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No Dia Nacional de Tereza de Benguela, a CESE lança o vídeo “25 de Julho: Passos que vêm de longe – Mulheres Negras em movimento”!
25 de julho de 2023
No dia em que se celebra o Dia Internacional da Mulher Negra Latina Americana e Caribenha, Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, a CESE lança o vídeo “25 de Julho: Passos que vêm de longe – Mulheres Negras em movimento”! Para marcar a data, a organização se propõe, através do material audiovisual, somar às muitas manifestações das mulheres negras visibilizando a construção da história do país o a partir das suas contribuições e trajetórias.
Para assistir o vídeo clique aqui

Com o formato de animação, o vídeo faz uma abordagem da luta dos movimentos de mulheres negras na busca por direitos e democracia, retrata os desafios das mulheres negras que vivem em solo brasileiro, e mostra o que é ser um corpo negro feminino em um estado estruturalmente racista, misógino e fundamentalista. São elas que vivem a tensão da opressão, mas que também estão ativas, organizadas, empenhando esforços e fazendo incidência em busca do Bem Viver.
Marcella Gomez, assessora de projetos e formação da CESE, destaca que no ano em que a CESE completa 50 anos, nada mais propício do que renovarmos nosso compromisso com a luta das mulheres negras: “Para além dos diálogos e articulações, processos formativos e dos apoios aos projetos, o vídeo é também uma maneira de contribuirmos com a visibilidade do papel de resistência das mulheres negras e sua diversidade de pautas em defesa da vida.”, afirma.
Para ela é uma forma de destacar as injustiças e violências vivenciadas, mas sobretudo mostrar o ativismo e o engajamento por um modo de viver menos desigual. “Com essa iniciativa pretendemos reafirmar a atuação histórica das mulheres negras no enfrentamento ao racismo e ao sexismo presentes na sociedade, bem como na conquista e defesa dos diversos direitos”, conclui Marcella.
“25 de Julho: Passos que vêm de longe – Mulheres Negras em movimento” é uma realização da CESE, com o apoio do Programa Doar para Transformar e produção do Coletivo Trama.
CESE e o Julho das Pretas
Idealizado em 2013 pelo Odara – Instituto da Mulher Negra, o Julho das Pretas promove ações de incidência voltada para o fortalecimento da ação política coletiva e autônoma das mulheres negras nas diversas esferas da sociedade. Oportuniza debates e reflexões sobre as formas para superar a opressão histórica sobre as mulheres negras.
A CESE, organização ecumênica que atua na promoção, defesa e garantia de direitos, identifica e reconhece a existência do racismo ambiental, institucional e estrutural na construção histórica do Estado e da sociedade brasileira. É por isso que a organização é parceira desta iniciativa desde sua primeira edição: por entender que esta é uma importante ferramenta de fortalecimento das organizações de mulheres negras, de visibilidade da luta e de incidência política.
Este ano como todos os outros, a organização segue fortalecendo as ações do Julho das Pretas em todo o país, principalmente no Norte, Nordeste e Centro-Oeste – regiões prioritárias de atuação -, como expressão de seu compromisso com a autonomia das mulheres e com o enfrentamento ao racismo e às desigualdades de gênero como condições para o avanço democrático no Brasil.
VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
Quero muito agradecer pela parceria, pelo seu histórico de luta com os povos indígenas. Durante todo o tempo que fui coordenadora executiva da APIB e representante da COIAB e da Amazônia brasileira, nós tivemos o apoio da CESE para realizar nossas manifestações, nosso Acampamento Terra Livre, para as assembleias locais e regionais. Tudo isso foi muito importante para fortalecer o nosso protagonismo e movimento indígena do Brasil. Deixo meus parabéns pelos 50 anos e seguimos em luta.
Comecei a aproximação com a organização pelo interesse em aprender com fundo de pequenos projetos. Sempre tivemos na CESE uma referência importante de uma instituição que estava à frente, na vanguarda, fazendo esse tipo de apoio com os grupos, desde antes de outras iniciativas existirem. E depois tive oportunidade de participar de outras ações para discutir o cenário político e também sobre as prioridades no campo socioambiental. Sempre foi uma troca muito forte.
Somos herdeiras do legado histórico de uma organização que há 50 anos dá testemunho de uma fé comprometida com o ecumenismo e a diaconia profética. Levar adiante esta missão é compromisso que assumimos com muita responsabilidade e consciência, pois vivemos em um país onde o mutirão pela justiça, pela paz e integridade da criação ainda é uma tarefa a se realizar.
A luta antirracista é o grande mote das nossas ações que tem um dos principais objetivos o enfrentamento ao racismo religioso e a violência, que tem sido crescente no estado do Maranhão. Por tanto, a parceria com a CESE nos proporciona a construção de estratégias políticas e de ações em redes, nos apoia na articulação com parcerias que de fato promovam incidência nas políticas públicas, proposições institucionais de enfrentamento a esse racismo religioso que tem gerado muita violência. A CESE nos desafia na superação do racismo institucional, como o grande vetor de inviabilização e da violência contra as religiões de matrizes africanas.
A CESE não está com a gente só subsidiando, mas estimulando e fortalecendo. São cinquenta anos possibilitando que as ditas minorias gritem; intervindo realmente para que a gente transforme esse país em um lugar mais igualitário e fraterno, em que a gente possa viver como nos quilombos: comunidades circulares, que cabe todo mundo, respirando liberdade e esperança. Parabéns, CESE. Axé e luz para nós!
A família CESE também faz parte do movimento indígena. Compartilhamos das mesmas dores e alegrias, mas principalmente de uma mesma missão. É por um causa que estamos aqui. Fico muito feliz de poder compartilhar dessa emoção de conhecer essa equipe. Que venham mais 50 anos, mais pessoas comprometidas com esse espírito de igualdade, amor e fraternidade.
A relação de cooperação entre a CESE e Movimento Pesqueiro é de longa data. O apoio político e financeiro torna possível chegarmos em várias comunidades pesqueiras no Brasil para que a gente se articule, faça formação política e nos organize enquanto movimento popular. Temos uma parceria de diálogos construtivos, compreensível, e queremos cada vez mais que a CESE caminhe junto conosco.
A CESE é a marca do ecumenismo na defesa de direitos. É serviço aos movimentos populares nas lutas por justiça. Parabéns à Diretoria e equipe da CESE pela persistência e compromisso, sempre renovado nesses cinquenta anos, de preservação da memória histórica na defesa da democracia em nosso país.
Ao longo desses 50 anos, fomos presenteadas pela presença da CESE em nossas comunidades. Nós somos testemunhas do quanto ela tem de companheirismo e solidariedade investidos em nossos territórios. E isso tem sido fundamental para que continuemos em luta e em defesa do nosso povo.
Eu acho extraordinário o trabalho da CESE, porque ela inaugurou outro tipo de ecumenismo. Não é algo que as igrejas discutem entre si, falam sobre suas doutrinas e chegam a uma convergência. A CESE faz um ecumenismo de serviço que é ecumenismo de missão, para servir aos pobres, servir seus direitos.