Baixe a publicação “O esperançar dos povos”
23 de abril de 2025
Baixe a publicação “O esperançar dos povos”
Recurso de acessibilidade: versão em áudio do texto.
A CESE lançou nesta quarta-feira (23) a publicação “O Esperançar dos Povos”. O lançamento aconteceu durante a realização da Roda de Conversas “Antirracismo e Sistemas Alimentares”, virtualmente. O texto foi escrito por Flávia Quirino e conta com organização de Rosana Fernandes e Olga Matos, ambas assessoras de Projeto e Formação da CESE. A construção desse material contou com apoio de Misereor.
Flávia Quirino é maranhense. Jornalista, formada na Universidade Federal do Tocantins, tem atuação profissional pautada no campo da comunicação e direitos humanos, em suas diferentes vertentes. É Mestranda em Comunicação pela Universidade de Brasília e atualmente editora regional do Brasil de Fato no Distrito Federal. Foi vencedora, em 2023, da 17ª edição do Troféu Mulher IMPRENSA – Regionalidade na categoria Centro-Oeste.

Construída a partir das discussões realizadas em atividades promovidas pela CESE, esta publicação visa compartilhar um pouco dessa experiência envolvendo Povos do Campo, das Florestas, das Águas e das Cidades. Participaram desses espaços de reflexão coletiva 53 movimentos e organizações do âmbito rural e urbano, de 27 Estados.
A publicação traz um olhar para os desafios e estratégias no esperançar desses diversos povos se propondo a refletir acerca de questões como: Qual a relação entre povos do campo, das águas, das florestas e povos das cidades? O que conecta as lutas desses povos, quais os desafios para uma aliança? As lutas por justiça climática, soberania alimentar, direito à moradia, saúde, luta pela terra são lutas comuns ou desafios?
Foram pautadas denúncias, compartilhadas reflexões sobre as lutas por um país com justiça social e acesso aos direitos, democracia e soberania, sempre buscando articular a discussão sobre como as desigualdades de gênero, classe, raça e etnia estão interligadas, formando uma teia de discriminações que impactam estruturalmente a sociedade.
A obra também analisa o impacto de eventos políticos como o avanço da extrema-direita no mundo, o resultado das eleições municipais de 2024, em que a esquerda viu sua presença diminuir ainda mais à frente das prefeituras e mesmo o próprio governo de Jair Bolsonaro, representante de um grande retrocesso na luta por direitos e ainda ressoarão por anos.
Acesse a página de publicaçãos da CESE e vá até a seção “DIREITO A TERRA, ÁGUA E TERRITÓRIO” para baixar a publicação “O esperançar dos povos”.
VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
A relação de cooperação entre a CESE e Movimento Pesqueiro é de longa data. O apoio político e financeiro torna possível chegarmos em várias comunidades pesqueiras no Brasil para que a gente se articule, faça formação política e nos organize enquanto movimento popular. Temos uma parceria de diálogos construtivos, compreensível, e queremos cada vez mais que a CESE caminhe junto conosco.
A gente tem uma associação do meu povo, Karipuna, na Terra Indígena Uaçá. Por muito tempo a nossa organização ficou inadimplente, sem poder atuar com nosso povo. Mas, conseguimos acessar o recurso da CESE para fortalecer organização indígena e estruturar a associação e reorganizá-la. Hoje orgulhosamente e muito emocionada digo que fazemos a Assembleia do Povo Karipuna realizada por nós indígenas, gerindo nosso próprio recurso. Atualmente temos uma diretoria toda indígena, conseguimos captar recursos e acessar outros projetos. E isso tudo só foi possível por causa da parceria com a CESE.
Celebrar os 50 anos da CESE é reconhecer uma caminhada cristã dedicada a defesa dos direitos humanos em todas as suas dimensões, comprometida com os segmentos mais vulnerabilizados da população brasileira. E valorizar cada conquista alcançada em cada luta travada na busca da justiça, do direito e da paz. Fazer parte dessa caminhada é um privilégio e motivo de grande alegria poder mais uma vez nos regozijar: “Grande coisas fez o Senhor por nós, e por isso estamos alegres!” (Salmo 126.3)
Viva os 50 anos da CESE. Viva o ecumenismo que a organização traz para frente e esse diálogo intereclesial. É um momento muito especial porque a CESE defende direitos e traz o sujeito para maior visibilidade.
Minha história com a CESE poderia ser traduzida em uma palavra: COMUNHÃO! A CESE é uma Família. Repito: uma Família! Nos dois mandatos que estive como presidente da CESE pude experimentar a vivência fraterna e gostosa de uma equipe tão diversificada em saberes, experiências de fé, histórias de vida, e tão unida pela harmonia criada pelo Espírito de Deus e pelo único desejo de SERVIR aos mais pobres e vulneráveis na conquista e defesa dos seus direitos fundamentais. Louvado seja Deus pelos 50 anos de COMUNHÃO e SERVIÇO da CESE! Gratidão por tudo e para sempre!
A família CESE também faz parte do movimento indígena. Compartilhamos das mesmas dores e alegrias, mas principalmente de uma mesma missão. É por um causa que estamos aqui. Fico muito feliz de poder compartilhar dessa emoção de conhecer essa equipe. Que venham mais 50 anos, mais pessoas comprometidas com esse espírito de igualdade, amor e fraternidade.
Há muito a celebrar e agradecer! Nestes anos todos, a CESE tem sido uma parceira importantíssima dos movimentos e organizações populares e pastorais sociais. Em muitos casos, o seu apoio foi e é decisivo para a luta, para a vitória da vida. Faz as exigências necessárias para os projetos, mas não as burocratiza nem as excede. O espírito solidário e acolhedor de seus agentes e funcionários faz a diferença. O testemunho de verdadeiro ecumenismo é uma das suas marcas mais relevantes! Parabéns a todos e todas que fazem a CESE! Vida longa!
Há vários anos a CESE vem apoiando iniciativas nas comunidades quilombolas do Pará. A organização trouxe o empoderamento por meio da capacitação e formação para juventude quilombola; tem fortalecido também o empreendedorismo e agricultura familiar. Com o apoio da CESE e os cursos oferecidos na área de incidência política conseguimos realizar atividades que visibilizem o protagonismo das mulheres quilombolas. Tudo isso é muito importante para a garantia e a nossa permanência no território.
A CESE é a marca do ecumenismo na defesa de direitos. É serviço aos movimentos populares nas lutas por justiça. Parabéns à Diretoria e equipe da CESE pela persistência e compromisso, sempre renovado nesses cinquenta anos, de preservação da memória histórica na defesa da democracia em nosso país.
Quero muito agradecer pela parceria, pelo seu histórico de luta com os povos indígenas. Durante todo o tempo que fui coordenadora executiva da APIB e representante da COIAB e da Amazônia brasileira, nós tivemos o apoio da CESE para realizar nossas manifestações, nosso Acampamento Terra Livre, para as assembleias locais e regionais. Tudo isso foi muito importante para fortalecer o nosso protagonismo e movimento indígena do Brasil. Deixo meus parabéns pelos 50 anos e seguimos em luta.