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Nota de pesar e lamento pela morte de Alonso Roberts, um amigo da CESE que deixará saudades!
22 de dezembro de 2023
Nota de pesar e lamento pela morte de Alonso Roberts, um amigo da CESE que deixará saudades!
Recurso de acessibilidade: versão em áudio do texto.

A notícia da morte de Alonso Robert nos trouxe profundo pesar e tristeza.
Nosso companheiro Alonso, generoso, de grande competência caminhou com a CESE desde sua fundação.
Representando a Christian Aid, agência britânica de cooperação ecumênica, chegou em pleno momento de ditadura militar, trazendo apoio à proposta de defesa dos direitos humanos.
Colaborou nas definições de critérios para apoio das igrejas da CESE a pequenos projetos que até hoje beneficiam comunidades, iniciativas que transformam vidas.
Acompanhou todo o processo de avaliação das agências de cooperação ecumênica, com o Conselho Mundial de Igrejas, dando suporte à participação da CESE na articulação internacional por planejamento, monitoramento e avaliação, colaborou e revisou material resultante desse processo, deixando importante legado sobre o tema.
Ao deixar seu trabalho na Christian Aid, adotou o Brasil, Salvador, como sua moradia e aqui espalhou solidariedade para com comunidades, com pessoas, mulheres vivendo situações difíceis, de violência. Batalhou pela adoção de sete crianças e teve nos seus momentos mais difíceis de sua saúde fragilizada, a linda recompensa de tê-las ao seu lado.
Alonso deixa muitas sementes que brotaram nessa longa caminhada, principalmente sua coragem, sua determinação na luta pelas liberdades democráticas, justiça e paz.
Expressamos neste momento nossa mais sincera solidariedade a sua família, esperando que a memória de sua trajetória profissional, bem como sua presença como pai amoroso e dedicado seja um alento neste momento de dor.
A CESE se une à sua família e a todas as pessoas que agradecem a Deus pela vida inspiradora e pelo legado deixado pelo nosso querido amigo!
VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
Eu preciso de recursos para fazer a luta. Somos descendentes de grupos muito criativos, africanos e indígenas. Somos na maioria compostos por mulheres. E a formação em Mobilização de Recursos promovida pela CESE acaba nos dando autonomia, se assim compartilharmos dentro do nosso território.
Parabéns à CESE pela resistência, pela forte ancestralidade, pelo fortalecimento e proteção aos povos quilombolas. Onde a política pública não chega, a CESE chega para amenizar os impactos e viabilizar a permanência das pessoas, das comunidades. Que isso seja cada vez mais potente, mais presente e que a gente encontre, junto à CESE, cada vez mais motivos para resistir e esperançar.
Viva os 50 anos da CESE. Viva o ecumenismo que a organização traz para frente e esse diálogo intereclesial. É um momento muito especial porque a CESE defende direitos e traz o sujeito para maior visibilidade.
A relação de cooperação entre a CESE e Movimento Pesqueiro é de longa data. O apoio político e financeiro torna possível chegarmos em várias comunidades pesqueiras no Brasil para que a gente se articule, faça formação política e nos organize enquanto movimento popular. Temos uma parceria de diálogos construtivos, compreensível, e queremos cada vez mais que a CESE caminhe junto conosco.
A família CESE também faz parte do movimento indígena. Compartilhamos das mesmas dores e alegrias, mas principalmente de uma mesma missão. É por um causa que estamos aqui. Fico muito feliz de poder compartilhar dessa emoção de conhecer essa equipe. Que venham mais 50 anos, mais pessoas comprometidas com esse espírito de igualdade, amor e fraternidade.
A CESE é a marca do ecumenismo na defesa de direitos. É serviço aos movimentos populares nas lutas por justiça. Parabéns à Diretoria e equipe da CESE pela persistência e compromisso, sempre renovado nesses cinquenta anos, de preservação da memória histórica na defesa da democracia em nosso país.
Celebrar os 50 anos da CESE é reconhecer uma caminhada cristã dedicada a defesa dos direitos humanos em todas as suas dimensões, comprometida com os segmentos mais vulnerabilizados da população brasileira. E valorizar cada conquista alcançada em cada luta travada na busca da justiça, do direito e da paz. Fazer parte dessa caminhada é um privilégio e motivo de grande alegria poder mais uma vez nos regozijar: “Grande coisas fez o Senhor por nós, e por isso estamos alegres!” (Salmo 126.3)
A CESE foi criada no ano mais violento da Ditadura Militar, quando se institucionalizou a tortura, se intensificaram as prisões arbitrárias, os assassinatos e os desaparecimentos de presos políticos. As igrejas tiveram a coragem de se reunir e criar uma instituição que pudesse ser um testemunho vivo da fé cristã no serviço ao povo brasileiro. Fico muito feliz que a CESE chegue aos 50 anos aperfeiçoando a sua maturidade.
Quero muito agradecer pela parceria, pelo seu histórico de luta com os povos indígenas. Durante todo o tempo que fui coordenadora executiva da APIB e representante da COIAB e da Amazônia brasileira, nós tivemos o apoio da CESE para realizar nossas manifestações, nosso Acampamento Terra Livre, para as assembleias locais e regionais. Tudo isso foi muito importante para fortalecer o nosso protagonismo e movimento indígena do Brasil. Deixo meus parabéns pelos 50 anos e seguimos em luta.
A luta antirracista é o grande mote das nossas ações que tem um dos principais objetivos o enfrentamento ao racismo religioso e a violência, que tem sido crescente no estado do Maranhão. Por tanto, a parceria com a CESE nos proporciona a construção de estratégias políticas e de ações em redes, nos apoia na articulação com parcerias que de fato promovam incidência nas políticas públicas, proposições institucionais de enfrentamento a esse racismo religioso que tem gerado muita violência. A CESE nos desafia na superação do racismo institucional, como o grande vetor de inviabilização e da violência contra as religiões de matrizes africanas.