente para que a gente transforme esse país em um lugar mais igualitário e fraterno, em que a gente possa viver como nos quilombos: comunidades circulares, que cabe todo mundo, respirando liberdade e esperança. Parabéns, CESE. Axé e luz para nós!
Nós, do SOS Corpo, mantemos com a CESE uma parceria de longa data. Temos objetivos muito próximos, queremos fortalecer os movimentos sociais porque acreditamos que eles são sujeitos políticos de transformação. Seguiremos juntas. Um grande salve aos 50 anos. Longa vida à CESE
Parabéns à CESE pela resistência, pela forte ancestralidade, pelo fortalecimento e proteção aos povos quilombolas. Onde a política pública não chega, a CESE chega para amenizar os impactos e viabilizar a permanência das pessoas, das comunidades. Que isso seja cada vez mais potente, mais presente e que a gente encontre, junto à CESE, cada vez mais motivos para resistir e esperançar.
Há muito a celebrar e agradecer! Nestes anos todos, a CESE tem sido uma parceira importantíssima dos movimentos e organizações populares e pastorais sociais. Em muitos casos, o seu apoio foi e é decisivo para a luta, para a vitória da vida. Faz as exigências necessárias para os projetos, mas não as burocratiza nem as excede. O espírito solidário e acolhedor de seus agentes e funcionários faz a diferença. O testemunho de verdadeiro ecumenismo é uma das suas marcas mais relevantes! Parabéns a todos e todas que fazem a CESE! Vida longa!
Viva os 50 anos da CESE. Viva o ecumenismo que a organização traz para frente e esse diálogo intereclesial. É um momento muito especial porque a CESE defende direitos e traz o sujeito para maior visibilidade.
A CESE foi criada no ano mais violento da Ditadura Militar, quando se institucionalizou a tortura, se intensificaram as prisões arbitrárias, os assassinatos e os desaparecimentos de presos políticos. As igrejas tiveram a coragem de se reunir e criar uma instituição que pudesse ser um testemunho vivo da fé cristã no serviço ao povo brasileiro. Fico muito feliz que a CESE chegue aos 50 anos aperfeiçoando a sua maturidade.
Ao longo desses 50 anos, fomos presenteadas pela presença da CESE em nossas comunidades. Nós somos testemunhas do quanto ela tem de companheirismo e solidariedade investidos em nossos territórios. E isso tem sido fundamental para que continuemos em luta e em defesa do nosso povo.








