Um vírus chegou e nos desafiou: Comunicado da CESE sobre a prevenção do COVID -19
18 de março de 2020
Um vírus chegou e nos desafiou…
A concordar que o SUS é importante e que não se reduz nem se congela recursos para saúde;
A proceder de maneira a não disseminá-lo ainda mais;
A cuidarmos uns dos outros/ umas das outras;
A perceber que não existe força bélica, poder ou riqueza que feche as fronteiras;
A retomar regras básicas de higiene e a termos a criatividade e mudar a nossa forma de trabalhar e de nos comportar.
Um vírus chegou e nos fez lembrar que na verdade vivemos em uma Casa Comum, onde o cuidado com o outro/a e a outra é o cuidado consigo mesmo/a, por isso a CESE suspendeu, formações, reuniões, representações externas e está trabalhando em regime de home office para atividades mais institucionais e continuar analisando e apoiando projetos. Sim, estaremos trabalhando e continuaremos a apoiar os grupos e movimentos pois sabemos que as demandas continuarão a chegar ainda que em um ritmo mais lento. Nossos canais de comunicação (email, site e redes sociais) serão acessados e atualizados pela equipe. Estas definições foram tomadas para vigorar até final de abril, mas a coordenação da CESE estará atenta para novas orientações de acordo com as definições das autoridades da saúde.
Só para lembrar: a prevenção do Covid-19 deve ser um esforço conjunto de todas as pessoas, portanto, fique em casa o máximo possível, evite aglomerações e espaços públicos.
Com um comportamento colaborativo, responsável e solidário,
em breve voltaremos a circular livremente em nossa Casa Comum!
CESE – Coordenadoria Ecumênica de Serviço
18 de março de 2020

VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
Parabéns à CESE pela resistência, pela forte ancestralidade, pelo fortalecimento e proteção aos povos quilombolas. Onde a política pública não chega, a CESE chega para amenizar os impactos e viabilizar a permanência das pessoas, das comunidades. Que isso seja cada vez mais potente, mais presente e que a gente encontre, junto à CESE, cada vez mais motivos para resistir e esperançar.
Eu preciso de recursos para fazer a luta. Somos descendentes de grupos muito criativos, africanos e indígenas. Somos na maioria compostos por mulheres. E a formação em Mobilização de Recursos promovida pela CESE acaba nos dando autonomia, se assim compartilharmos dentro do nosso território.
A CESE completa 50 anos de testemunho de fé ativa no amor, faz jus ao seu nome. Desde o início, se colocou em defesa dos direitos humanos, denunciou atos de violência e de tortura, participou da discussão de grandes temas nacionais, apoiou movimentos sociais de libertação. Parabéns pela atuação profética, em prol da unidade e da cidadania. Que Deus continue a fazer da CESE uma benção para muitos.
Somos herdeiras do legado histórico de uma organização que há 50 anos dá testemunho de uma fé comprometida com o ecumenismo e a diaconia profética. Levar adiante esta missão é compromisso que assumimos com muita responsabilidade e consciência, pois vivemos em um país onde o mutirão pela justiça, pela paz e integridade da criação ainda é uma tarefa a se realizar.
A relação de cooperação entre a CESE e Movimento Pesqueiro é de longa data. O apoio político e financeiro torna possível chegarmos em várias comunidades pesqueiras no Brasil para que a gente se articule, faça formação política e nos organize enquanto movimento popular. Temos uma parceria de diálogos construtivos, compreensível, e queremos cada vez mais que a CESE caminhe junto conosco.
A CESE não está com a gente só subsidiando, mas estimulando e fortalecendo. São cinquenta anos possibilitando que as ditas minorias gritem; intervindo realmente para que a gente transforme esse país em um lugar mais igualitário e fraterno, em que a gente possa viver como nos quilombos: comunidades circulares, que cabe todo mundo, respirando liberdade e esperança. Parabéns, CESE. Axé e luz para nós!
“Sou a presidente aqui da Comunidade Quilombola Menino Jesus e é um prazer, uma honra, receber o pessoal das igrejas que fazem parte da CESE. A gente sempre gosta de receber pessoas, tanto daqui de perto quanto de longe, e com vocês não foi diferente. Sempre procuramos dar o nosso melhor para acolher quem chega e para mostrar um pouco da nossa comunidade e da nossa luta. Falar do nosso quilombo é motivo de muito orgulho para nós. Temos orgulho de ser quilombolas, da nossa história e da nossa identidade”
Conheço a CESE desde 1990, através da Federação de Órgãos para Assistência Social (FASE) no apoio a grupos de juventude e de mulheres. Nesse sentido, foi uma organização absolutamente importante. E hoje, na função de diretor do Programa País da Heks no Brasil, poder apoiar os projetos da CESE é uma satisfação muito grande e um investimento que tenho certeza que é um dos melhores.
Ao longo desses 50 anos, fomos presenteadas pela presença da CESE em nossas comunidades. Nós somos testemunhas do quanto ela tem de companheirismo e solidariedade investidos em nossos territórios. E isso tem sido fundamental para que continuemos em luta e em defesa do nosso povo.
Eu acho extraordinário o trabalho da CESE, porque ela inaugurou outro tipo de ecumenismo. Não é algo que as igrejas discutem entre si, falam sobre suas doutrinas e chegam a uma convergência. A CESE faz um ecumenismo de serviço que é ecumenismo de missão, para servir aos pobres, servir seus direitos.