Projeto Dabucury – Entre saberes e fazeres: organizações indígenas fortalecem caminhos para a gestão dos territórios
18 de junho de 2026
CESE e Coiab realizaram, de 10 a 16 de junho, as Oficinas de Boas Práticas de Elaboração e Gestão de Projetos com mais de 20 organizações apoiadas pelo 2º Edital do Projeto Dabucury: “Compartilhando Experiências e Fortalecendo a Gestão Etnoambiental das Terras Indígenas da Amazônia Brasileira”, com apoio do Fundo Amazônia.
A atividade aconteceu em Belém (PA) e reuniu lideranças das organizações indígenas que estarão à frente da gestão dos projetos em seus territórios, representantes das equipes de assessoria de projetos e formação, administrativo-financeiro, secretaria e comunicação da CESE, além de integrantes da comunicação e do Centro Amazônico de Formação Indígena (Cafi), da Coiab.
A diretora executiva da CESE, Sonia Gomes Mota, destacou a satisfação de participar do encontro e ressaltou a importância da troca de conhecimentos entre as organizações parceiras e os povos indígenas dos territórios amazônicos.
“Para mim, é motivo de muita alegria estar aqui com vocês. Não é por acaso que trouxemos uma equipe para estar neste território, que para nós é sagrado e tem muito a nos ensinar. São vocês que estão nos territórios, cuidando, preservando e construindo conhecimentos há muito tempo”, afirmou Sonia Mota.
Sonia observou que um dos objetivos centrais da parceria é promover o diálogo entre diferentes saberes para fortalecer as organizações indígenas e suas iniciativas nos territórios.
“O que buscamos é juntar esses conhecimentos para entender como podemos contribuir da melhor forma possível com as organizações e com os povos indígenas que seguem em seus territórios, lutando para preservar seus modos de vida, seus saberes e suas ciências. Sabemos que existem muitas ameaças e muitas forças que tentam destruir ou enfraquecer esses modos de existência. Por isso, precisamos pensar juntos em como fortalecer essas comunidades e organizações”, destacou.
Toya Manchineri, coordenador-geral da Coiab, ressaltou a importância do apoio do Fundo Amazônia para o fortalecimento da gestão indígena dos recursos e afirmou que o Projeto Dabucury contribui para que os investimentos cheguem diretamente aos territórios indígenas, fortalecendo as organizações locais e sua capacidade de implementação: “Essa parceria entre Coiab, CESE e Fundo Amazônia é fundamental para garantir que os recursos possam chegar diretamente aos territórios indígenas e que nossas associações tenham condições de recebê-los e realizar sua implementação. As oficinas de boas práticas trazem orientações importantes sobre como as associações e organizações indígenas podem trabalhar da melhor forma possível, utilizando os recursos de maneira eficiente e responsável”, afirmou o coordenador.
Gracinha Manchineri, gerente de formação e diretora do Cafi, enfatizou a importância dos processos formativos para o fortalecimento das organizações indígenas. Segundo ela, as atividades promovem o diálogo entre conhecimentos indígenas e ferramentas de gestão, contribuindo para ampliar a capacidade de planejamento, execução e prestação de contas dos projetos.
A dirigente também destacou a relevância da parceria construída entre Coiab, CESE e Fundo Amazônia, bem como dos espaços coletivos de governança, como o Comitê Gestor, que garantem participação, acompanhamento das ações e tomada de decisões de forma compartilhada: “Nosso grande desafio é fortalecer as organizações indígenas para que possam executar recursos de forma transparente e eficiente. Precisamos que todos possam olhar para essas experiências e reconhecer que os povos indígenas e suas organizações têm plena capacidade de gerir recursos e alcançar resultados positivos para suas comunidades”, destacou a gerente.
A programação foi construída com base nas metodologias formativas da CESE e da COIAB, inspiradas na educação popular e na valorização da troca de saberes entre os participantes. As atividades incluíram momentos de análise da conjuntura, reflexões sobre os desafios enfrentados pelos povos indígenas e exercícios práticos voltados à gestão de projetos.
