7ª Edição do Julho das Pretas – Mulheres Negras Por Um Nordeste Livre!
04 de julho de 2019
O Julho das Pretas é uma estratégia de incidência política desenvolvida a partir de uma agenda conjunta e propositiva com movimentos de mulheres negras da Bahia, região Nordeste, e mais alguns estados do país, voltada para o fortalecimento das organizações de mulheres negras. Idealizado em 2013, pelo Odara – Instituto da Mulher Negra, o Julho das Pretas celebra o 25 de Julho, Dia Internacional da Mulher Negra Afro Latina-americana e Caribenha, e o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra.
Este ano o Julho das Pretas terá como tema “Mulheres Negras Por Um Nordeste Livre”, demarcando a resistência histórica das mulheres negras da nossa região nas lutas por liberdade, igualdade e pela democracia. Somos o grupo humano brasileiro que mais disse não ao fascismo nas urnas em 2018. Somos a mão de obra que move o motor do desenvolvimento no Brasil. Somos a contribuição política intelectual que pensa e constrói a sociedade brasileira em toda sua história, e ainda assim somos constantemente apagadas, silenciadas, violadas, e por isso este ano toda região Nordeste grita por liberdade. Construímos os caminhos de liberdade contra o racismo, o sexismo, a violência policial, o feminicídio, o encarceramento em massa e as diversas formas de terrorismo do Estado.
Somos plurais como nossas frentes de luta, demarcadas nas atividades desta agenda. Atuamos por uma infância sem racismo, machismo e violência, por isso construindo atividades como aniversário de bonecas e bonecos, rodas de contação de história e gincana de conhecimentos. Atuamos por uma adolescência segura e com possibilidades de futuro, e por isso temos nesta agenda atividades sobre direitos sexuais e reprodutivos, sexualidade e família, e educação pública de qualidade. Apostamos na juventude, a faixa etária mais numerosa da população brasileira, por isso defendemos o acesso e a permanência nas Universidades, acesso a emprego, a arte e a cultura. Queremos dignidade e felicidade para todas nós, por isso acreditamos na importância das políticas sociais. E acima de tudo sabemos o caminho da construção de uma sociedade mais justa, em que a pluralidade que constitui o Brasil esteja representada – é o nosso manifesto 25 de Julho de 2019 na Marcha das Mulheres Negras, com a 3ª edição em Salvador, e com a 2ª edição em Aracajú. Seguimos em marcha pelo Bem Viver!
A CESE é parceria desta iniciativa desde a 1ª Edição. Já foram apoiados mais de 30 projetos,beneficiando 17.447 pessoas, com envolvimento de mais de 6 mil jovens
Faça o dowload da agenda logo abaixo, e veja online aqui
VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
A CESE não está com a gente só subsidiando, mas estimulando e fortalecendo. São cinquenta anos possibilitando que as ditas minorias gritem; intervindo realmente para que a gente transforme esse país em um lugar mais igualitário e fraterno, em que a gente possa viver como nos quilombos: comunidades circulares, que cabe todo mundo, respirando liberdade e esperança. Parabéns, CESE. Axé e luz para nós!
Eu acho extraordinário o trabalho da CESE, porque ela inaugurou outro tipo de ecumenismo. Não é algo que as igrejas discutem entre si, falam sobre suas doutrinas e chegam a uma convergência. A CESE faz um ecumenismo de serviço que é ecumenismo de missão, para servir aos pobres, servir seus direitos.
Nós, do SOS Corpo, mantemos com a CESE uma parceria de longa data. Temos objetivos muito próximos, queremos fortalecer os movimentos sociais porque acreditamos que eles são sujeitos políticos de transformação. Seguiremos juntas. Um grande salve aos 50 anos. Longa vida à CESE
Ao longo desses 50 anos, fomos presenteadas pela presença da CESE em nossas comunidades. Nós somos testemunhas do quanto ela tem de companheirismo e solidariedade investidos em nossos territórios. E isso tem sido fundamental para que continuemos em luta e em defesa do nosso povo.
A luta antirracista é o grande mote das nossas ações que tem um dos principais objetivos o enfrentamento ao racismo religioso e a violência, que tem sido crescente no estado do Maranhão. Por tanto, a parceria com a CESE nos proporciona a construção de estratégias políticas e de ações em redes, nos apoia na articulação com parcerias que de fato promovam incidência nas políticas públicas, proposições institucionais de enfrentamento a esse racismo religioso que tem gerado muita violência. A CESE nos desafia na superação do racismo institucional, como o grande vetor de inviabilização e da violência contra as religiões de matrizes africanas.
Quero muito agradecer pela parceria, pelo seu histórico de luta com os povos indígenas. Durante todo o tempo que fui coordenadora executiva da APIB e representante da COIAB e da Amazônia brasileira, nós tivemos o apoio da CESE para realizar nossas manifestações, nosso Acampamento Terra Livre, para as assembleias locais e regionais. Tudo isso foi muito importante para fortalecer o nosso protagonismo e movimento indígena do Brasil. Deixo meus parabéns pelos 50 anos e seguimos em luta.
A CESE completa 50 anos de testemunho de fé ativa no amor, faz jus ao seu nome. Desde o início, se colocou em defesa dos direitos humanos, denunciou atos de violência e de tortura, participou da discussão de grandes temas nacionais, apoiou movimentos sociais de libertação. Parabéns pela atuação profética, em prol da unidade e da cidadania. Que Deus continue a fazer da CESE uma benção para muitos.
Conheço a CESE desde 1990, através da Federação de Órgãos para Assistência Social (FASE) no apoio a grupos de juventude e de mulheres. Nesse sentido, foi uma organização absolutamente importante. E hoje, na função de diretor do Programa País da Heks no Brasil, poder apoiar os projetos da CESE é uma satisfação muito grande e um investimento que tenho certeza que é um dos melhores.
Há vários anos a CESE vem apoiando iniciativas nas comunidades quilombolas do Pará. A organização trouxe o empoderamento por meio da capacitação e formação para juventude quilombola; tem fortalecido também o empreendedorismo e agricultura familiar. Com o apoio da CESE e os cursos oferecidos na área de incidência política conseguimos realizar atividades que visibilizem o protagonismo das mulheres quilombolas. Tudo isso é muito importante para a garantia e a nossa permanência no território.
Minha história com a CESE poderia ser traduzida em uma palavra: COMUNHÃO! A CESE é uma Família. Repito: uma Família! Nos dois mandatos que estive como presidente da CESE pude experimentar a vivência fraterna e gostosa de uma equipe tão diversificada em saberes, experiências de fé, histórias de vida, e tão unida pela harmonia criada pelo Espírito de Deus e pelo único desejo de SERVIR aos mais pobres e vulneráveis na conquista e defesa dos seus direitos fundamentais. Louvado seja Deus pelos 50 anos de COMUNHÃO e SERVIÇO da CESE! Gratidão por tudo e para sempre!