CESE passa a integrar a Rede Comuá
21 de junho de 2024
A Rede Comuá é um espaço que reúne fundos temáticos, comunitários e fundações comunitárias, organizações doadoras (grantmakers) independentes, que mobilizam recursos de fontes diversificadas para apoiar grupos, coletivos, movimentos e organizações da sociedade civil que atuam nos campos da justiça socioambiental, direitos humanos e desenvolvimento comunitário. A Rede busca fortalecer a capacidade de atuação conjunta dos seus membros potencializando seu papel nos processos de transformação social, nas ações de incidência, dando visibilidade às suas ações tanto no campo da filantropia como na esfera pública.
A Rede Comuá foi criada no ano de 2012, com o nome de Rede de Fundos Independentes para a Justiça Social (nome alterado em 2017 para Rede de Filantropia para a Justiça Social, pelos fundos Baobá, ELAS+ Doar para Transformar, Fundo Brasil Fundo Casa Socioambiental, Instituto Comunitário Grande Florianópolis (ICOM), BrazilFoundation, Instituto Rio e o Instituto Baixada. A CESE integrou a Rede de Fundos Independentes para a Justiça Social neste período.
Em 01 de junho de 2023, a Comuá foi oficialmente fundada em uma das etapas do seu processo de formalização que teve início em 2022, ano em que a Rede completou 10 anos de atuação. Fizeram parte da fundação formal da Rede os fundos Baobá – Fundo para equidade racial, BrazilFoundation, Casa Fluminense, Elas+ Doar para Transformar, Fundo Agbara, Fundo Brasil, Fundo Brasileiro de Educação Ambiental (FunBEA), Fundo Casa Socioambiental, Fundo Positivo, Instituto Baixada, Instituto Clima e Sociedade (iCS), Instituto Comunitário Grande Florianópolis (ICOM), Instituto Procomum, Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), Redes da Maré e Tabôa – Fortalecimento comunitário.
A COMUÁ tem como objetivos:
Fortalecer e promover a filantropia de justiça social no Brasil, na perspectiva dos direitos humanos entendidos desde uma perspectiva complexa e interseccional.
Difundir e dar visibilidade às organizações membro, ressaltando a sua atuação e a sua contribuição para a transformação do país, para que possam ser vistas como alternativas de investimento social.
Articular as organizações membro para fortalecer as lutas e ampliar os recursos para doação nas áreas de direitos humanos e justiça social, para o apoio de iniciativas transformadoras.
”Reintegrar a Rede Comuá nos enche de animação pela possibilidade de partilhar saberes, trocar experiências e realizar ações conjuntas de modo a enfrentar coletivamente os desafios que temos em relação ao fortalecimento da filantropia para a justiça social e para o apoio às lutas populares por direitos”, afirma Antônio Dimas Galvão, coordenador de projetos e formação da CESE
Acesse o site da REDE COMUÁ aqui: https://redecomua.org.br/
VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
Comecei a aproximação com a organização pelo interesse em aprender com fundo de pequenos projetos. Sempre tivemos na CESE uma referência importante de uma instituição que estava à frente, na vanguarda, fazendo esse tipo de apoio com os grupos, desde antes de outras iniciativas existirem. E depois tive oportunidade de participar de outras ações para discutir o cenário político e também sobre as prioridades no campo socioambiental. Sempre foi uma troca muito forte.
A gente tem uma associação do meu povo, Karipuna, na Terra Indígena Uaçá. Por muito tempo a nossa organização ficou inadimplente, sem poder atuar com nosso povo. Mas, conseguimos acessar o recurso da CESE para fortalecer organização indígena e estruturar a associação e reorganizá-la. Hoje orgulhosamente e muito emocionada digo que fazemos a Assembleia do Povo Karipuna realizada por nós indígenas, gerindo nosso próprio recurso. Atualmente temos uma diretoria toda indígena, conseguimos captar recursos e acessar outros projetos. E isso tudo só foi possível por causa da parceria com a CESE.
Há muito a celebrar e agradecer! Nestes anos todos, a CESE tem sido uma parceira importantíssima dos movimentos e organizações populares e pastorais sociais. Em muitos casos, o seu apoio foi e é decisivo para a luta, para a vitória da vida. Faz as exigências necessárias para os projetos, mas não as burocratiza nem as excede. O espírito solidário e acolhedor de seus agentes e funcionários faz a diferença. O testemunho de verdadeiro ecumenismo é uma das suas marcas mais relevantes! Parabéns a todos e todas que fazem a CESE! Vida longa!
A CESE é a marca do ecumenismo na defesa de direitos. É serviço aos movimentos populares nas lutas por justiça. Parabéns à Diretoria e equipe da CESE pela persistência e compromisso, sempre renovado nesses cinquenta anos, de preservação da memória histórica na defesa da democracia em nosso país.
Ao longo desses 50 anos, fomos presenteadas pela presença da CESE em nossas comunidades. Nós somos testemunhas do quanto ela tem de companheirismo e solidariedade investidos em nossos territórios. E isso tem sido fundamental para que continuemos em luta e em defesa do nosso povo.
A CESE foi criada no ano mais violento da Ditadura Militar, quando se institucionalizou a tortura, se intensificaram as prisões arbitrárias, os assassinatos e os desaparecimentos de presos políticos. As igrejas tiveram a coragem de se reunir e criar uma instituição que pudesse ser um testemunho vivo da fé cristã no serviço ao povo brasileiro. Fico muito feliz que a CESE chegue aos 50 anos aperfeiçoando a sua maturidade.
A luta antirracista é o grande mote das nossas ações que tem um dos principais objetivos o enfrentamento ao racismo religioso e a violência, que tem sido crescente no estado do Maranhão. Por tanto, a parceria com a CESE nos proporciona a construção de estratégias políticas e de ações em redes, nos apoia na articulação com parcerias que de fato promovam incidência nas políticas públicas, proposições institucionais de enfrentamento a esse racismo religioso que tem gerado muita violência. A CESE nos desafia na superação do racismo institucional, como o grande vetor de inviabilização e da violência contra as religiões de matrizes africanas.
Eu preciso de recursos para fazer a luta. Somos descendentes de grupos muito criativos, africanos e indígenas. Somos na maioria compostos por mulheres. E a formação em Mobilização de Recursos promovida pela CESE acaba nos dando autonomia, se assim compartilharmos dentro do nosso território.
A família CESE também faz parte do movimento indígena. Compartilhamos das mesmas dores e alegrias, mas principalmente de uma mesma missão. É por um causa que estamos aqui. Fico muito feliz de poder compartilhar dessa emoção de conhecer essa equipe. Que venham mais 50 anos, mais pessoas comprometidas com esse espírito de igualdade, amor e fraternidade.
Nós, do SOS Corpo, mantemos com a CESE uma parceria de longa data. Temos objetivos muito próximos, queremos fortalecer os movimentos sociais porque acreditamos que eles são sujeitos políticos de transformação. Seguiremos juntas. Um grande salve aos 50 anos. Longa vida à CESE