Um adeus ao Profeta da Simplicidade, da Paz, do Diálogo e da Solidariedade!
21 de abril de 2025
A CESE une-se aos fiéis da Igreja Católica Romana, às igrejas do mundo ecumênico e a todas as pessoas de bem que lamentam a morte do Papa Francisco e louvam a Deus por sua vida e seu exemplo de fé e compromisso com o Reino de Deus.
Seu legado de amor, solidariedade, compromisso com a defesa de direitos, com a prática da justiça e sua preocupação com a Casa Comum sejam inspiração para nossa caminhada e o futuro da ICAR.
Celebramos a Páscoa de Papa Francisco!
Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim não morrerá eternamente (João 11.25-26).

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) une-se em orações e preces ao povo de Deus em todo o mundo pelo falecimento de Sua Santidade, o Papa Francisco, peregrino da esperança, pastor humilde e corajoso, testemunha incansável da misericórdia de Deus, que conduziu a Igreja com sabedoria evangélica, compaixão e espírito missionário.
Desde o início de seu pontificado, o Papa Francisco nos inspirou com a força dos gestos simples e com a profundidade de seus ensinamentos. Ele nos ensinou que a verdadeira grandeza da Igreja está em sua capacidade de encontro com as feridas da humanidade. Em suas palavras, atitudes e escolhas, fomos conduzidos a um encontro mais autêntico com Cristo, especialmente presente nos pobres, nos migrantes, nos doentes e em todos os que sofrem.
Recordamos com carinho sua presença no Brasil, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude de 2013, quando exortou: “Não tenham medo de ir e de levar Cristo a todos os ambientes”. Francisco foi, para o nosso tempo, sinal da esperança viva, expressão da ternura do Pai e mensageiro da fraternidade universal.
Com o coração entristecido, mas cheio de esperança, elevamos nossas preces ao Senhor da Vida, confiando ao Seu infinito amor o servo fiel que, como Pedro, guiou a barca da Igreja com coragem e amor ao Evangelho.
Como Igreja no Brasil, rendemos graças ao Senhor por este testemunho luminoso. Unimo-nos a toda a Igreja em oração, confiando a alma do querido Papa Francisco à misericórdia do Pai. Que o Ressuscitado, a quem ele seguiu com amor fiel, o receba no seu Reino de luz e de paz.
Brasília, 21 de abril de 2025
Dom Jaime Cardeal Spengler
Arcebispo de Porto Alegre (RS)
Presidente da CNBB
Dom João Justino de Medeiros Silva
Arcebispo de Goiânia (GO)
Primeiro Vice-presidente da CNBB
Dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa
Arcebispo de Olinda e Recife (PE)
Segundo Vice-presidente da CNBB
Dom Ricardo Hoepers
Bispo auxiliar de Brasília (DF)
Secretário-geral da CNBB
VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
Parabéns à CESE pela resistência, pela forte ancestralidade, pelo fortalecimento e proteção aos povos quilombolas. Onde a política pública não chega, a CESE chega para amenizar os impactos e viabilizar a permanência das pessoas, das comunidades. Que isso seja cada vez mais potente, mais presente e que a gente encontre, junto à CESE, cada vez mais motivos para resistir e esperançar.
Há muito a celebrar e agradecer! Nestes anos todos, a CESE tem sido uma parceira importantíssima dos movimentos e organizações populares e pastorais sociais. Em muitos casos, o seu apoio foi e é decisivo para a luta, para a vitória da vida. Faz as exigências necessárias para os projetos, mas não as burocratiza nem as excede. O espírito solidário e acolhedor de seus agentes e funcionários faz a diferença. O testemunho de verdadeiro ecumenismo é uma das suas marcas mais relevantes! Parabéns a todos e todas que fazem a CESE! Vida longa!
Celebrar os 50 anos da CESE é reconhecer uma caminhada cristã dedicada a defesa dos direitos humanos em todas as suas dimensões, comprometida com os segmentos mais vulnerabilizados da população brasileira. E valorizar cada conquista alcançada em cada luta travada na busca da justiça, do direito e da paz. Fazer parte dessa caminhada é um privilégio e motivo de grande alegria poder mais uma vez nos regozijar: “Grande coisas fez o Senhor por nós, e por isso estamos alegres!” (Salmo 126.3)
A CESE não está com a gente só subsidiando, mas estimulando e fortalecendo. São cinquenta anos possibilitando que as ditas minorias gritem; intervindo realmente para que a gente transforme esse país em um lugar mais igualitário e fraterno, em que a gente possa viver como nos quilombos: comunidades circulares, que cabe todo mundo, respirando liberdade e esperança. Parabéns, CESE. Axé e luz para nós!
Quero muito agradecer pela parceria, pelo seu histórico de luta com os povos indígenas. Durante todo o tempo que fui coordenadora executiva da APIB e representante da COIAB e da Amazônia brasileira, nós tivemos o apoio da CESE para realizar nossas manifestações, nosso Acampamento Terra Livre, para as assembleias locais e regionais. Tudo isso foi muito importante para fortalecer o nosso protagonismo e movimento indígena do Brasil. Deixo meus parabéns pelos 50 anos e seguimos em luta.
Há vários anos a CESE vem apoiando iniciativas nas comunidades quilombolas do Pará. A organização trouxe o empoderamento por meio da capacitação e formação para juventude quilombola; tem fortalecido também o empreendedorismo e agricultura familiar. Com o apoio da CESE e os cursos oferecidos na área de incidência política conseguimos realizar atividades que visibilizem o protagonismo das mulheres quilombolas. Tudo isso é muito importante para a garantia e a nossa permanência no território.
A luta antirracista é o grande mote das nossas ações que tem um dos principais objetivos o enfrentamento ao racismo religioso e a violência, que tem sido crescente no estado do Maranhão. Por tanto, a parceria com a CESE nos proporciona a construção de estratégias políticas e de ações em redes, nos apoia na articulação com parcerias que de fato promovam incidência nas políticas públicas, proposições institucionais de enfrentamento a esse racismo religioso que tem gerado muita violência. A CESE nos desafia na superação do racismo institucional, como o grande vetor de inviabilização e da violência contra as religiões de matrizes africanas.
Eu acho extraordinário o trabalho da CESE, porque ela inaugurou outro tipo de ecumenismo. Não é algo que as igrejas discutem entre si, falam sobre suas doutrinas e chegam a uma convergência. A CESE faz um ecumenismo de serviço que é ecumenismo de missão, para servir aos pobres, servir seus direitos.
A CESE foi criada no ano mais violento da Ditadura Militar, quando se institucionalizou a tortura, se intensificaram as prisões arbitrárias, os assassinatos e os desaparecimentos de presos políticos. As igrejas tiveram a coragem de se reunir e criar uma instituição que pudesse ser um testemunho vivo da fé cristã no serviço ao povo brasileiro. Fico muito feliz que a CESE chegue aos 50 anos aperfeiçoando a sua maturidade.
Viva os 50 anos da CESE. Viva o ecumenismo que a organização traz para frente e esse diálogo intereclesial. É um momento muito especial porque a CESE defende direitos e traz o sujeito para maior visibilidade.