“A CESE organizou todo o processo de formação pensando em metodologias que aproximassem teoria e prática. Preparamos materiais, dinâmicas e exercícios que ajudassem a compreender os conceitos de elaboração e gestão de projetos de forma mais acessível. A proposta foi trabalhar essa relação entre saberes e fazeres, utilizando metodologias participativas da educação popular para apoiar as organizações em todas as etapas da execução dos projetos, desde o planejamento até os relatórios e a prestação de contas”, salientou a assessora de projetos e formação da CESE, Rochele Fiorini.
Carlos Eduardo Chaves, assessor de projetos e formação da CESE, também destacou: “Buscamos construir esse processo formativo de forma bastante dialogada, com uma linguagem acessível que aproximasse os conteúdos da realidade das organizações indígenas. Ao mesmo tempo em que compartilhamos conhecimentos sobre elaboração e gestão de projetos, também aprendemos muito com as experiências e os saberes dos povos participantes.
Para esta formação, desenvolvemos atividades mais lúdicas e participativas, como um jogo da memória sobre a Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas (PNGATI) e um jogo de tabuleiro “Caminhos da Boa Gestão”, que simula situações do cotidiano da gestão de projetos. A proposta foi percorrer, de forma prática e coletiva, os desafios, aprendizados e etapas da execução dos projetos apoiados pelo Dabucury.”
Guia de Elaboração e Gestão de Projetos
Durante a formação, foi entregue às organizações indígenas o Guia para Elaboração e Gestão dos Projetos Apoiados pelo Dabucury, publicação que orientou todo o processo formativo. Com 80 páginas, o material reúne informações práticas sobre execução dos projetos, contratações, compras, documentação fiscal, prestação de contas, elaboração de relatórios e monitoramento das atividades. O guia também traz orientações para a organização das ações, o uso adequado dos recursos e a divulgação dos resultados alcançados. A publicação está disponível para consulta no site do Projeto Dabucury.
Com o guia em mãos, as organizações indígenas receberam orientações sobre documentação institucional, contratações, cotações de preços, emissão de notas fiscais e prestação de contas.
“A prestação de contas e a gestão administrativo-financeira são o coração de qualquer projeto”, afirmou Darlan Oliveira, do setor administrativo e financeiro da CESE, ao destacar a importância do planejamento e da organização para a boa execução dos projetos.
A comunicação também integrou a programação, com orientações sobre estratégias para dar visibilidade às ações desenvolvidas pelas OIs, nos territórios. Antônio Marinho, gerente de comunicação da Coiab, destacou que a comunicação é uma estratégia de fortalecimento e transparência, a partir do compartilhamento dos resultados alcançados junto às comunidades e parceiros. Além disso, foram distribuídos banners com a barra de logomarcas do projeto e das organizações para utilização nas atividades apoiadas, bem como adesivos do Fundo Amazônia para identificação de equipamentos adquiridos.
Representando a Associação do Povo Indígena Jiahui – APIJ(AM), Elda Diarroi destacou a metodologia e elogiou o equilíbrio entre teoria e prática e a importância dos conhecimentos compartilhados, especialmente por se tratar de sua primeira experiência prática com temas relacionados à gestão financeira e à prestação de contas de projetos.
‘Levo daqui uma bagagem muito rica para compartilhar com minha comunidade e com outros jovens. Mesmo contando com uma equipe financeira e com um assessor indígena na APIJ, considero muito importante que, como coordenadora, também conheça todas as orientações e conhecimentos que aprendi aqui.”, afirmou Elda.
Fabrina Apinajé, da Associação Indígena Apinajé Pyka Mex (TO) relatou sua trajetória de atuação na organização de seu território, ressaltando que a participação em oficinas tem ampliado seus conhecimentos e fortalecido sua atuação comunitária. Ela destacou ainda o potencial transformador do projeto para as futuras gerações, ao envolver crianças, jovens e anciãos na troca de saberes e no fortalecimento da vida coletiva.
