IX Encontro de Mulheres da IPU estimula reflexão sobre machismo e equidade de gênero
12 de junho de 2025

Retalhos miúdos, outros tantos grandes, panos de um amplo espectro de cores e texturas: todo esse emaranhado de tecidos foi cuidadosamente alinhavado, com fios se entrelaçando aos poucos, até se tornarem, enfim, firmemente conectados. Esta colcha de retalhos foi a alegoria que representou o objetivo central do IX Encontro Nacional de Mulheres da IPU (Igreja Presbiteriana Unida) em 2024, uma diversidade de mulheres que compõem a IPU para refletirem sobre a força da união feminina na luta contra o machismo.
O Programa de Pequenos Projetos da CESE apoiou a iniciativa “Na Colcha da Resistência, Qual Retalho me Cabe?, a qual viabilizou o Encontro Nacional. Aproximadamente 60 mulheres da Igreja Presbiteriana Unida dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia estiveram presentes.

A atividade é desenvolvida a cada biênio. Porém, em razão da pandemia, ela foi interrompida durante quatro anos. Neste retorno, a metodologia do encontro quis suprir esse hiato e agregou não apenas a visita a pontos turísticos de Salvador, mas também rodas de conversa, espiritualidades, dinâmicas e oficinas lúdicas que estimularam, por exemplo, a discussão sobre o racismo em nossa sociedade e o conhecimento sobre a história de escritoras e pintoras que expressaram, por meio da arte, denúncias contra o patriarcado.

