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Seminário Internacional discute investimento social em mulheres e direitos socioambientais
23 de maio de 2018
A Rede de Filantropia para a Justiça Social e a Prospera – International Network of Women’s Funds promovem no dia 6 de junho o Seminário Internacional “Filantropia para Justiça Social: Investindo nos mulheres e nos direitos socioambientais”.
O seminário vai reunir representantes de fundos de mulheres da América Latina, fundações e institutos nacionais e organizações da sociedade civil para debater o cenário da filantropia para a justiça social no Brasil e na América Latina e discutir os desafios e conquistas em dois campos específicos dessa área: o investimento social nos direitos das mulheres e socioambientais.
A programação inclui duas mesas de debates: uma sobre investimento social nos direitos das mulheres e uma sobre práticas e oportunidades de colaboração e diálogo entre a filantropia para justiça social focada em mulheres e em direitos socioambientais.
O evento tem apoio do Museu de Arte do Rio (MAR) e será no Auditório do MAR, no 5º andar, no dia 6 de junho, de 13h30 às 18h.
As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas pelo link: bit.ly/FilantropiaparaJustiçaSocial
Haverá tradução simultânea (espanhol-português) e intérprete de libras.
Confira a programação:
13h30_Credenciamento
14h_Abertura e boas vindas com Amalia Fischer (Fundo ELAS/Brasil)
14h15 – 16h_Mesa I: Filantropia para a Justiça Social: investimento nos direitos das mulheres
O objetivo da mesa é apresentar o fomento à justiça de gênero dentro da filantropia para a justiça social, debatendo os desafios de atuação nesse segmento e de promoção de uma cultura de doação dirigida às mulheres.
Keynote speaker: Alexandra Garita (Prospera)
Debatedoras:
Sara Mandujano (Fondo Alquimia/Chile)
Laura Garcia (Fondo Semillas/México)
Rosana Heringer (Fundo ELAS/ Brasil)
Daniela Grelin (Instituto Avon/Brasil)
Moderadora: Graciela Hopstein (Rede de Filantropia para a Justiça Social/Brasil)
16h – 16h30_Coffee break
16h30 – 18h30_Mesa II: Investindo em direitos das mulheres e socioambientais: práticas e oportunidades de colaboração e diálogo
A mesa reúne representantes de fundos de mulheres e fundos socioambientais para traçar um panorama de boas práticas, desafios e perspectivas nesses dois campos em aliança para o avanço dessas causas.
Debatedoras:
Maria Amália Souza (Fundo Socioambiental Casa/Brasil)
Carla López (FCAM – Fondo Centroamericano de Mujeres/ América Central)
Tatiana Cordero (Fondo de Acción Urgente para América Latina/Colômbia)
Citlali Barrera (FASOL – Fondo Acción Solidaria/México)
Moderadora: nome a confirmar
VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
Comecei a aproximação com a organização pelo interesse em aprender com fundo de pequenos projetos. Sempre tivemos na CESE uma referência importante de uma instituição que estava à frente, na vanguarda, fazendo esse tipo de apoio com os grupos, desde antes de outras iniciativas existirem. E depois tive oportunidade de participar de outras ações para discutir o cenário político e também sobre as prioridades no campo socioambiental. Sempre foi uma troca muito forte.
Conheço a CESE desde 1990, através da Federação de Órgãos para Assistência Social (FASE) no apoio a grupos de juventude e de mulheres. Nesse sentido, foi uma organização absolutamente importante. E hoje, na função de diretor do Programa País da Heks no Brasil, poder apoiar os projetos da CESE é uma satisfação muito grande e um investimento que tenho certeza que é um dos melhores.
Quero muito agradecer pela parceria, pelo seu histórico de luta com os povos indígenas. Durante todo o tempo que fui coordenadora executiva da APIB e representante da COIAB e da Amazônia brasileira, nós tivemos o apoio da CESE para realizar nossas manifestações, nosso Acampamento Terra Livre, para as assembleias locais e regionais. Tudo isso foi muito importante para fortalecer o nosso protagonismo e movimento indígena do Brasil. Deixo meus parabéns pelos 50 anos e seguimos em luta.
Eu preciso de recursos para fazer a luta. Somos descendentes de grupos muito criativos, africanos e indígenas. Somos na maioria compostos por mulheres. E a formação em Mobilização de Recursos promovida pela CESE acaba nos dando autonomia, se assim compartilharmos dentro do nosso território.
‘Seguimos sendo uma igreja profética, que transforma palavras em ações e apoia aqueles povos que historicamente sofrem as consequências das desigualdades. Saio deste momento com muita gratidão. Parabéns à CESE por, em nome das igrejas, estar comprometida com a defesa dos direitos humanos, a justiça social e a luta dos povos e comunidades tradicionais em todo o território nacional. Continuem contando conosco.” – Pastor Mauro Batista de Souza (IECLB).
Há muito a celebrar e agradecer! Nestes anos todos, a CESE tem sido uma parceira importantíssima dos movimentos e organizações populares e pastorais sociais. Em muitos casos, o seu apoio foi e é decisivo para a luta, para a vitória da vida. Faz as exigências necessárias para os projetos, mas não as burocratiza nem as excede. O espírito solidário e acolhedor de seus agentes e funcionários faz a diferença. O testemunho de verdadeiro ecumenismo é uma das suas marcas mais relevantes! Parabéns a todos e todas que fazem a CESE! Vida longa!
A CESE não está com a gente só subsidiando, mas estimulando e fortalecendo. São cinquenta anos possibilitando que as ditas minorias gritem; intervindo realmente para que a gente transforme esse país em um lugar mais igualitário e fraterno, em que a gente possa viver como nos quilombos: comunidades circulares, que cabe todo mundo, respirando liberdade e esperança. Parabéns, CESE. Axé e luz para nós!
A CESE foi criada no ano mais violento da Ditadura Militar, quando se institucionalizou a tortura, se intensificaram as prisões arbitrárias, os assassinatos e os desaparecimentos de presos políticos. As igrejas tiveram a coragem de se reunir e criar uma instituição que pudesse ser um testemunho vivo da fé cristã no serviço ao povo brasileiro. Fico muito feliz que a CESE chegue aos 50 anos aperfeiçoando a sua maturidade.
Celebrar os 50 anos da CESE é reconhecer uma caminhada cristã dedicada a defesa dos direitos humanos em todas as suas dimensões, comprometida com os segmentos mais vulnerabilizados da população brasileira. E valorizar cada conquista alcançada em cada luta travada na busca da justiça, do direito e da paz. Fazer parte dessa caminhada é um privilégio e motivo de grande alegria poder mais uma vez nos regozijar: “Grande coisas fez o Senhor por nós, e por isso estamos alegres!” (Salmo 126.3)
A gente tem uma associação do meu povo, Karipuna, na Terra Indígena Uaçá. Por muito tempo a nossa organização ficou inadimplente, sem poder atuar com nosso povo. Mas, conseguimos acessar o recurso da CESE para fortalecer organização indígena e estruturar a associação e reorganizá-la. Hoje orgulhosamente e muito emocionada digo que fazemos a Assembleia do Povo Karipuna realizada por nós indígenas, gerindo nosso próprio recurso. Atualmente temos uma diretoria toda indígena, conseguimos captar recursos e acessar outros projetos. E isso tudo só foi possível por causa da parceria com a CESE.