17ª Edição da Campanha Primavera para a Vida discute danos da mineração
17 de agosto de 2017Com a chegada da Primavera, a CESE renova o seu compromisso ecumênico como serviço das igrejas de apoio à luta por direitos no Brasil. No próximo dia 16 de setembro, será lançada sua campanha anual Primavera para a Vida, que esse ano traz a discussão o modelo mineral no Brasil, e como ele produz injustiças sociais e ambientais.
A expansão ilimitada da extração e consumo de minérios, além de ultrapassar os limites do meio ambiente, afeta diretamente o modo de vida das populações tradicionais, viola seus direitos, e gera conflitos territoriais. A partir disso, a CESE propõe debater o tema com a sociedade e pensar quais são as alternativas contrárias à lógica perversa do capital, para beneficiar as populações locais e diminuir as desigualdades.
Igrejas locais e nacionais, entidades parceiras em âmbito nacional, pessoas da rede de amigos e representantes de projetos apoiados participarão do lançamento, que acontece no dia 16 de setembro no estacionamento do MAB – Museu de Arte da Bahia (Av. Sete de Setembro, 2340 – Vitória, Salvador).
O dia começará às 11h com uma mística de abertura. Ao meio dia, a tradicional feijoada da primavera será servida (no valor de R$ 25), ao som de música ao vivo. O evento contará com sorteio de brindes, venda de bebidas, sobremesas e petiscos.
Toda renda obtida com a atividade será revertida para apoiar projetos recebidos pela CESE. Os convites para a Campanha estão disponíveis na CESE (Rua da Graça, 150). Mais informações podem ser esclarecidas em: (71) 2104-5457.
Histórico da Campanha
Realizada desde o ano 2000, a Campanha Primavera para a Vida tem o objetivo de mobilizar recursos para as atividades da CESE em todo o país (fortalecendo os grupos populares nas suas lutas por direitos, por meio do apoio a projetos) e estreitar e ampliar a articulação com as bases das Igrejas.
A CESE foi fundada por igrejas com apoio da cooperação ecumênica internacional que assumiu o compromisso com os direitos humanos e o fortalecimento dos movimentos sociais. Nos últimos anos, os recursos dessa cooperação vêm diminuindo, o que afeta a realização das propostas da CESE, principalmente a manutenção do apoio a pequenos projetos.
Para Sônia Mota, diretora executiva da CESE, a campanha é uma oportunidade para sensibilizar o público das igrejas e também angariar fundos para a entidade: “Enquanto igrejas, somos chamados a mobilizar recursos para assegurar a continuidade desse trabalho e a Primavera é uma ocasião propícia para semear solidariedade.”
SERVIÇO
O QUE: Campanha Primavera para a Vida
QUANDO: 16/09/2017, a partir das 11h
ONDE: MAB – MUSEU DE ARTE DA BAHIA – Av. Sete de Setembro, 2340 – Vitória, Salvador
VALOR: R$ 25 (feijoada) – Convite disponível na sede da CESE – RUA DA GRAÇA 150 – GRAÇA – (71) 2104.5457
VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
Há vários anos a CESE vem apoiando iniciativas nas comunidades quilombolas do Pará. A organização trouxe o empoderamento por meio da capacitação e formação para juventude quilombola; tem fortalecido também o empreendedorismo e agricultura familiar. Com o apoio da CESE e os cursos oferecidos na área de incidência política conseguimos realizar atividades que visibilizem o protagonismo das mulheres quilombolas. Tudo isso é muito importante para a garantia e a nossa permanência no território.
Parabéns à CESE pela resistência, pela forte ancestralidade, pelo fortalecimento e proteção aos povos quilombolas. Onde a política pública não chega, a CESE chega para amenizar os impactos e viabilizar a permanência das pessoas, das comunidades. Que isso seja cada vez mais potente, mais presente e que a gente encontre, junto à CESE, cada vez mais motivos para resistir e esperançar.
Quero muito agradecer pela parceria, pelo seu histórico de luta com os povos indígenas. Durante todo o tempo que fui coordenadora executiva da APIB e representante da COIAB e da Amazônia brasileira, nós tivemos o apoio da CESE para realizar nossas manifestações, nosso Acampamento Terra Livre, para as assembleias locais e regionais. Tudo isso foi muito importante para fortalecer o nosso protagonismo e movimento indígena do Brasil. Deixo meus parabéns pelos 50 anos e seguimos em luta.
Minha história com a CESE poderia ser traduzida em uma palavra: COMUNHÃO! A CESE é uma Família. Repito: uma Família! Nos dois mandatos que estive como presidente da CESE pude experimentar a vivência fraterna e gostosa de uma equipe tão diversificada em saberes, experiências de fé, histórias de vida, e tão unida pela harmonia criada pelo Espírito de Deus e pelo único desejo de SERVIR aos mais pobres e vulneráveis na conquista e defesa dos seus direitos fundamentais. Louvado seja Deus pelos 50 anos de COMUNHÃO e SERVIÇO da CESE! Gratidão por tudo e para sempre!
A relação de cooperação entre a CESE e Movimento Pesqueiro é de longa data. O apoio político e financeiro torna possível chegarmos em várias comunidades pesqueiras no Brasil para que a gente se articule, faça formação política e nos organize enquanto movimento popular. Temos uma parceria de diálogos construtivos, compreensível, e queremos cada vez mais que a CESE caminhe junto conosco.
Eu preciso de recursos para fazer a luta. Somos descendentes de grupos muito criativos, africanos e indígenas. Somos na maioria compostos por mulheres. E a formação em Mobilização de Recursos promovida pela CESE acaba nos dando autonomia, se assim compartilharmos dentro do nosso território.
Há muito a celebrar e agradecer! Nestes anos todos, a CESE tem sido uma parceira importantíssima dos movimentos e organizações populares e pastorais sociais. Em muitos casos, o seu apoio foi e é decisivo para a luta, para a vitória da vida. Faz as exigências necessárias para os projetos, mas não as burocratiza nem as excede. O espírito solidário e acolhedor de seus agentes e funcionários faz a diferença. O testemunho de verdadeiro ecumenismo é uma das suas marcas mais relevantes! Parabéns a todos e todas que fazem a CESE! Vida longa!
Somos herdeiras do legado histórico de uma organização que há 50 anos dá testemunho de uma fé comprometida com o ecumenismo e a diaconia profética. Levar adiante esta missão é compromisso que assumimos com muita responsabilidade e consciência, pois vivemos em um país onde o mutirão pela justiça, pela paz e integridade da criação ainda é uma tarefa a se realizar.
A luta antirracista é o grande mote das nossas ações que tem um dos principais objetivos o enfrentamento ao racismo religioso e a violência, que tem sido crescente no estado do Maranhão. Por tanto, a parceria com a CESE nos proporciona a construção de estratégias políticas e de ações em redes, nos apoia na articulação com parcerias que de fato promovam incidência nas políticas públicas, proposições institucionais de enfrentamento a esse racismo religioso que tem gerado muita violência. A CESE nos desafia na superação do racismo institucional, como o grande vetor de inviabilização e da violência contra as religiões de matrizes africanas.
Viva os 50 anos da CESE. Viva o ecumenismo que a organização traz para frente e esse diálogo intereclesial. É um momento muito especial porque a CESE defende direitos e traz o sujeito para maior visibilidade.