Representando o Conselho Geral do Povo Hixkaryana – CGPH(AM),Jeremias Amotxo agradeceu, em nome de seu povo, à CESE, à COIAB, ao Fundo Amazônia e a toda a equipe envolvida na realização da oficina. Ele destacou a importância da atividade para o fortalecimento da gestão dos projetos nos territórios indígenas e ressaltou os conhecimentos adquiridos ao longo da formação.
“Levo daqui aprendizados que serão importantes para o nosso trabalho lá no território. Vou assumir a responsabilidade pela prestação das contas e compartilhar essas informações com a comunidade para que possamos executar o projeto da melhor forma possível”, afirmou.
Representando o Manxinerune Tsihi Pukte Hajene – MATHPA(AC),Wauana Manchineri agradeceu à COIAB, à CESE e às organizações parceiras, destacando a importância do Projeto Dabucury para o fortalecimento das organizações indígenas. Ela lembrou que sua própria organização teve origem em um pequeno apoio financeiro recebido através do Programa de Pequenos Projetos da CESE, evidenciando o impacto que parcerias de base podem gerar ao longo do tempo. Wauana também ressaltou a importância de espaços formativos que combinem qualificação técnica e acolhimento humano.
“Quero pedir que a equipe da CESE continue mantendo essa cordialidade, esse bom humor e essa paciência. Muitas lideranças nunca tiveram contato com planilhas, relatórios e processos de gestão. Nós aprendemos melhor quando somos acolhidos com respeito, carinho e compreensão”, afirmou Wauana Manchineri .
Tifane Araújo, assessora de projetos e formação da CESE também reforçou que todas as organizações participantes saem da oficina com responsabilidades pactuadas: o compromisso da equipe da CESE de oferecer acompanhamento e suporte ao longo da implementação das iniciativas e dos pontos focais na condução dos projetos nos territórios.
‘Existe uma rede de parcerias, com papéis e responsabilidades definidos, mas o protagonismo e a ação são indígenas.Este foi um espaço de experimentação e trocas. O aprendizado continuará acontecendo no dia a dia da execução dos projetos”, afirmou Tifane.
A assessora também destacou que o compromisso com a boa gestão e a atenção aos procedimentos administrativos, financeiros e de prestação de contas são fundamentais para fortalecer a segurança e a autonomia das organizações. Segundo Tifane, esses cuidados contribuem para que os projetos sejam executados com qualidade, transparência e confiança, potencializando os resultados alcançados nos territórios.
O registro das atividades contou com a relatoria de Rayane Xipaia, a cobertura audiovisual de Mitã Xipaya e os registros fotográficos de Soiti Karajá, integrantes da Rede de Comunicadores e Comunicadoras da Coiab.
Sobre o edital
Lançado em julho de 2025, o 2º Edital do Projeto Dabucury teve como objetivo apoiar até 30 projetos de Gestão Territorial e Ambiental Indígena, contribuindo para a implementação da Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas (PNGATI) nos territórios da Amazônia Legal. As iniciativas selecionadas estão alinhadas a cinco eixos prioritários da política: proteção territorial e dos recursos naturais; governança e participação indígena; prevenção e recuperação de danos ambientais; uso sustentável dos recursos naturais e fortalecimento de iniciativas produtivas indígenas; além de capacitação, formação, intercâmbio e educação ambiental.
Foram recebidas 45 propostas, sendo 31 destinadas à categoria Urucum e 14 à categoria Jenipapo. A análise foi realizada pelo Comitê Gestor composto por membros do Notório Saber, Fundo Indígena da Amazônia Brasileira (Podáali), Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e CESE, resultando em 25 propostas apoiadas, nas seguintes categorias: 19 projetos na categoriaUrucum ( R$ 250 a R$ 300 mil, com execução de 18 meses ) apoia projetos voltados à implementação de Planos de Gestão Territorial e Ambiental (PGTAs) já existentes nas Terras Indígenas; e 06 projetos na Categoria Jenipapo (R$ 150 a R$ 200 mil com execução de 18 meses) é destinada à elaboração, atualização ou conclusão dos Instrumentos de Gestão Ambiental e Territorial Indígena (IGATIs), fortalecendo os processos de planejamento e gestão dos povos indígenas em seus territórios.
