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CESE realiza formação interna para construção da Política Institucional de Equidade Racial
09 de agosto de 2019


Aprendizado, desconserto, descoberta, reparação, produtividade, oportunidade e gratidão, foram alguns dos elementos trazidos pela equipe da CESE durante a avaliação da construção da Política Institucional de Equidade Racial da organização. Nos dias 08 e 09 de agosto ocorreu mais uma etapa da elaboração coletiva de um documento para formalizar as concepções e práticas da CESE com relação à questão de raça.
Para Sônia Mota, diretora executiva da CESE, a organização compreende a equidade racial como um princípio ético norteador de suas ações e cumprimento da missão: “Embora a CESE já tenha na prática muitas ações sobre as questões raciais, nunca foi transformado em uma política institucional. Assumimos o compromisso de elaborar esse documento como uma forma de reafirmar a luta antirracista do ponto vista estrutural e institucional.”.


Durante esse processo, destacou-se a trajetória da CESE através da criação de programas específicos para a população negra; apoio a projetos do Movimento Negro e do Movimento de Mulheres Negras; processo de fortalecimento do movimento quilombola; elaboração de publicações; e diálogo interreligioso e o combate à intolerância religiosa contra religiões de matriz africana.
A CESE convidou Francisca Sena, assistente social, mestre em Políticas Públicas e Sociedade, e representante do Instituto Negra do Ceará, para contribuir com o processo de elaboração da política e facilitar a compreensão dos/as colaboradores/as sobre as bases e efeitos do racismo na configuração da sociedade e do Estado brasileiro.
Confira o depoimento de Sena sobre a importância dessa iniciativa da CESE:
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1. “Francisca Sena – Instituto Negra do Ceará”
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Houve trabalhos em grupo, compartilhamento de experiências e leituras de textos sobre o persistente histórico de desigualdades sociais e raciais em nossa sociedade. Em setembro, a CESE dará continuidade ao processo de elaboração da política.


VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
A relação de cooperação entre a CESE e Movimento Pesqueiro é de longa data. O apoio político e financeiro torna possível chegarmos em várias comunidades pesqueiras no Brasil para que a gente se articule, faça formação política e nos organize enquanto movimento popular. Temos uma parceria de diálogos construtivos, compreensível, e queremos cada vez mais que a CESE caminhe junto conosco.
Eu preciso de recursos para fazer a luta. Somos descendentes de grupos muito criativos, africanos e indígenas. Somos na maioria compostos por mulheres. E a formação em Mobilização de Recursos promovida pela CESE acaba nos dando autonomia, se assim compartilharmos dentro do nosso território.
A relação de cooperação entre a CESE e Movimento Pesqueiro é de longa data. O apoio político e financeiro torna possível chegarmos em várias comunidades pesqueiras no Brasil para que a gente se articule, faça formação política e nos organize enquanto movimento popular. Temos uma parceria de diálogos construtivos, compreensível, e queremos cada vez mais que a CESE caminhe junto conosco.
Ao longo desses 50 anos, fomos presenteadas pela presença da CESE em nossas comunidades. Nós somos testemunhas do quanto ela tem de companheirismo e solidariedade investidos em nossos territórios. E isso tem sido fundamental para que continuemos em luta e em defesa do nosso povo.
Minha história com a CESE poderia ser traduzida em uma palavra: COMUNHÃO! A CESE é uma Família. Repito: uma Família! Nos dois mandatos que estive como presidente da CESE pude experimentar a vivência fraterna e gostosa de uma equipe tão diversificada em saberes, experiências de fé, histórias de vida, e tão unida pela harmonia criada pelo Espírito de Deus e pelo único desejo de SERVIR aos mais pobres e vulneráveis na conquista e defesa dos seus direitos fundamentais. Louvado seja Deus pelos 50 anos de COMUNHÃO e SERVIÇO da CESE! Gratidão por tudo e para sempre!
Eu acho extraordinário o trabalho da CESE, porque ela inaugurou outro tipo de ecumenismo. Não é algo que as igrejas discutem entre si, falam sobre suas doutrinas e chegam a uma convergência. A CESE faz um ecumenismo de serviço que é ecumenismo de missão, para servir aos pobres, servir seus direitos.
Há vários anos a CESE vem apoiando iniciativas nas comunidades quilombolas do Pará. A organização trouxe o empoderamento por meio da capacitação e formação para juventude quilombola; tem fortalecido também o empreendedorismo e agricultura familiar. Com o apoio da CESE e os cursos oferecidos na área de incidência política conseguimos realizar atividades que visibilizem o protagonismo das mulheres quilombolas. Tudo isso é muito importante para a garantia e a nossa permanência no território.
Celebrar os 50 anos da CESE é reconhecer uma caminhada cristã dedicada a defesa dos direitos humanos em todas as suas dimensões, comprometida com os segmentos mais vulnerabilizados da população brasileira. E valorizar cada conquista alcançada em cada luta travada na busca da justiça, do direito e da paz. Fazer parte dessa caminhada é um privilégio e motivo de grande alegria poder mais uma vez nos regozijar: “Grande coisas fez o Senhor por nós, e por isso estamos alegres!” (Salmo 126.3)
Nós, do SOS Corpo, mantemos com a CESE uma parceria de longa data. Temos objetivos muito próximos, queremos fortalecer os movimentos sociais porque acreditamos que eles são sujeitos políticos de transformação. Seguiremos juntas. Um grande salve aos 50 anos. Longa vida à CESE
Quero muito agradecer pela parceria, pelo seu histórico de luta com os povos indígenas. Durante todo o tempo que fui coordenadora executiva da APIB e representante da COIAB e da Amazônia brasileira, nós tivemos o apoio da CESE para realizar nossas manifestações, nosso Acampamento Terra Livre, para as assembleias locais e regionais. Tudo isso foi muito importante para fortalecer o nosso protagonismo e movimento indígena do Brasil. Deixo meus parabéns pelos 50 anos e seguimos em luta.