Palestras com a diretora executiva da CESE e pastora da IPU, Sônia Mota, e a reverenda da IEAB e assessora ecumênica, de projetos e formação da CESE, Bianca Daeb´s, também compuseram a programação do Encontro, abordando as pautas da criação de espaços seguros para enfrentamento das violências e as conexões entre o cristianismo e feminismo, respectivamente.
De acordo com uma das organizadoras do evento, a diaconisa da Igreja Presbiteriana Unida de Muritiba (BA), Dulcinea Silva Santiago da Silva, a proposta do encontro foi estimular a conscientização das mulheres e fortalecer a articulação entre elas no combate do machismo institucional nas igrejas e em seus cotidianos.
Sobre o IX Encontro, Dulcinea avalia que “todas que participaram saíram de lá mais fortes, empoderadas, com um novo espírito e sentimento de que não estão sós e podem contar umas com as outras”.
A ponderação de Dulcinea está sintonizada com a mensagem do fim do evento. Na ocasião, a colcha de retalhos uniu as mulheres presentes e foi proposto que elas escrevessem seus sonhos para o futuro. Um deles simbolizou o anseio coletivo: “quero ser aceita da maneira que sou, sem precisar mudar para satisfazer o desejo do outro”.
Desde a sua fundação, a CESE definiu o apoio a pequenos projetos como a sua principal estratégia de ação para fortalecer a luta dos movimentos populares por direitos no Brasil.
Programa de Pequenos Projetos
Quer enviar um projeto para a CESE? Aqui uma lista com 10 exemplos de iniciativas que podem ser apoiadas:
1. Oficinas ou cursos de formação
2. Encontros e seminários
3. Campanhas
4. Atividades de produção, geração de renda, extrativismo
5. Manejo e defesa de águas, florestas, biomas
6. Mobilizações e atos públicos
7. Intercâmbios – troca de experiências
8. Produção e veiculação de materiais pedagógicos e informativos como cartilhas, cartazes, livros, vídeos, materiais impressos e/ou em formato digital
9. Ações de comunicação em geral
10. Atividades de planejamento e outras ações de fortalecimento da organização.
Clique aqui para enviar seu projeto! Mas se você ainda tiver alguma dúvida, clica aqui.
VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
Minha história com a CESE poderia ser traduzida em uma palavra: COMUNHÃO! A CESE é uma Família. Repito: uma Família! Nos dois mandatos que estive como presidente da CESE pude experimentar a vivência fraterna e gostosa de uma equipe tão diversificada em saberes, experiências de fé, histórias de vida, e tão unida pela harmonia criada pelo Espírito de Deus e pelo único desejo de SERVIR aos mais pobres e vulneráveis na conquista e defesa dos seus direitos fundamentais. Louvado seja Deus pelos 50 anos de COMUNHÃO e SERVIÇO da CESE! Gratidão por tudo e para sempre!
A luta antirracista é o grande mote das nossas ações que tem um dos principais objetivos o enfrentamento ao racismo religioso e a violência, que tem sido crescente no estado do Maranhão. Por tanto, a parceria com a CESE nos proporciona a construção de estratégias políticas e de ações em redes, nos apoia na articulação com parcerias que de fato promovam incidência nas políticas públicas, proposições institucionais de enfrentamento a esse racismo religioso que tem gerado muita violência. A CESE nos desafia na superação do racismo institucional, como o grande vetor de inviabilização e da violência contra as religiões de matrizes africanas.
Parabéns à CESE pela resistência, pela forte ancestralidade, pelo fortalecimento e proteção aos povos quilombolas. Onde a política pública não chega, a CESE chega para amenizar os impactos e viabilizar a permanência das pessoas, das comunidades. Que isso seja cada vez mais potente, mais presente e que a gente encontre, junto à CESE, cada vez mais motivos para resistir e esperançar.
A relação de cooperação entre a CESE e Movimento Pesqueiro é de longa data. O apoio político e financeiro torna possível chegarmos em várias comunidades pesqueiras no Brasil para que a gente se articule, faça formação política e nos organize enquanto movimento popular. Temos uma parceria de diálogos construtivos, compreensível, e queremos cada vez mais que a CESE caminhe junto conosco.
Há vários anos a CESE vem apoiando iniciativas nas comunidades quilombolas do Pará. A organização trouxe o empoderamento por meio da capacitação e formação para juventude quilombola; tem fortalecido também o empreendedorismo e agricultura familiar. Com o apoio da CESE e os cursos oferecidos na área de incidência política conseguimos realizar atividades que visibilizem o protagonismo das mulheres quilombolas. Tudo isso é muito importante para a garantia e a nossa permanência no território.
Nós, do SOS Corpo, mantemos com a CESE uma parceria de longa data. Temos objetivos muito próximos, queremos fortalecer os movimentos sociais porque acreditamos que eles são sujeitos políticos de transformação. Seguiremos juntas. Um grande salve aos 50 anos. Longa vida à CESE
Celebrar os 50 anos da CESE é reconhecer uma caminhada cristã dedicada a defesa dos direitos humanos em todas as suas dimensões, comprometida com os segmentos mais vulnerabilizados da população brasileira. E valorizar cada conquista alcançada em cada luta travada na busca da justiça, do direito e da paz. Fazer parte dessa caminhada é um privilégio e motivo de grande alegria poder mais uma vez nos regozijar: “Grande coisas fez o Senhor por nós, e por isso estamos alegres!” (Salmo 126.3)
Somos herdeiras do legado histórico de uma organização que há 50 anos dá testemunho de uma fé comprometida com o ecumenismo e a diaconia profética. Levar adiante esta missão é compromisso que assumimos com muita responsabilidade e consciência, pois vivemos em um país onde o mutirão pela justiça, pela paz e integridade da criação ainda é uma tarefa a se realizar.
Eu preciso de recursos para fazer a luta. Somos descendentes de grupos muito criativos, africanos e indígenas. Somos na maioria compostos por mulheres. E a formação em Mobilização de Recursos promovida pela CESE acaba nos dando autonomia, se assim compartilharmos dentro do nosso território.
Há muito a celebrar e agradecer! Nestes anos todos, a CESE tem sido uma parceira importantíssima dos movimentos e organizações populares e pastorais sociais. Em muitos casos, o seu apoio foi e é decisivo para a luta, para a vitória da vida. Faz as exigências necessárias para os projetos, mas não as burocratiza nem as excede. O espírito solidário e acolhedor de seus agentes e funcionários faz a diferença. O testemunho de verdadeiro ecumenismo é uma das suas marcas mais relevantes! Parabéns a todos e todas que fazem a CESE! Vida longa!