“Nosso projeto apoiado pelo Dabucury vai contribuir para a construção de uma casa de infraestrutura voltada exclusivamente para as mulheres. Esse espaço é muito importante para fortalecer o protagonismo e o empoderamento das mulheres indígenas da região Mekrãgnoti Sul. Além disso, os recursos também apoiarão as ações de prevenção e combate aos incêndios florestais, fortalecendo o trabalho dos brigadistas que atuam na proteção dos territórios. Para nós, a prevenção é fundamental para evitar a destruição da floresta, preservar o meio ambiente e garantir a continuidade da vida em nossos territórios”, afirmou Paimotire Txucarramãe , da Associação Mekragnotire Sul – MAS (MT).
‘’Somados os recursos dos dois editais, o Dabucury já apoiou 53 organizações indígenas, na elaboração/atualização de 18 IGATIs e na implementação de 34 PGTAs em 61 TIs, em 09 estados, atingindo 48.432.867 hectares, totalizando R$ 16.137.777,00, informa o assessor de projetos e formação da CESE, Vinícius Benites Alves, que integra a assessoria de formação e projetos da CESE.
Participação nas oficinas
Além das equipes da CESE e COIAB, participaram das oficinas as seguintes organizações:
Categoria Urucum:
ACRE Manxinerune Tsihi Pukte Hajene – MATPHA Associação Comunitária Shanenawa de Aldeia Morada Nova – ACOSMO
AMAZONAS Associação do Povo Indígena Jiahui – APIJ Associação dos Matsés do Alto Jaquirana – AMAJA Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro – FOIRN/DAJIRN Associação Indígena do Povo das Águas – AIPA Conselho Geral do Povo Hexkaryana – CGPH
MARANHÃO Associação Comunitária Wewetyj da Aldeia Recanto dos Cocais – WEWETYJ Associação Indígena Ka’aiwar – KA’AIWAR Coordenação e Articulação dos Povos Indígenas do Maranhão – COAPIMA
MATO GROSSO Instituto Família do Alto Xingu – IFAX Associação Mekragnotire Sul – AMS
ACRE Associação dos Produtores Cultura e Artesãos do Caucho – APCAC/OPIRJ
AMAZONAS Organização Indígena da Resistência Mura de Autazes – OIRMA Organização dos Povos Indígenas Apurinã e Jamamadi – OPIAJ Coordenadoria das Organizações Indígenas do Distrito de Iauaretê – COIDI
RONDÔNIA Coordenação das Organizações Indígenas do Povo Cinta Larga – PATJAMAAJ
TOCANTINS Coordenação das Organizações Indígenas do Povo Javaé da Ilha do Bananal – CONJABA
Dabucury é uma festa tradicional dos povos indígenas da região do rio Negro (AM) e simboliza um momento de troca e celebração que envolve a partilha de alimentos e reafirma os laços sociais e culturais entre diferentes comunidades ou grupos. Com este propósito de partilha, o projeto nasce como uma iniciativa da CESE e da Coiab e apoio do Fundo Amazônia/BNDES.
Acesse o portal do projeto em www.dabucury.org.br e siga as redes sociais da @cesedireitos e @coiabamazônia.
A CESE completa 50 anos de testemunho de fé ativa no amor, faz jus ao seu nome. Desde o início, se colocou em defesa dos direitos humanos, denunciou atos de violência e de tortura, participou da discussão de grandes temas nacionais, apoiou movimentos sociais de libertação. Parabéns pela atuação profética, em prol da unidade e da cidadania. Que Deus continue a fazer da CESE uma benção para muitos.
