Roda de Diálogo com parceiros do PAD na Matilha Cultural
20 de outubro de 2017
Roda de Diálogo: Direitos Humanos, Desigualdades, Retrocessos e Cooperação Internacional no Contexto da América Latina e Brasil



Frente aos retrocessos do Governo Temer e à conjuntura política que o Brasil enfrenta, o Pad organizou em São Paulo uma Roda de Diálogo com parceiros na Matilha Cultural. Um encontro que acontece a cada dois anos entre parceiros (ONGs, Movimentos Sociais) e Agências de Cooperação Internacional para juntos avaliar o período anterior e as perspectivas para os próximos anos.
Convidados foram:
Marilene de Paula – Coordenadora de Programas e Projetos de Direitos Humanos da Fundação Heinrich Böll no Brasil
Mara Manzoni Luz – Diretora da Christian Aid para a América Latina e Caribe.
Gilberto Cervins – Da Coordenação Nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB)
Moderadora – Letícia Tura – Diretora Executiva Nacional – ONG FASE
O evento foi transmitido ao vivo pelo FACEBOOK do PAD https://www.facebook.com/PADBrasil/

Sobre o PAD
O PAD – Processo de Articulação e Diálogo Internacional é uma rede formada por agências ecumênicas européias e entidades parceiras no Brasil (movimentos sociais, entidades ecumênicas e organizações não governamentais) que tem como objetivo central promover reflexões e ações experimentais relacionadas aos temas das relações de cooperação, do desenvolvimento, dos bens comuns, da desigualdade e dos direitos humanos.
As agências que integram o PAD são provenientes de diversos países europeus, e as organizações brasileiras atuam na Amazônia, nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste, conferindo à articulação abrangência e diversidade.
Atualmente o PAD está estruturado em dois Grupos Temáticos, Grupo Bens Comuns e Grupo Criminalização das Lutas Sociais e Direitos Humanos e, uma Coordenação Executiva composta por representação dos Grupos Temáticos e pelas agências de cooperação. A sua estrutura comporta ainda uma secretaria executiva, um escritório de apoio e assessoria de comunicação.
VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
Celebrar os 50 anos da CESE é reconhecer uma caminhada cristã dedicada a defesa dos direitos humanos em todas as suas dimensões, comprometida com os segmentos mais vulnerabilizados da população brasileira. E valorizar cada conquista alcançada em cada luta travada na busca da justiça, do direito e da paz. Fazer parte dessa caminhada é um privilégio e motivo de grande alegria poder mais uma vez nos regozijar: “Grande coisas fez o Senhor por nós, e por isso estamos alegres!” (Salmo 126.3)
A CESE completa 50 anos de testemunho de fé ativa no amor, faz jus ao seu nome. Desde o início, se colocou em defesa dos direitos humanos, denunciou atos de violência e de tortura, participou da discussão de grandes temas nacionais, apoiou movimentos sociais de libertação. Parabéns pela atuação profética, em prol da unidade e da cidadania. Que Deus continue a fazer da CESE uma benção para muitos.
Conheço a CESE desde 1990, através da Federação de Órgãos para Assistência Social (FASE) no apoio a grupos de juventude e de mulheres. Nesse sentido, foi uma organização absolutamente importante. E hoje, na função de diretor do Programa País da Heks no Brasil, poder apoiar os projetos da CESE é uma satisfação muito grande e um investimento que tenho certeza que é um dos melhores.
Há vários anos a CESE vem apoiando iniciativas nas comunidades quilombolas do Pará. A organização trouxe o empoderamento por meio da capacitação e formação para juventude quilombola; tem fortalecido também o empreendedorismo e agricultura familiar. Com o apoio da CESE e os cursos oferecidos na área de incidência política conseguimos realizar atividades que visibilizem o protagonismo das mulheres quilombolas. Tudo isso é muito importante para a garantia e a nossa permanência no território.
Eu preciso de recursos para fazer a luta. Somos descendentes de grupos muito criativos, africanos e indígenas. Somos na maioria compostos por mulheres. E a formação em Mobilização de Recursos promovida pela CESE acaba nos dando autonomia, se assim compartilharmos dentro do nosso território.
Parabéns à CESE pela resistência, pela forte ancestralidade, pelo fortalecimento e proteção aos povos quilombolas. Onde a política pública não chega, a CESE chega para amenizar os impactos e viabilizar a permanência das pessoas, das comunidades. Que isso seja cada vez mais potente, mais presente e que a gente encontre, junto à CESE, cada vez mais motivos para resistir e esperançar.
Somos herdeiras do legado histórico de uma organização que há 50 anos dá testemunho de uma fé comprometida com o ecumenismo e a diaconia profética. Levar adiante esta missão é compromisso que assumimos com muita responsabilidade e consciência, pois vivemos em um país onde o mutirão pela justiça, pela paz e integridade da criação ainda é uma tarefa a se realizar.
A gente tem uma associação do meu povo, Karipuna, na Terra Indígena Uaçá. Por muito tempo a nossa organização ficou inadimplente, sem poder atuar com nosso povo. Mas, conseguimos acessar o recurso da CESE para fortalecer organização indígena e estruturar a associação e reorganizá-la. Hoje orgulhosamente e muito emocionada digo que fazemos a Assembleia do Povo Karipuna realizada por nós indígenas, gerindo nosso próprio recurso. Atualmente temos uma diretoria toda indígena, conseguimos captar recursos e acessar outros projetos. E isso tudo só foi possível por causa da parceria com a CESE.
Nós, do SOS Corpo, mantemos com a CESE uma parceria de longa data. Temos objetivos muito próximos, queremos fortalecer os movimentos sociais porque acreditamos que eles são sujeitos políticos de transformação. Seguiremos juntas. Um grande salve aos 50 anos. Longa vida à CESE
Viva os 50 anos da CESE. Viva o ecumenismo que a organização traz para frente e esse diálogo intereclesial. É um momento muito especial porque a CESE defende direitos e traz o sujeito para maior visibilidade.