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Conselho de Administração de ALC expressa preocupação com a situação atual da Argentina
15 de abril de 2019
A Agência de Comunicação da América Latina e Caribe (ALC) realizou sua reunião de Conselho de Administração em Buenos Aires, nos dias 12 e 13 de abril. ALC é um consórcio de nove organizações ecumênicas.
Entre os pontos de pauta discutidos, destaca-se a necessidade de desenvolver estratégias que contribuam para a disputa de narrativas religiosas no contexto latino americano e caribenho. Avalia-se que a agenda religiosa conservadora avança em passos rápidos e, até o momento, não se tem conseguido organizar uma agenda ecumênica capaz de problematizar este avanço. Uma das formaS de disseminação de valores religiosos cristãos conservadores ocorre através dos meios de comunicação. Neste sentido, as estratégias ecumênicas para contrapor o discurso hegemônico e conservador tem sido ineficiente. Motivo pelo qual é estratégico que se fortaleçam os espaços ecumênicos de comunicação a fim de fortalecer as iniciativas e narrativas cristãs que se contrapõe ao fundamentalismo.
Este ano a ALC comemora 25 anos. Desde o seu surgimento até hoje, os meios de comunicação passaram por profundas transformações. As notícias circulam de forma ágil e em tempo real. Muito diferente de quando a ALC surgiu, em que as informações eram transmitidas por fax.
Ao final da reunião, as organizações membros ALC Notícias expressaram sua preocupação com a situação atual da Argentina, caracterizada pela recessão econômica e pela ruptura do tecido social.
Cresceu significativamente o número de pessoas que estão abaixo da linha da pobreza. para garantir, pelo menos uma refeição diária, estas pessoas dependem dos sopões, organizados em diferentes bairros. O número de pessoas em situação de rua também aumentou, em consequência do aumento do desemprego. Em contrapartida, fortalecem-se os modelos de produção exploradores e saqueadores da natureza. As organizações presentes na reunião manifestam sua solidariedade com o povo da Argentina.
* Alianza de Iglesias Presbiterianas y Reformadas de América Latina (AIPRAL)
*Federación Universal de Movimientos Estudiantiles Cristianos-FUMEC)
* Asociación Mundial para la Comunicación Cristiana (WACC-Región América Latina)
* Consejo Latinoamericano de Iglesias (CLAI)
* Centro Regional Ecuménico de Asesoría y Servicios (CREAS)
*Consejo Nacional de Iglesias Cristianas de Brasil- CONIC
*Paz y Esperanza (PerU)
* Fundação Luterana de Diaconia
VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
A CESE foi criada no ano mais violento da Ditadura Militar, quando se institucionalizou a tortura, se intensificaram as prisões arbitrárias, os assassinatos e os desaparecimentos de presos políticos. As igrejas tiveram a coragem de se reunir e criar uma instituição que pudesse ser um testemunho vivo da fé cristã no serviço ao povo brasileiro. Fico muito feliz que a CESE chegue aos 50 anos aperfeiçoando a sua maturidade.
Somos herdeiras do legado histórico de uma organização que há 50 anos dá testemunho de uma fé comprometida com o ecumenismo e a diaconia profética. Levar adiante esta missão é compromisso que assumimos com muita responsabilidade e consciência, pois vivemos em um país onde o mutirão pela justiça, pela paz e integridade da criação ainda é uma tarefa a se realizar.
A luta antirracista é o grande mote das nossas ações que tem um dos principais objetivos o enfrentamento ao racismo religioso e a violência, que tem sido crescente no estado do Maranhão. Por tanto, a parceria com a CESE nos proporciona a construção de estratégias políticas e de ações em redes, nos apoia na articulação com parcerias que de fato promovam incidência nas políticas públicas, proposições institucionais de enfrentamento a esse racismo religioso que tem gerado muita violência. A CESE nos desafia na superação do racismo institucional, como o grande vetor de inviabilização e da violência contra as religiões de matrizes africanas.
A relação de cooperação entre a CESE e Movimento Pesqueiro é de longa data. O apoio político e financeiro torna possível chegarmos em várias comunidades pesqueiras no Brasil para que a gente se articule, faça formação política e nos organize enquanto movimento popular. Temos uma parceria de diálogos construtivos, compreensível, e queremos cada vez mais que a CESE caminhe junto conosco.
A relação de cooperação entre a CESE e Movimento Pesqueiro é de longa data. O apoio político e financeiro torna possível chegarmos em várias comunidades pesqueiras no Brasil para que a gente se articule, faça formação política e nos organize enquanto movimento popular. Temos uma parceria de diálogos construtivos, compreensível, e queremos cada vez mais que a CESE caminhe junto conosco.
A CESE não está com a gente só subsidiando, mas estimulando e fortalecendo. São cinquenta anos possibilitando que as ditas minorias gritem; intervindo realmente para que a gente transforme esse país em um lugar mais igualitário e fraterno, em que a gente possa viver como nos quilombos: comunidades circulares, que cabe todo mundo, respirando liberdade e esperança. Parabéns, CESE. Axé e luz para nós!
Há muito a celebrar e agradecer! Nestes anos todos, a CESE tem sido uma parceira importantíssima dos movimentos e organizações populares e pastorais sociais. Em muitos casos, o seu apoio foi e é decisivo para a luta, para a vitória da vida. Faz as exigências necessárias para os projetos, mas não as burocratiza nem as excede. O espírito solidário e acolhedor de seus agentes e funcionários faz a diferença. O testemunho de verdadeiro ecumenismo é uma das suas marcas mais relevantes! Parabéns a todos e todas que fazem a CESE! Vida longa!
Eu preciso de recursos para fazer a luta. Somos descendentes de grupos muito criativos, africanos e indígenas. Somos na maioria compostos por mulheres. E a formação em Mobilização de Recursos promovida pela CESE acaba nos dando autonomia, se assim compartilharmos dentro do nosso território.
Conheço a CESE desde 1990, através da Federação de Órgãos para Assistência Social (FASE) no apoio a grupos de juventude e de mulheres. Nesse sentido, foi uma organização absolutamente importante. E hoje, na função de diretor do Programa País da Heks no Brasil, poder apoiar os projetos da CESE é uma satisfação muito grande e um investimento que tenho certeza que é um dos melhores.
Parabéns à CESE pela resistência, pela forte ancestralidade, pelo fortalecimento e proteção aos povos quilombolas. Onde a política pública não chega, a CESE chega para amenizar os impactos e viabilizar a permanência das pessoas, das comunidades. Que isso seja cada vez mais potente, mais presente e que a gente encontre, junto à CESE, cada vez mais motivos para resistir e esperançar.