CESE realiza exposição em comemoração aos seus 50 anos
15 de junho de 2023
A exposição ‘Memória de uma caminhada em defesa dos direitos humanos’ foi inaugurada na noite desta quarta-feira (14), no prédio da Ação Social Arquidiocesana. O momento contou com a presença de parceiros e parceiras históricas da organização. Parte da programação celebrativa dos 50 anos da CESE, a mostra poderá ser visitada 15 a 21 de junho, das 9h às 12h, e das 14h às 17h. A entrada é gratuita.


Com a curadoria do ator, diretor, músico, artista visual e diretor de produção, Fernando Marinho, a exposição reúne fotos, vídeos e objetos que marcaram a história de luta da CESE em cinco décadas.
Nela estão expostos documentos e imagens históricas, registros da atuação de grupos e movimentos parceiros, além de símbolos das causas apoiadas, prêmios e presentes recebidos, buscando ilustrar que a parceria da CESE com o movimento popular no Brasil é fundamentada em sua missão institucional de colaborar para a construção da democracia com justiça, e vai além dos recursos financeiros.


Veja mais fotos da exposição ‘Memória de uma caminha em defesa dos direitos humanos’ aqui.
A exposição também conta com exibição do vídeo memória “Efeito Semente”. Por meio de depoimentos de parceiros e pessoas que fizeram e fazem parte da história da CESE, o vídeo revisita momentos marcantes da trajetória da organização e está disponível no canal do YouTube da CESE. O roteiro é assinado por Carolina Gomes e a direção por Kau Rocha, ambos jornalistas.
SERVIÇO: Exposição: ” Memória de uma caminhada em defesa dos direitos humanos”
ONDE: ASA – Ação Social Arquidiocesana
Av. Leovigildo Figueiras, 270 – Antigo Colégio Dorotéas – Garcia
QUANDO: De 15 a 21 de junho
Das 9h às 12h e das 14h às 17h
VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
A CESE é a marca do ecumenismo na defesa de direitos. É serviço aos movimentos populares nas lutas por justiça. Parabéns à Diretoria e equipe da CESE pela persistência e compromisso, sempre renovado nesses cinquenta anos, de preservação da memória histórica na defesa da democracia em nosso país.
A luta antirracista é o grande mote das nossas ações que tem um dos principais objetivos o enfrentamento ao racismo religioso e a violência, que tem sido crescente no estado do Maranhão. Por tanto, a parceria com a CESE nos proporciona a construção de estratégias políticas e de ações em redes, nos apoia na articulação com parcerias que de fato promovam incidência nas políticas públicas, proposições institucionais de enfrentamento a esse racismo religioso que tem gerado muita violência. A CESE nos desafia na superação do racismo institucional, como o grande vetor de inviabilização e da violência contra as religiões de matrizes africanas.
A relação de cooperação entre a CESE e Movimento Pesqueiro é de longa data. O apoio político e financeiro torna possível chegarmos em várias comunidades pesqueiras no Brasil para que a gente se articule, faça formação política e nos organize enquanto movimento popular. Temos uma parceria de diálogos construtivos, compreensível, e queremos cada vez mais que a CESE caminhe junto conosco.
Eu acho extraordinário o trabalho da CESE, porque ela inaugurou outro tipo de ecumenismo. Não é algo que as igrejas discutem entre si, falam sobre suas doutrinas e chegam a uma convergência. A CESE faz um ecumenismo de serviço que é ecumenismo de missão, para servir aos pobres, servir seus direitos.
A CESE foi criada no ano mais violento da Ditadura Militar, quando se institucionalizou a tortura, se intensificaram as prisões arbitrárias, os assassinatos e os desaparecimentos de presos políticos. As igrejas tiveram a coragem de se reunir e criar uma instituição que pudesse ser um testemunho vivo da fé cristã no serviço ao povo brasileiro. Fico muito feliz que a CESE chegue aos 50 anos aperfeiçoando a sua maturidade.
Nós, do SOS Corpo, mantemos com a CESE uma parceria de longa data. Temos objetivos muito próximos, queremos fortalecer os movimentos sociais porque acreditamos que eles são sujeitos políticos de transformação. Seguiremos juntas. Um grande salve aos 50 anos. Longa vida à CESE
Somos herdeiras do legado histórico de uma organização que há 50 anos dá testemunho de uma fé comprometida com o ecumenismo e a diaconia profética. Levar adiante esta missão é compromisso que assumimos com muita responsabilidade e consciência, pois vivemos em um país onde o mutirão pela justiça, pela paz e integridade da criação ainda é uma tarefa a se realizar.
Parabéns à CESE pela resistência, pela forte ancestralidade, pelo fortalecimento e proteção aos povos quilombolas. Onde a política pública não chega, a CESE chega para amenizar os impactos e viabilizar a permanência das pessoas, das comunidades. Que isso seja cada vez mais potente, mais presente e que a gente encontre, junto à CESE, cada vez mais motivos para resistir e esperançar.
A gente tem uma associação do meu povo, Karipuna, na Terra Indígena Uaçá. Por muito tempo a nossa organização ficou inadimplente, sem poder atuar com nosso povo. Mas, conseguimos acessar o recurso da CESE para fortalecer organização indígena e estruturar a associação e reorganizá-la. Hoje orgulhosamente e muito emocionada digo que fazemos a Assembleia do Povo Karipuna realizada por nós indígenas, gerindo nosso próprio recurso. Atualmente temos uma diretoria toda indígena, conseguimos captar recursos e acessar outros projetos. E isso tudo só foi possível por causa da parceria com a CESE.
Comecei a aproximação com a organização pelo interesse em aprender com fundo de pequenos projetos. Sempre tivemos na CESE uma referência importante de uma instituição que estava à frente, na vanguarda, fazendo esse tipo de apoio com os grupos, desde antes de outras iniciativas existirem. E depois tive oportunidade de participar de outras ações para discutir o cenário político e também sobre as prioridades no campo socioambiental. Sempre foi uma troca muito forte.