A CESE não está com a gente só subsidiando, mas estimulando e fortalecendo. São cinquenta anos possibilitando que as ditas minorias gritem; intervindo realmente para que a gente transforme esse país em um lugar mais igualitário e fraterno, em que a gente possa viver como nos quilombos: comunidades circulares, que cabe todo mundo, respirando liberdade e esperança. Parabéns, CESE. Axé e luz para nós!
Nós, do SOS Corpo, mantemos com a CESE uma parceria de longa data. Temos objetivos muito próximos, queremos fortalecer os movimentos sociais porque acreditamos que eles são sujeitos políticos de transformação. Seguiremos juntas. Um grande salve aos 50 anos. Longa vida à CESE
A luta antirracista é o grande mote das nossas ações que tem um dos principais objetivos o enfrentamento ao racismo religioso e a violência, que tem sido crescente no estado do Maranhão. Por tanto, a parceria com a CESE nos proporciona a construção de estratégias políticas e de ações em redes, nos apoia na articulação com parcerias que de fato promovam incidência nas políticas públicas, proposições institucionais de enfrentamento a esse racismo religioso que tem gerado muita violência. A CESE nos desafia na superação do racismo institucional, como o grande vetor de inviabilização e da violência contra as religiões de matrizes africanas.
A relação de cooperação entre a CESE e Movimento Pesqueiro é de longa data. O apoio político e financeiro torna possível chegarmos em várias comunidades pesqueiras no Brasil para que a gente se articule, faça formação política e nos organize enquanto movimento popular. Temos uma parceria de diálogos construtivos, compreensível, e queremos cada vez mais que a CESE caminhe junto conosco.
Ao longo desses 50 anos, fomos presenteadas pela presença da CESE em nossas comunidades. Nós somos testemunhas do quanto ela tem de companheirismo e solidariedade investidos em nossos territórios. E isso tem sido fundamental para que continuemos em luta e em defesa do nosso povo.
Quero muito agradecer pela parceria, pelo seu histórico de luta com os povos indígenas. Durante todo o tempo que fui coordenadora executiva da APIB e representante da COIAB e da Amazônia brasileira, nós tivemos o apoio da CESE para realizar nossas manifestações, nosso Acampamento Terra Livre, para as assembleias locais e regionais. Tudo isso foi muito importante para fortalecer o nosso protagonismo e movimento indígena do Brasil. Deixo meus parabéns pelos 50 anos e seguimos em luta.
Celebrar os 50 anos da CESE é reconhecer uma caminhada cristã dedicada a defesa dos direitos humanos em todas as suas dimensões, comprometida com os segmentos mais vulnerabilizados da população brasileira. E valorizar cada conquista alcançada em cada luta travada na busca da justiça, do direito e da paz. Fazer parte dessa caminhada é um privilégio e motivo de grande alegria poder mais uma vez nos regozijar: “Grande coisas fez o Senhor por nós, e por isso estamos alegres!” (Salmo 126.3)
Eu acho extraordinário o trabalho da CESE, porque ela inaugurou outro tipo de ecumenismo. Não é algo que as igrejas discutem entre si, falam sobre suas doutrinas e chegam a uma convergência. A CESE faz um ecumenismo de serviço que é ecumenismo de missão, para servir aos pobres, servir seus direitos.
Minha história com a CESE poderia ser traduzida em uma palavra: COMUNHÃO! A CESE é uma Família. Repito: uma Família! Nos dois mandatos que estive como presidente da CESE pude experimentar a vivência fraterna e gostosa de uma equipe tão diversificada em saberes, experiências de fé, histórias de vida, e tão unida pela harmonia criada pelo Espírito de Deus e pelo único desejo de SERVIR aos mais pobres e vulneráveis na conquista e defesa dos seus direitos fundamentais. Louvado seja Deus pelos 50 anos de COMUNHÃO e SERVIÇO da CESE! Gratidão por tudo e para sempre!