SEMANA DE ORAÇÃO PELA UNIDADE CRISTÃ – 2025
09 de junho de 2025
SEMANA DE ORAÇÃO PELA UNIDADE CRISTÃ – 2025
Recurso de acessibilidade: versão em áudio do texto.
Neste ano, a pergunta de Jesus a Marta “Crês nisso?” orientou todas as celebrações realizadas de 24 de maio (abertura) até 08 de junho (encerramento). Essa pergunta desafiou igrejas cristãs de todas as épocas, desde o Concílio de Niceia até os dias de hoje, a expressarem de forma coerente os aspectos centrais de sua fé. Também nós fomos desafiado/as a encontrar na diversidade de nossas expressões de fé aqueles elementos centrais que temos em comum: Jesus, o Cristo humano e divino.
CONSELHO ECUMÊNICO BAIANO DE IGREJAS CRISTÃS

Em duas semanas, foram realizadas onze celebrações em Salvador, cada uma num bairro diferente, e duas no Recôncavo Baiano, nas cidades de Muritiba e Feira de Santana (IPU e IEAB), todas lideradas pelo Conselho Baiano de Igrejas Cristãs – CEBIC. Em Salvador, contamos com a participação das Igrejas Católica (ICAR), Anglicana (IEAB), Presbiteriana Unida (IPU), Luterana (IECLB) e Batista (ABB), além das organizações ecumênicas Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE), Centro Ecumênico de Estudos Bíblicos (CEBI) e Movimento Focolares. Cada celebração teve seu próprio momento marcante: a dinâmica das diversas pétalas que formam a flor, o rito das luzes, a participação de corais, além de trocas de púlpito.


Todos os encontros foram marcados pela alegria da comunhão!
Constatamos também que, este ano, a participação foi mais expressiva do que em anos anteriores. Tudo isso nos anima a ampliar cada vez mais o alcance da SOUC.


Saiba mais da SOUC no site da CONIC
VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
Há muito a celebrar e agradecer! Nestes anos todos, a CESE tem sido uma parceira importantíssima dos movimentos e organizações populares e pastorais sociais. Em muitos casos, o seu apoio foi e é decisivo para a luta, para a vitória da vida. Faz as exigências necessárias para os projetos, mas não as burocratiza nem as excede. O espírito solidário e acolhedor de seus agentes e funcionários faz a diferença. O testemunho de verdadeiro ecumenismo é uma das suas marcas mais relevantes! Parabéns a todos e todas que fazem a CESE! Vida longa!
A CESE completa 50 anos de testemunho de fé ativa no amor, faz jus ao seu nome. Desde o início, se colocou em defesa dos direitos humanos, denunciou atos de violência e de tortura, participou da discussão de grandes temas nacionais, apoiou movimentos sociais de libertação. Parabéns pela atuação profética, em prol da unidade e da cidadania. Que Deus continue a fazer da CESE uma benção para muitos.
Minha história com a CESE poderia ser traduzida em uma palavra: COMUNHÃO! A CESE é uma Família. Repito: uma Família! Nos dois mandatos que estive como presidente da CESE pude experimentar a vivência fraterna e gostosa de uma equipe tão diversificada em saberes, experiências de fé, histórias de vida, e tão unida pela harmonia criada pelo Espírito de Deus e pelo único desejo de SERVIR aos mais pobres e vulneráveis na conquista e defesa dos seus direitos fundamentais. Louvado seja Deus pelos 50 anos de COMUNHÃO e SERVIÇO da CESE! Gratidão por tudo e para sempre!
Conheço a CESE desde 1990, através da Federação de Órgãos para Assistência Social (FASE) no apoio a grupos de juventude e de mulheres. Nesse sentido, foi uma organização absolutamente importante. E hoje, na função de diretor do Programa País da Heks no Brasil, poder apoiar os projetos da CESE é uma satisfação muito grande e um investimento que tenho certeza que é um dos melhores.
Celebrar os 50 anos da CESE é reconhecer uma caminhada cristã dedicada a defesa dos direitos humanos em todas as suas dimensões, comprometida com os segmentos mais vulnerabilizados da população brasileira. E valorizar cada conquista alcançada em cada luta travada na busca da justiça, do direito e da paz. Fazer parte dessa caminhada é um privilégio e motivo de grande alegria poder mais uma vez nos regozijar: “Grande coisas fez o Senhor por nós, e por isso estamos alegres!” (Salmo 126.3)
A família CESE também faz parte do movimento indígena. Compartilhamos das mesmas dores e alegrias, mas principalmente de uma mesma missão. É por um causa que estamos aqui. Fico muito feliz de poder compartilhar dessa emoção de conhecer essa equipe. Que venham mais 50 anos, mais pessoas comprometidas com esse espírito de igualdade, amor e fraternidade.
A CESE foi criada no ano mais violento da Ditadura Militar, quando se institucionalizou a tortura, se intensificaram as prisões arbitrárias, os assassinatos e os desaparecimentos de presos políticos. As igrejas tiveram a coragem de se reunir e criar uma instituição que pudesse ser um testemunho vivo da fé cristã no serviço ao povo brasileiro. Fico muito feliz que a CESE chegue aos 50 anos aperfeiçoando a sua maturidade.
Quero muito agradecer pela parceria, pelo seu histórico de luta com os povos indígenas. Durante todo o tempo que fui coordenadora executiva da APIB e representante da COIAB e da Amazônia brasileira, nós tivemos o apoio da CESE para realizar nossas manifestações, nosso Acampamento Terra Livre, para as assembleias locais e regionais. Tudo isso foi muito importante para fortalecer o nosso protagonismo e movimento indígena do Brasil. Deixo meus parabéns pelos 50 anos e seguimos em luta.
Somos herdeiras do legado histórico de uma organização que há 50 anos dá testemunho de uma fé comprometida com o ecumenismo e a diaconia profética. Levar adiante esta missão é compromisso que assumimos com muita responsabilidade e consciência, pois vivemos em um país onde o mutirão pela justiça, pela paz e integridade da criação ainda é uma tarefa a se realizar.
Eu acho extraordinário o trabalho da CESE, porque ela inaugurou outro tipo de ecumenismo. Não é algo que as igrejas discutem entre si, falam sobre suas doutrinas e chegam a uma convergência. A CESE faz um ecumenismo de serviço que é ecumenismo de missão, para servir aos pobres, servir seus direitos.