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Ouça o primeiro episódio do novo especial CESE e Le Monde Diplomatique Brasil: “Mulheres da Terra: o Cerrado somos nós”
05 de junho de 2023

Na Semana Mundial do Meio Ambiente, CESE e Le Monde Diplomatique Brasil lançam série especial do podcast Guilhotina: “Território vivo: o combate às mudanças climáticas no Cerrado”. Ouça agora o primeiro episódio, “Mulheres da Terra: o Cerrado somos nós!”, que aborda a experiência das comunidades de apanhadoras de flores de Minas Gerais e das mulheres quebradeiras de coco do Piauí.
Ouça nas principais plataformas de podcast e no site do Le Monde Diplomatique Brasil
A estreia da série traz as falas de Maria de Fátima Alves, a Tatinha, da Comissão em Defesa dos Direitos das Comunidades Extrativistas (Codecex), e Helena Gomes da Silva, coordenadora do Movimento Interestadual de Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB) do Piauí. Elas representam dois modos de vida com forte protagonismo de mulheres.
O especial mostra como os modos de vida dessas comunidades, a sua relação com os campos, as águas e as florestas, a sociobiodiversidade desses territórios são fundamentais para fazer o enfrentamento à crise climática, abordando também a importância de garantir a permanência dessas pessoas em seus territórios.
FICHA TÉCNICA
Apresentação e roteiro: Bianca Pyl e Luís Brasilino
Apoio de produção: Tarcilo Santana e Olga Matos
Edição: Beatriz Pasqualino da Rádio Tertúlia
Sonorização: André Paroche
Suporte executivo: Raíssa Lazarini
A identidade visual de “Território Vivo: o combate às mudanças climáticas no Cerrado” foi criada pelo Coletivo Trama. Para a construção da arte deste episódio, foram utilizadas fotografias cedidas por Elisa Cotta, João Ribeiro Ripper e Leandro dos Santos. Também contamos com apoio da Campanha Nacional em Defesa do Cerrado. Agradecemos a contribuição de todos e todas.
VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
Eu acho extraordinário o trabalho da CESE, porque ela inaugurou outro tipo de ecumenismo. Não é algo que as igrejas discutem entre si, falam sobre suas doutrinas e chegam a uma convergência. A CESE faz um ecumenismo de serviço que é ecumenismo de missão, para servir aos pobres, servir seus direitos.
A gente tem uma associação do meu povo, Karipuna, na Terra Indígena Uaçá. Por muito tempo a nossa organização ficou inadimplente, sem poder atuar com nosso povo. Mas, conseguimos acessar o recurso da CESE para fortalecer organização indígena e estruturar a associação e reorganizá-la. Hoje orgulhosamente e muito emocionada digo que fazemos a Assembleia do Povo Karipuna realizada por nós indígenas, gerindo nosso próprio recurso. Atualmente temos uma diretoria toda indígena, conseguimos captar recursos e acessar outros projetos. E isso tudo só foi possível por causa da parceria com a CESE.
Quero muito agradecer pela parceria, pelo seu histórico de luta com os povos indígenas. Durante todo o tempo que fui coordenadora executiva da APIB e representante da COIAB e da Amazônia brasileira, nós tivemos o apoio da CESE para realizar nossas manifestações, nosso Acampamento Terra Livre, para as assembleias locais e regionais. Tudo isso foi muito importante para fortalecer o nosso protagonismo e movimento indígena do Brasil. Deixo meus parabéns pelos 50 anos e seguimos em luta.
A relação de cooperação entre a CESE e Movimento Pesqueiro é de longa data. O apoio político e financeiro torna possível chegarmos em várias comunidades pesqueiras no Brasil para que a gente se articule, faça formação política e nos organize enquanto movimento popular. Temos uma parceria de diálogos construtivos, compreensível, e queremos cada vez mais que a CESE caminhe junto conosco.
Há vários anos a CESE vem apoiando iniciativas nas comunidades quilombolas do Pará. A organização trouxe o empoderamento por meio da capacitação e formação para juventude quilombola; tem fortalecido também o empreendedorismo e agricultura familiar. Com o apoio da CESE e os cursos oferecidos na área de incidência política conseguimos realizar atividades que visibilizem o protagonismo das mulheres quilombolas. Tudo isso é muito importante para a garantia e a nossa permanência no território.
Há muito a celebrar e agradecer! Nestes anos todos, a CESE tem sido uma parceira importantíssima dos movimentos e organizações populares e pastorais sociais. Em muitos casos, o seu apoio foi e é decisivo para a luta, para a vitória da vida. Faz as exigências necessárias para os projetos, mas não as burocratiza nem as excede. O espírito solidário e acolhedor de seus agentes e funcionários faz a diferença. O testemunho de verdadeiro ecumenismo é uma das suas marcas mais relevantes! Parabéns a todos e todas que fazem a CESE! Vida longa!
Comecei a aproximação com a organização pelo interesse em aprender com fundo de pequenos projetos. Sempre tivemos na CESE uma referência importante de uma instituição que estava à frente, na vanguarda, fazendo esse tipo de apoio com os grupos, desde antes de outras iniciativas existirem. E depois tive oportunidade de participar de outras ações para discutir o cenário político e também sobre as prioridades no campo socioambiental. Sempre foi uma troca muito forte.
Parabéns à CESE pela resistência, pela forte ancestralidade, pelo fortalecimento e proteção aos povos quilombolas. Onde a política pública não chega, a CESE chega para amenizar os impactos e viabilizar a permanência das pessoas, das comunidades. Que isso seja cada vez mais potente, mais presente e que a gente encontre, junto à CESE, cada vez mais motivos para resistir e esperançar.
A CESE completa 50 anos de testemunho de fé ativa no amor, faz jus ao seu nome. Desde o início, se colocou em defesa dos direitos humanos, denunciou atos de violência e de tortura, participou da discussão de grandes temas nacionais, apoiou movimentos sociais de libertação. Parabéns pela atuação profética, em prol da unidade e da cidadania. Que Deus continue a fazer da CESE uma benção para muitos.
A família CESE também faz parte do movimento indígena. Compartilhamos das mesmas dores e alegrias, mas principalmente de uma mesma missão. É por um causa que estamos aqui. Fico muito feliz de poder compartilhar dessa emoção de conhecer essa equipe. Que venham mais 50 anos, mais pessoas comprometidas com esse espírito de igualdade, amor e fraternidade.