30 anos de história, de luta, resistência e vitórias
11 de setembro de 2017
Queridos amigos do MST
Como sabem, acompanhamos com vivo interesse e admiração
a trajetória das lutas sociais das populações tradicionais camponesas,
do MST e da Via Campesina em especial
Somos testemunhas e aprendizes deste caminho
Com vocês choramos o recrudescimento da violência
pelo latifúndio e o agronegócio
Num país cada vez mais sem lei, sem o mínimo respeito
à dignidade humana, nem à natureza
Trabalhadoras e trabalhadores são humilhados,
esmagados como mero fator de produção
E logo adiante, se refazem, suspendem lonas, fazem roças, plantam escolas
Sempre nos perguntamos de onde vocês tiram tanta coragem e persistência
Em parte já aprendemos com vocês,
com os quilombolas, indígenas e tantos outros
(“eles” jamais entenderão)
Que esta resistência nasce do enfrentamento diário,
da sabedoria dos mais velhos e da ousadia dos mais jovens.
Do jeito como as mulheres pensam e organizam suas vidas.
E de um misto de ideologia e valores religiosos
que dão ânimo e insondáveis fontes de energia!
Saudamos os 30 anos de história do MST na Bahia,
aqui onde tudo começou, no 4045.
Como diria nosso amigo comum Leonardo Boff, a conquista das glebas, do
alimento, da fartura e da festa dos acampados e assentados, são pedaços de
Reforma Agrária, projetos de um novo Brasil, são ‘aperitivos’ do Reino.
Um grande abraço da Equipe da CESE
no 7 de Setembro do Grito dos Excluídos
Marcha do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra em 1998 / Arquivo
VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
Minha história com a CESE poderia ser traduzida em uma palavra: COMUNHÃO! A CESE é uma Família. Repito: uma Família! Nos dois mandatos que estive como presidente da CESE pude experimentar a vivência fraterna e gostosa de uma equipe tão diversificada em saberes, experiências de fé, histórias de vida, e tão unida pela harmonia criada pelo Espírito de Deus e pelo único desejo de SERVIR aos mais pobres e vulneráveis na conquista e defesa dos seus direitos fundamentais. Louvado seja Deus pelos 50 anos de COMUNHÃO e SERVIÇO da CESE! Gratidão por tudo e para sempre!
Nós, do SOS Corpo, mantemos com a CESE uma parceria de longa data. Temos objetivos muito próximos, queremos fortalecer os movimentos sociais porque acreditamos que eles são sujeitos políticos de transformação. Seguiremos juntas. Um grande salve aos 50 anos. Longa vida à CESE
Viva os 50 anos da CESE. Viva o ecumenismo que a organização traz para frente e esse diálogo intereclesial. É um momento muito especial porque a CESE defende direitos e traz o sujeito para maior visibilidade.
Somos herdeiras do legado histórico de uma organização que há 50 anos dá testemunho de uma fé comprometida com o ecumenismo e a diaconia profética. Levar adiante esta missão é compromisso que assumimos com muita responsabilidade e consciência, pois vivemos em um país onde o mutirão pela justiça, pela paz e integridade da criação ainda é uma tarefa a se realizar.
Ao longo desses 50 anos, fomos presenteadas pela presença da CESE em nossas comunidades. Nós somos testemunhas do quanto ela tem de companheirismo e solidariedade investidos em nossos territórios. E isso tem sido fundamental para que continuemos em luta e em defesa do nosso povo.
A CESE é a marca do ecumenismo na defesa de direitos. É serviço aos movimentos populares nas lutas por justiça. Parabéns à Diretoria e equipe da CESE pela persistência e compromisso, sempre renovado nesses cinquenta anos, de preservação da memória histórica na defesa da democracia em nosso país.
A CESE não está com a gente só subsidiando, mas estimulando e fortalecendo. São cinquenta anos possibilitando que as ditas minorias gritem; intervindo realmente para que a gente transforme esse país em um lugar mais igualitário e fraterno, em que a gente possa viver como nos quilombos: comunidades circulares, que cabe todo mundo, respirando liberdade e esperança. Parabéns, CESE. Axé e luz para nós!
A gente tem uma associação do meu povo, Karipuna, na Terra Indígena Uaçá. Por muito tempo a nossa organização ficou inadimplente, sem poder atuar com nosso povo. Mas, conseguimos acessar o recurso da CESE para fortalecer organização indígena e estruturar a associação e reorganizá-la. Hoje orgulhosamente e muito emocionada digo que fazemos a Assembleia do Povo Karipuna realizada por nós indígenas, gerindo nosso próprio recurso. Atualmente temos uma diretoria toda indígena, conseguimos captar recursos e acessar outros projetos. E isso tudo só foi possível por causa da parceria com a CESE.
A relação de cooperação entre a CESE e Movimento Pesqueiro é de longa data. O apoio político e financeiro torna possível chegarmos em várias comunidades pesqueiras no Brasil para que a gente se articule, faça formação política e nos organize enquanto movimento popular. Temos uma parceria de diálogos construtivos, compreensível, e queremos cada vez mais que a CESE caminhe junto conosco.
Parabéns à CESE pela resistência, pela forte ancestralidade, pelo fortalecimento e proteção aos povos quilombolas. Onde a política pública não chega, a CESE chega para amenizar os impactos e viabilizar a permanência das pessoas, das comunidades. Que isso seja cada vez mais potente, mais presente e que a gente encontre, junto à CESE, cada vez mais motivos para resistir e esperançar.