Encontro das Associadas Abong BA e SE acontece em Salvador
04 de setembro de 2018
Entre os dias 04 e 05 de setembro, aconteceu, em Salvador (BA), o Encontro das Associadas Abong Bahia e Sergipe no auditório da CESE.
Entre as pautas de discussão coletiva, destacaram-se: a análise de conjuntura por grupos temáticos / territoriais; balanço sobre a atuação das associadas nos colegiados de controle social (conselhos e fóruns); debate sobre os temas centrais da Abong Nacional – Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (MROSC); novos paradigmas; reforma política; comunicação e visibilidade.



Eliana Rolemberg, membro do Conselho Diretor da Abong, salienta que esse encontro teve uma característica especial: “por um lado, a gente está querendo discutir mais a relação Bahia-Sergipe. Sergipe já teve avanços, já tem várias organizações que fazem parte; então pensamos em discutir a inclusão de representação do Estado Sergipe no Conselho Diretor [da Abong]. Outras discussões envolvem a preparação para a Assembleia Geral Nacional em 2019, que é eletiva; e o que vem sendo feito dentro do projeto Resistência Democrática, como as ações da Rede Cardume e o curso EAD sobre o MROSC”.
Organizações que estiveram presentes:
Odara – Instituto da Mulher Negra
Instituto Búzios
Fórum Baiano LGBT
Abong Nacional
Associação dos Moradores do Conjunto Santa Lúzia
AGEAC
Coordenadoria Ecumênica de Serviço
Cáritas Regional NE 3
Elo – Ligação e Organização
Grupo Ambientalista da Bahia
Instituto Braços
Instituto Búzios
Movimento de Organização Comunitária
Avante Educação e Mobilização Social
Centro de Educação e Cultura Popular
Centro de Referência Integral de Adolescentes
CIPÓ Comunicação Interativa
Grupo de Apoio à Prevenção a Aids da Bahia
Serviço de Assessoria a Organizações Populares Rurais
Centro Dom José Brandão de Castro
Valorização do Indivíduo e Desenvolvimento Ativo
Sociedade de Apoio Sócio Ambientalista e Cultural
Federação de Órgãos Para Assistência Social e Educacional
Grupo de Defesa e Promoção Socioambiental
Ass. de Pais e Mestres da Com. Saramandaia
Associação da Pessoa Com Albinismo na Bahia
Tortura Nunca Mais –BA
Fundação Terra Mirim
VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
A família CESE também faz parte do movimento indígena. Compartilhamos das mesmas dores e alegrias, mas principalmente de uma mesma missão. É por um causa que estamos aqui. Fico muito feliz de poder compartilhar dessa emoção de conhecer essa equipe. Que venham mais 50 anos, mais pessoas comprometidas com esse espírito de igualdade, amor e fraternidade.
Quero muito agradecer pela parceria, pelo seu histórico de luta com os povos indígenas. Durante todo o tempo que fui coordenadora executiva da APIB e representante da COIAB e da Amazônia brasileira, nós tivemos o apoio da CESE para realizar nossas manifestações, nosso Acampamento Terra Livre, para as assembleias locais e regionais. Tudo isso foi muito importante para fortalecer o nosso protagonismo e movimento indígena do Brasil. Deixo meus parabéns pelos 50 anos e seguimos em luta.
Nós, do SOS Corpo, mantemos com a CESE uma parceria de longa data. Temos objetivos muito próximos, queremos fortalecer os movimentos sociais porque acreditamos que eles são sujeitos políticos de transformação. Seguiremos juntas. Um grande salve aos 50 anos. Longa vida à CESE
A CESE foi criada no ano mais violento da Ditadura Militar, quando se institucionalizou a tortura, se intensificaram as prisões arbitrárias, os assassinatos e os desaparecimentos de presos políticos. As igrejas tiveram a coragem de se reunir e criar uma instituição que pudesse ser um testemunho vivo da fé cristã no serviço ao povo brasileiro. Fico muito feliz que a CESE chegue aos 50 anos aperfeiçoando a sua maturidade.
A luta antirracista é o grande mote das nossas ações que tem um dos principais objetivos o enfrentamento ao racismo religioso e a violência, que tem sido crescente no estado do Maranhão. Por tanto, a parceria com a CESE nos proporciona a construção de estratégias políticas e de ações em redes, nos apoia na articulação com parcerias que de fato promovam incidência nas políticas públicas, proposições institucionais de enfrentamento a esse racismo religioso que tem gerado muita violência. A CESE nos desafia na superação do racismo institucional, como o grande vetor de inviabilização e da violência contra as religiões de matrizes africanas.
A relação de cooperação entre a CESE e Movimento Pesqueiro é de longa data. O apoio político e financeiro torna possível chegarmos em várias comunidades pesqueiras no Brasil para que a gente se articule, faça formação política e nos organize enquanto movimento popular. Temos uma parceria de diálogos construtivos, compreensível, e queremos cada vez mais que a CESE caminhe junto conosco.
A relação de cooperação entre a CESE e Movimento Pesqueiro é de longa data. O apoio político e financeiro torna possível chegarmos em várias comunidades pesqueiras no Brasil para que a gente se articule, faça formação política e nos organize enquanto movimento popular. Temos uma parceria de diálogos construtivos, compreensível, e queremos cada vez mais que a CESE caminhe junto conosco.
Celebrar os 50 anos da CESE é reconhecer uma caminhada cristã dedicada a defesa dos direitos humanos em todas as suas dimensões, comprometida com os segmentos mais vulnerabilizados da população brasileira. E valorizar cada conquista alcançada em cada luta travada na busca da justiça, do direito e da paz. Fazer parte dessa caminhada é um privilégio e motivo de grande alegria poder mais uma vez nos regozijar: “Grande coisas fez o Senhor por nós, e por isso estamos alegres!” (Salmo 126.3)
Comecei a aproximação com a organização pelo interesse em aprender com fundo de pequenos projetos. Sempre tivemos na CESE uma referência importante de uma instituição que estava à frente, na vanguarda, fazendo esse tipo de apoio com os grupos, desde antes de outras iniciativas existirem. E depois tive oportunidade de participar de outras ações para discutir o cenário político e também sobre as prioridades no campo socioambiental. Sempre foi uma troca muito forte.
Viva os 50 anos da CESE. Viva o ecumenismo que a organização traz para frente e esse diálogo intereclesial. É um momento muito especial porque a CESE defende direitos e traz o sujeito para maior visibilidade.