- Home
- Notícias
- CESE e CONIC promovem Oficina de Mobilização de Recursos Locais para suas igrejas-membro
CESE e CONIC promovem Oficina de Mobilização de Recursos Locais para suas igrejas-membro
15 de julho de 2019
A CESE e o CONIC – Conselho Nacional de Igrejas Cristãs estão com suas igrejas-membro reunidas em Salvador! Entre os dias 15 e 19 de julho, acontece a Oficina de Mobilização de Recursos Locais.
Sabemos que as igrejas vivem das ofertas, dízimos e doações, assim como também do trabalho doado das pessoas que, voluntariamente, colocam dons e talentos a serviço da missão. No entanto, temos acompanhado o quanto a crise econômica que atinge o país reverbera também nas instituições eclesiásticas, causando uma diminuição dos recursos que são necessários para a manutenção do trabalho e, em especial para as ações diaconais, o que tem exigido cada vez mais que as igrejas e seus grupos diversifiquem estratégias de mobilização de recursos.
Então bora arregaçar as mangas! O objetivo da oficina é discutir, durante esses 5 dias, a temática da mobilização como estratégia para a sustentabilidade institucional; apoiar o planejamento, construção e monitoramento de um plano de mobilização de recursos e auxiliar a construção de instrumentos de comunicação capazes de motivar a adesão.
A Oficina faz parte do programa Virando o Jogo, ministrado no Brasil pela CESE, parceira da organização Gansos Selvagens (agência de Cooperação holandesa).

Roda de Diálogo com a presbítera Bianca Daébs (IEAB), Sonia Mota (CESE) e Leane Souza ( Rede de Mulheres Produtoras da Bahia), realizada no dia 15

VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
Somos herdeiras do legado histórico de uma organização que há 50 anos dá testemunho de uma fé comprometida com o ecumenismo e a diaconia profética. Levar adiante esta missão é compromisso que assumimos com muita responsabilidade e consciência, pois vivemos em um país onde o mutirão pela justiça, pela paz e integridade da criação ainda é uma tarefa a se realizar.
Viva os 50 anos da CESE. Viva o ecumenismo que a organização traz para frente e esse diálogo intereclesial. É um momento muito especial porque a CESE defende direitos e traz o sujeito para maior visibilidade.
A relação de cooperação entre a CESE e Movimento Pesqueiro é de longa data. O apoio político e financeiro torna possível chegarmos em várias comunidades pesqueiras no Brasil para que a gente se articule, faça formação política e nos organize enquanto movimento popular. Temos uma parceria de diálogos construtivos, compreensível, e queremos cada vez mais que a CESE caminhe junto conosco.
Quero muito agradecer pela parceria, pelo seu histórico de luta com os povos indígenas. Durante todo o tempo que fui coordenadora executiva da APIB e representante da COIAB e da Amazônia brasileira, nós tivemos o apoio da CESE para realizar nossas manifestações, nosso Acampamento Terra Livre, para as assembleias locais e regionais. Tudo isso foi muito importante para fortalecer o nosso protagonismo e movimento indígena do Brasil. Deixo meus parabéns pelos 50 anos e seguimos em luta.
Celebrar os 50 anos da CESE é reconhecer uma caminhada cristã dedicada a defesa dos direitos humanos em todas as suas dimensões, comprometida com os segmentos mais vulnerabilizados da população brasileira. E valorizar cada conquista alcançada em cada luta travada na busca da justiça, do direito e da paz. Fazer parte dessa caminhada é um privilégio e motivo de grande alegria poder mais uma vez nos regozijar: “Grande coisas fez o Senhor por nós, e por isso estamos alegres!” (Salmo 126.3)
Parabéns à CESE pela resistência, pela forte ancestralidade, pelo fortalecimento e proteção aos povos quilombolas. Onde a política pública não chega, a CESE chega para amenizar os impactos e viabilizar a permanência das pessoas, das comunidades. Que isso seja cada vez mais potente, mais presente e que a gente encontre, junto à CESE, cada vez mais motivos para resistir e esperançar.
Ao longo desses 50 anos, fomos presenteadas pela presença da CESE em nossas comunidades. Nós somos testemunhas do quanto ela tem de companheirismo e solidariedade investidos em nossos territórios. E isso tem sido fundamental para que continuemos em luta e em defesa do nosso povo.
A CESE é a marca do ecumenismo na defesa de direitos. É serviço aos movimentos populares nas lutas por justiça. Parabéns à Diretoria e equipe da CESE pela persistência e compromisso, sempre renovado nesses cinquenta anos, de preservação da memória histórica na defesa da democracia em nosso país.
Eu acho extraordinário o trabalho da CESE, porque ela inaugurou outro tipo de ecumenismo. Não é algo que as igrejas discutem entre si, falam sobre suas doutrinas e chegam a uma convergência. A CESE faz um ecumenismo de serviço que é ecumenismo de missão, para servir aos pobres, servir seus direitos.
Há vários anos a CESE vem apoiando iniciativas nas comunidades quilombolas do Pará. A organização trouxe o empoderamento por meio da capacitação e formação para juventude quilombola; tem fortalecido também o empreendedorismo e agricultura familiar. Com o apoio da CESE e os cursos oferecidos na área de incidência política conseguimos realizar atividades que visibilizem o protagonismo das mulheres quilombolas. Tudo isso é muito importante para a garantia e a nossa permanência no território.