Assembleia da ACT Aliança discute sobre teologia e justiça de gênero
29 de outubro de 2018A responsabilidade teológica na promoção da justiça de gênero foi tema inicial da Assembleia Geral da ACT Aliança, realizada em Upsália – Suécia, no dia 28 de outubro. O encontro contou com a participação de representantes de mais de 140 organizações membros da ACT Aliança, do Dr. Phumzile Mlambo-Nguka, subsecretário-Geral das Nações Unidas e Diretor Executivo da ONU Mulheres, e do arcebispo da Suécia, Antje Jackelen.
Assembleia ocorre em um momento em que o mundo enfrenta divisão, polarização, populismo e ataques contra a democracia. Para Rudelmar Bueno de Faria, secretário-geral da ACT Aliança, as organizações religiosas têm estado historicamente na vanguarda da proteção dos direitos e da dignidade das mulheres, especialmente durante crises humanitárias e em contextos frágeis: “A ACT Aliança promove a dignidade humana para todos. As organizações baseadas na fé devem fazer parte da solução e ajudar a moldar uma narrativa onde as mulheres e as meninas são iguais”.
O arcebispo da Suécia salientou que a injustiça de gênero continua sendo um dos maiores desafios do mundo, e que as organizações ecumênicas têm uma grande responsabilidade para combater essas injustiças. Dr Phumzile Mlambo-Ngcuka apresentou que, embora houvesse uma evolução positiva em relação aos direitos das mulheres, não foi possível mudar as regras e leis que perpetuam a desigualdade e acrescentou: “Da mesma forma que, historicamente, as pessoas se uniram para lutar contra o colonialismo e o racismo, devemos continuar unindo para criar a justiça de gênero e um mundo onde todas e todos possam ter os mesmos direitos e oportunidades”.
A 3ª Assembleia Geral da ACT Aliança continua em Upsália até o dia 1 de novembro.
VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
A relação de cooperação entre a CESE e Movimento Pesqueiro é de longa data. O apoio político e financeiro torna possível chegarmos em várias comunidades pesqueiras no Brasil para que a gente se articule, faça formação política e nos organize enquanto movimento popular. Temos uma parceria de diálogos construtivos, compreensível, e queremos cada vez mais que a CESE caminhe junto conosco.
Eu preciso de recursos para fazer a luta. Somos descendentes de grupos muito criativos, africanos e indígenas. Somos na maioria compostos por mulheres. E a formação em Mobilização de Recursos promovida pela CESE acaba nos dando autonomia, se assim compartilharmos dentro do nosso território.
Nós, do SOS Corpo, mantemos com a CESE uma parceria de longa data. Temos objetivos muito próximos, queremos fortalecer os movimentos sociais porque acreditamos que eles são sujeitos políticos de transformação. Seguiremos juntas. Um grande salve aos 50 anos. Longa vida à CESE
A CESE é a marca do ecumenismo na defesa de direitos. É serviço aos movimentos populares nas lutas por justiça. Parabéns à Diretoria e equipe da CESE pela persistência e compromisso, sempre renovado nesses cinquenta anos, de preservação da memória histórica na defesa da democracia em nosso país.
Comecei a aproximação com a organização pelo interesse em aprender com fundo de pequenos projetos. Sempre tivemos na CESE uma referência importante de uma instituição que estava à frente, na vanguarda, fazendo esse tipo de apoio com os grupos, desde antes de outras iniciativas existirem. E depois tive oportunidade de participar de outras ações para discutir o cenário político e também sobre as prioridades no campo socioambiental. Sempre foi uma troca muito forte.
Celebrar os 50 anos da CESE é reconhecer uma caminhada cristã dedicada a defesa dos direitos humanos em todas as suas dimensões, comprometida com os segmentos mais vulnerabilizados da população brasileira. E valorizar cada conquista alcançada em cada luta travada na busca da justiça, do direito e da paz. Fazer parte dessa caminhada é um privilégio e motivo de grande alegria poder mais uma vez nos regozijar: “Grande coisas fez o Senhor por nós, e por isso estamos alegres!” (Salmo 126.3)
A CESE não está com a gente só subsidiando, mas estimulando e fortalecendo. São cinquenta anos possibilitando que as ditas minorias gritem; intervindo realmente para que a gente transforme esse país em um lugar mais igualitário e fraterno, em que a gente possa viver como nos quilombos: comunidades circulares, que cabe todo mundo, respirando liberdade e esperança. Parabéns, CESE. Axé e luz para nós!
A luta antirracista é o grande mote das nossas ações que tem um dos principais objetivos o enfrentamento ao racismo religioso e a violência, que tem sido crescente no estado do Maranhão. Por tanto, a parceria com a CESE nos proporciona a construção de estratégias políticas e de ações em redes, nos apoia na articulação com parcerias que de fato promovam incidência nas políticas públicas, proposições institucionais de enfrentamento a esse racismo religioso que tem gerado muita violência. A CESE nos desafia na superação do racismo institucional, como o grande vetor de inviabilização e da violência contra as religiões de matrizes africanas.
Há vários anos a CESE vem apoiando iniciativas nas comunidades quilombolas do Pará. A organização trouxe o empoderamento por meio da capacitação e formação para juventude quilombola; tem fortalecido também o empreendedorismo e agricultura familiar. Com o apoio da CESE e os cursos oferecidos na área de incidência política conseguimos realizar atividades que visibilizem o protagonismo das mulheres quilombolas. Tudo isso é muito importante para a garantia e a nossa permanência no território.
A família CESE também faz parte do movimento indígena. Compartilhamos das mesmas dores e alegrias, mas principalmente de uma mesma missão. É por um causa que estamos aqui. Fico muito feliz de poder compartilhar dessa emoção de conhecer essa equipe. Que venham mais 50 anos, mais pessoas comprometidas com esse espírito de igualdade, amor e fraternidade.