8 de Março: Greve Internacional de Mulheres – 2018
09 de março de 2018



Em diálogo com o Fórum Social Mundial (13 a 17/03), o 8 de março da Bahia trouxe o tema: “Mulheres – Resistir e Transformar: pela vida das mulheres e por democracia”. O objetivo da marcha foi reunir mulheres de movimentos sociais e organizações populares do campo e da cidade, para somar forças frente à conjuntura atual mundial permeada pelo genocídio, racismo, machismo, fundamentalismo, xenofobias, ódio religioso e outras intolerâncias. Haverá na programação do Fórum, inclusive, uma atividade específica sobre esse tema, nomeada como a Assembleia Mundial das Mulheres, que terá agenda prevista para o dia 16.



Poesias, cantos, depoimentos partilhados, exibição de faixas e cartazes contra os retrocessos democráticos e as mais variadas formas de opressões, deram início a manifestação. A concentração ocorreu no centro da cidade de Salvador, na Praça da Piedade, e seguiu para o Campo da Pólvora em direação Dique do Tororó.
Sindicatos, entidades e movimentos populares e estudantis participaram do ato público, bem como organização de mulheres, entre elas, Rede de Mulheres Negras, Instituto Odara, Movimento da Mulher Trabalhadora Rural do Nordeste, Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro, entre outros.
Considerando a exigência por mobilizações que o contexto coloca, as mulheres que compõe a CESE aderiram à chamada da Greve Internacional de Mulheres, que desde 2017, conclama para unidade de diferentes setores da luta feminista e pelo fim da violência contra mulher.
Para Sônia Mota, diretora executiva da CESE, a participação da organização nesses espaços reforça o compromisso da CESE para a garantia dos direitos humanos para as mulheres: “É muito importante reafirmarmos o 8 de março como dia de luta. Marchamos para repudiar todas as formas de violação de direitos.”
VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
Minha história com a CESE poderia ser traduzida em uma palavra: COMUNHÃO! A CESE é uma Família. Repito: uma Família! Nos dois mandatos que estive como presidente da CESE pude experimentar a vivência fraterna e gostosa de uma equipe tão diversificada em saberes, experiências de fé, histórias de vida, e tão unida pela harmonia criada pelo Espírito de Deus e pelo único desejo de SERVIR aos mais pobres e vulneráveis na conquista e defesa dos seus direitos fundamentais. Louvado seja Deus pelos 50 anos de COMUNHÃO e SERVIÇO da CESE! Gratidão por tudo e para sempre!
A gente tem uma associação do meu povo, Karipuna, na Terra Indígena Uaçá. Por muito tempo a nossa organização ficou inadimplente, sem poder atuar com nosso povo. Mas, conseguimos acessar o recurso da CESE para fortalecer organização indígena e estruturar a associação e reorganizá-la. Hoje orgulhosamente e muito emocionada digo que fazemos a Assembleia do Povo Karipuna realizada por nós indígenas, gerindo nosso próprio recurso. Atualmente temos uma diretoria toda indígena, conseguimos captar recursos e acessar outros projetos. E isso tudo só foi possível por causa da parceria com a CESE.
A luta antirracista é o grande mote das nossas ações que tem um dos principais objetivos o enfrentamento ao racismo religioso e a violência, que tem sido crescente no estado do Maranhão. Por tanto, a parceria com a CESE nos proporciona a construção de estratégias políticas e de ações em redes, nos apoia na articulação com parcerias que de fato promovam incidência nas políticas públicas, proposições institucionais de enfrentamento a esse racismo religioso que tem gerado muita violência. A CESE nos desafia na superação do racismo institucional, como o grande vetor de inviabilização e da violência contra as religiões de matrizes africanas.
A CESE foi criada no ano mais violento da Ditadura Militar, quando se institucionalizou a tortura, se intensificaram as prisões arbitrárias, os assassinatos e os desaparecimentos de presos políticos. As igrejas tiveram a coragem de se reunir e criar uma instituição que pudesse ser um testemunho vivo da fé cristã no serviço ao povo brasileiro. Fico muito feliz que a CESE chegue aos 50 anos aperfeiçoando a sua maturidade.
Comecei a aproximação com a organização pelo interesse em aprender com fundo de pequenos projetos. Sempre tivemos na CESE uma referência importante de uma instituição que estava à frente, na vanguarda, fazendo esse tipo de apoio com os grupos, desde antes de outras iniciativas existirem. E depois tive oportunidade de participar de outras ações para discutir o cenário político e também sobre as prioridades no campo socioambiental. Sempre foi uma troca muito forte.
Somos herdeiras do legado histórico de uma organização que há 50 anos dá testemunho de uma fé comprometida com o ecumenismo e a diaconia profética. Levar adiante esta missão é compromisso que assumimos com muita responsabilidade e consciência, pois vivemos em um país onde o mutirão pela justiça, pela paz e integridade da criação ainda é uma tarefa a se realizar.
A família CESE também faz parte do movimento indígena. Compartilhamos das mesmas dores e alegrias, mas principalmente de uma mesma missão. É por um causa que estamos aqui. Fico muito feliz de poder compartilhar dessa emoção de conhecer essa equipe. Que venham mais 50 anos, mais pessoas comprometidas com esse espírito de igualdade, amor e fraternidade.
A CESE não está com a gente só subsidiando, mas estimulando e fortalecendo. São cinquenta anos possibilitando que as ditas minorias gritem; intervindo realmente para que a gente transforme esse país em um lugar mais igualitário e fraterno, em que a gente possa viver como nos quilombos: comunidades circulares, que cabe todo mundo, respirando liberdade e esperança. Parabéns, CESE. Axé e luz para nós!
Viva os 50 anos da CESE. Viva o ecumenismo que a organização traz para frente e esse diálogo intereclesial. É um momento muito especial porque a CESE defende direitos e traz o sujeito para maior visibilidade.
A CESE é a marca do ecumenismo na defesa de direitos. É serviço aos movimentos populares nas lutas por justiça. Parabéns à Diretoria e equipe da CESE pela persistência e compromisso, sempre renovado nesses cinquenta anos, de preservação da memória histórica na defesa da democracia em nosso país.